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As lições da Estônia, país que revolucionou escola pública e virou líder europeu em educação



∇Na última edição do Pisa (sigla em inglês para Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), avaliação trienal realizada pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a Estônia apareceu em terceiro lugar, atrás apenas de Cingapura e Japão.

Está, portanto, no pequeno país banhado pelo mar Báltico a melhor educação da Europa - ou, indo além, a melhor educação do Ocidente.

Entre os 70 participantes da avaliação, o Brasil ficou em 63º lugar.

"O sucesso da educação na Estônia se baseia em três pilares", afirmou à BBC News Brasil a ministra da Educação e Pesquisa do país, Mailis Reps. "A educação é valorizada pela sociedade, o acesso é universal e gratuito e há ampla autonomia (de professores e escolas)."

"Os estonianos realmente acreditam que a educação abre uma ampla gama de possibilidades", ressalta a ministra.

Na Estônia, a educação é gratuita e inclusiva em todos os níveis, explica Reps, o que significa que todos têm igual possibilidade de inserção. "Também oferecemos acesso igual a vários serviços de apoio baseados nas necessidade, como refeições gratuitas na escola, fornecimento de materiais didáticos, serviços de aconselhamento, além de subsídios em transporte e, a partir do ensino secundário, acomodação."

Amor pelas letras e investimento pesado
Durante séculos, o povo estoniano teve suas terras dominadas por outros povos, principalmente suecos e russos. O país foi criado como Estado autônomo apenas em 1917.

De 1940 a 1991, se tornou um estado membro da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

Tal e qual hoje, portanto, a Estônia é um jovem país de apenas 27 anos. Mas, desde muito tempo atrás, uma coisa não mudou: o apreço do povo estoniano pela cultura letrada.

Tanto é que, de acordo com registros históricos, há 150 anos o índice de alfabetização da população já era de 94%. "Sempre fomos famintos pelo aprendizado", define Reps.


Com o país moderno e independente, a decisão governamental passou a ser priorizar os investimentos em Educação. Atualmente, o Estado investe 6% do PIB (Produto Interno Bruto) no ensino. Em termos percentuais, é o mesmo que o Brasil. Mas na hora de esmiuçar os dados, considerando PIB per capita e número de alunos na rede, notam-se discrepâncias.

No Brasil, o PIB per capita é de R$ 31 mil, de acordo com dados da OCDE referentes ao ano de 2017. Na Estônia, é o equivalente a R$ 110 mil. Enquanto o governo brasileiro investe, no ensino básico, R$ 6,6 mil por aluno ao ano, o governo estoniano aplica o equivalente e R$ 28 mil.

Se comparado com o Brasil o valor é alto, comparado com os outros países europeus, não chega a impressionar. A média da União Europeia, bloco que conta com a Estônia desde 2004, é de cerca de R$ 41 mil por aluno ao ano.

Professores valorizados e acordo social em prol da Educação
Talvez a resposta para a eficiência estoniana, portanto, esteja em um misto de bons investimentos e eficiência no uso desse montante. "Nós nos esforçamos para a excelência na educação, porque acreditamos que cada pessoa deve ter a chance de desenvolver e usar seu maior potencial", diz a ministra.

"A educação sempre foi uma prioridade para investimentos, quando se trata de salários de professores, rede de escolas ou infraestrutura digital", ressalta Reps. "O aumento salarial dos professores estonianos também se destaca no nível internacional.

Os salários dos professores aumentaram na maioria dos países da OCDE nos últimos 10 anos, mas os indicadores da Estônia são realmente impressionantes quando comparados a outros."

Na Estônia, a categoria teve um incremento de renda de 80% na última década. Hoje, o salário-base dos docentes é de 1.150 euros. "No ano que vem, será de 1.250 euros o piso da categoria. Na média, será de 1.500 euros", afirma a ministra.

"Acreditamos que deve haver um acordo social e político para que a Educação de um país seja valorizada. Considerando o padrão geral de vida, a educação é uma área em que uma porcentagem considerável do orçamento é investida", completa.

"A chave está no acordo com a sociedade. Todos devem entender a necessidade da educação - só assim é possível obter resultados."

Autonomia e liberdade em sala de aula
As diretrizes do ensino estão no currículo nacional. Mas como aplicá-las fica, em grande parte, a critério de cada escola. Isso significa que as metodologias e até mesmo os ambientes de sala de aula podem ser definidos de acordo com o plano dos professores. "O currículo determina os resultados gerais. A maneira de alcançá-los é escolhida pelos professores", diz a ministra. O currículo é constantemente atualizado.


"Na Estônia, as escolas e os professores desfrutam de um elevado grau de autonomia na tomada de decisões em todos os aspectos da aprendizagem e do ensino", completa.

Essa descentralização se tornou regra após a dissolução da União Soviética. Foi quando o governo decidiu dar liberdade às escolas, exigindo delas, por outro lado, a responsabilidade quanto às diretrizes.

De forma geral, as matérias são ensinadas de forma integrada, ou seja, sem a divisão clássica entre as disciplinas. As competências mais valorizadas são "aprender a aprender", ética, empreendedorismo e educação digital. Todos os professores devem ter mestrado em suas áreas de atuação.

Durante o período escolar, os alunos precisam aprender língua e literatura estonianas, primeira e segunda línguas estrangeiras, matemática, biologia, geografia, física, química, humanidades, história, civismo, música, arte, artesanato, tecnologia e educação física.

Mas também são comuns aulas de história das religiões, design e economia.

No contra-turno, período do dia em que os alunos não têm aulas, todas as escolas oferecem aulas de esporte, música, artes e oficinas de tecnologias.

É quando também os problemas individuais dos alunos com baixo desempenho são solucionados. No sistema educacional estoniano, bons e maus alunos não são separados em classes diferentes. Mas aqueles com mais dificuldade recebem ajuda, fora do horário das aulas, de professores particulares, psicólogos e psicopedagogos, conforme a necessidade.

"Existem competências gerais que todo aluno deve desenvolver: cultura e valores; habilidades sociais e de cidadania; autodeterminação, autoaprendizagem, interação e comunicação; matemática, ciências naturais, tecnologia; empreendedorismo e competências digitais", enumera.

Os resultados estão não apenas na boa colocação no Pisa, de modo geral, mas também quando se analisa os índices de alunos no nível mais baixo de aprendizagem. Apenas 8% dos jovens estonianos de 15 anos - idade dos avaliados pelo Pisa - estão no nível mais baixo de aprendizagem.

Isso significa que eles têm dificuldade para relacionar entre si partes diferentes de um mesmo texto, por exemplo. A média dentre os países da União Europeia para a mesma questão é de 15%. No Brasil, são 30% os que apresentam tal dificuldade.

"Claro que ficamos orgulhosos de nossas conquistas, de nossa avaliação no Pisa", comenta Reps. "Mas o objetivo é a educação - e não a pontuação em testes".

A contratação dos professores não é mediante concursos públicos como os que existem no Brasil.

Lá, os candidatos a diretores de escolas são entrevistados por um conselho formado por pais, professores e representantes do governo municipal. A ideia é analisar suas habilidades de educação e de gestão. Na hora de contratar um professor, a responsabilidade pela sabatina cabe ao diretor da escola.

Serve para o Brasil?
Replicar um modelo de um país para o outro, na opinião da ministra estoniana, não é algo tão factível, uma receita mágica que poderia resolver os déficits educacionais. "Cada país é diferente e não existe uma receita ou um modelo secreto que possa ser usado apenas copiando tudo", acredita ela.

As ressalvas são óbvias: discrepâncias de tamanho populacional, problemas históricos ainda não resolvidos ou mesmo diferenças culturais. "O modelo da Estônia foi formulado considerando um pequeno país. Circunstâncias brasileiras são completamente diferentes", afirma Reps.

Por outro lado, ela reconhece que parcerias entre nações são importantes. No caso da Estônia, com a igualmente bem-sucedida Finlândia, atual quinta colocada no ranking Pisa. "A Finlândia é nosso principal parceiro quando tratamos de melhores práticas educacionais. Há sempre algo a aprender com os vizinhos", ressalta.

"Quanto à formulação de políticas públicas no campo da educação, estamos sempre abertos a mudanças e a inovação. Mas, ao mesmo tempo, valorizamos e preservamos abordagens tradicionais que têm funcionado bem", diz a ministra.

"O futuro certamente seguirá nos trazendo novos desafios, principalmente com o desenvolvimento de novas tecnologias. Acreditamos que precisamos aprender uns com os outros e enfrentar os desafios juntos."
G1 - 2018-10-16 / 20:08:23 - ID: 37

O que 10 presidenciáveis propõem para a educação



∇Prioridade. Esta é a palavra mais associada à educação, sobretudo, em tempos de campanhas eleitorais. Nos programas das candidaturas à presidência do País, várias são as promessas de compromisso com a agenda e com a melhoria dos índices educacionais.

Fruto de ampla disputa política, as propostas de educação passam longe de ser consenso. Por isso, esclarecer o que consta nos programas e analisar sua viabilidade é fundamental para qualificar o debate público e dar consistência à disputa eleitoral.

“Está em jogo no campo da educação a manutenção de uma educação pública e gratuita para todos e todas com os necessários investimentos para a ampliação da qualidade, com propostas pedagógicas condizentes com a demanda dos tempos em que vivemos. O eleitor precisa ter em vista que, para alcançar bons níveis de educação, não basta fazer grandes promessas, é preciso que se estruture uma política de longo prazo, que garanta as condições para um avanço consistente”, afirma Roberto Catelli, coordenador executivo da Ação Educativa.

No esforço de ajudar o eleitorado nessa difícil escolha, Carta Educação, Ação Educativa e De Olho nos Planos lançam o especial #EducaçãoNasEleições2018: uma cobertura especializada sobre os principais desafios para a garantia de uma educação pública, laica e de qualidade.

Listamos as propostas de educação das 10 candidaturas com maior intenção de voto e reunimos especialistas para comentar cada uma delas. Clique no nome de cada candidato para ler.

CIRO GOMES (PDT)
Obter no Ensino Fundamental do Brasil os mesmos resultados alcançados no Ceará, que com 77 das 100 escolas melhores colocadas no Ideb do Ensino Fundamental, tornou-se referência nacional;
Ampliar o Investimento em escolas em tempo integral;
Criar bolsa Ensino Médio, prevendo pagamento de remuneração mensal aos estudantes da rede pública que apresentarem frequência mínima à escola e ganhos crescentes no desempenho escolar;
Criar mecanismos de premiação nas escolas que conseguirem reduzir a evasão de estudantes e melhorar o desempenho em exames nacionais;
Instituir novo Fundeb, que deve prever que a União repasse de 10% adicionais discricionários de acordo com a adesão do município/estado aos resultados alcançados;
Eliminar o uso de material de ensino e educação estereotipados, que reforçam o papel da mulher como menos apta ao mundo da produção ao mais aptas à esfera doméstica;
Incluir o combate a toda forma de preconceito, seja ele por raça, etnia, sexo, orientação sexual e/ou identidade de gênero no Plano Nacional de Educação;
Garantir a implementação da 11.645/08, que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana;
Eliminar o analfabetismo escolar.
Revogar a Emenda Constitucional 95, que coloca um teto aos gastos sociais;

GERALDO ALCKMIN (PSDB)
Crescer 50 pontos em 8 anos no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA);
Garantir que todas as crianças estejam plenamente alfabetizadas até 2027;
Priorizar primeira infância, integrando saúde, assistência e educação;
Investimento na formação e qualificação docente.

GUILHERME BOULOS (PSOL)
Revogar a Emenda Constitucional 95 (EC95), a Reforma do Ensino Médio e a Base Nacional Comum Curricular;
Garantir o cumprimento do PNE;
Retomar o funcionamento do Fórum Nacional de Educação e discutir sua composição de forma democrática;
Retomar a realização da Conferência Nacional de Educação (CONAE);
Reformular o Conselho Nacional de Educação, incorporando a antiga reivindicação de que seja um órgão deliberativo e representativo;
Regulamentar e implementar o SNE
Responsabilizar o Ministério da Educação (MEC) pela estruturação dos conteúdos em matérias não especificamente técnicas militares, na educação de militares, em todos os níveis;
Regulamentar o Custo-Aluno-Qualidade-Inicial (QAQi) e incluí-lo no Fundeb como valor mínimo;
Garantir uma política de expansão de vagas com recursos adicionais para investimento no fundo;
Aplicar e ampliar as políticas de cotas raciais e de permanência nas universidades;
Implementar as leis 10.639/03 e 11.645/08, que obrigam o ensino da história e da cultura afro-brasileira e indígena na rede pública e particular de ensino, capacitando os professores para dar aulas sobre o tema e criando mecanismos de controle e responsabilização de instituições e profissionais que descumprem a lei;
Desenvolver política nacional para prevenir a discriminação e o preconceito contra as pessoas trans na infância e na adolescência, com ênfase na educação formal;
Produzir material didático com perspectiva de diversidade de gênero e sexualidade para uso na formação de educadores, educadoras e estudantes;
Fazer auditoria em programas federais que repassam recursos públicos para o setor privado, fazendo transição dos estudantes do PROUNI e FIES para a oferta pública;
Encaminhar ao Congresso normas de regulação do exercício privado de oferta educacional;
Propor moratória de 1 ano para dívidas estudantes do FIES e fazer programa de refinanciamento das dívidas em discussão com estudantes;
Garantir a pluralidade das ideias e a liberdade docente como determinado pela CF, adotando medidas para fortalecer a escola como espaço de promoção de valores democráticos, cidadãos e antidiscriminatórios;
Estabelecer políticas que assegurem a interculturalidade assegurando espaços educacionais auto organizados pelos povos indígena, quilombola e demais grupos sociais;
Rediscutir o aprimoramento e a democratização dos processos de avaliação em larga escala e seus indicadores (como IDEB), valorizando a avaliação diagnóstica, processual e formativa;
Auxiliar municípios e estados com maior dificuldade financeira a cumprir o piso nacional do magistério;
Alcançar um valor de piso nacional compatível com o salário mínimo necessário do DIEESE, o que significaria um reajuste superior a 50% no atual valor.

HENRIQUE MEIRELLES (MDB)
Dar condições materiais às famílias, treinamento e condições de trabalho aos professores;
Afastar qualquer possibilidade de ideologização do ensino;
Criar o Pró-Criança, oferecendo, nos moldes do Prouni, a todas as famílias atendidas pelo Bolsa Família o direito de optar por colocar seus filhos em creches particulares.

JAIR BOLSONARO (PSL)
Replicar a estratégia educacional do Japão, Taiwan e Coréia do Sul;
Expurgar a ideologia de Paulo Freire;
Ampliar a oferta de matemática, ciências e português sem doutrinação e sexualização precoce;
Impedir a aprovação automática;
Combater a forte doutrinação;
Valorizar a Educação à Distância como alternativa para as áreas rurais;
Estimular o empreendedorismo, incentivando parcerias entre pesquisadores de cientistas das universidades com empresas privadas;
Alcançar metas educacionais sem prever a utilização de novos recursos.

JOÃO AMOÊDO (NOVO)
Subir 50 posições no ranking do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA);
Universalizar o acesso das crianças às creches;
Priorizar a educação básica na alocação de recursos federais;
Ter gestão profissional na direção de todas as escolas do país;
Promover programa de bolsas em escolas particulares para estudantes do ensino público;
Criar consórcios intermunicipais para a boa gestão da educação nas cidades menores;
Valorizar, na distribuição de recursos do FUNDEB, as escolas que melhorarem o aprendizado dos alunos;
Ter Base Curricular de formação de professores direcionada à metodologia e à prática de ensino, não a fundamentos teóricos;
Ampliar o Ensino Médio Técnico para atrair e melhor formar os jovens para o mercado de trabalho.

JOSÉ MARIA EYMAEL (PSDC)
Assegurar que o ensino fundamental tenha as funções de capacitar os alunos para Aprender a Conhecer, Aprender a Fazer, Aprender a Ser e Aprender a Conviver, como definido nos Pilares da ONU para a Educação;
Promover uma educação qualificada abrangendo todas as crianças e jovens portadores de necessidades especiais: mentais, motoras, auditivas e visuais;
Propiciar o acesso em todo país ao uso de equipamentos de informática, internet e banda larga;
Ampliar a oferta de cursos técnicos e profissionalizantes;
Promover o ensino integral no Ensino Fundamental;
Ampliar as vagas nos cursos superiores das Unidades Federais, sobretudo em período noturno;
Introduzir, no ensino fundamental, a disciplina Educação Moral e Cívica;
Valorizar as carreiras em educação no Serviço Público Federal, atraindo talentos para o setor;
Dar pleno incentivo à municipalização do Ensino Fundamental.

LULA/HADDAD (PT)
Institucionalizar o Sistema Nacional de Educação, responsável pela regulamentação do regime de colaboração entre os entes federados e sistemas de ensino para a efetivação das diretrizes, metas e estratégias do Plano Nacional de Educação (PNE);
Revogar a Reforma do Ensino Médio e promover novo marco legal em diálogo com a comunidade educacional;
Cumprir a Meta 20 do Plano Nacional de Educação (PNE), que trata de financiamento, revogando a Emenda Constitucional 95 (EC95), investindo progressivamente 10% do PIB em educação e implementando o Custo-Aluno-Qualidade (QAQ);
Institucionalizar um novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), de caráter permanente com aumento de complementação da União;
Retomar os recursos dos royalties do petróleo e do Fundo Social do Pré-Sal;
Criar convênio entre Estados e o Distrito Federal para que o governo federal se responsabilize por escolas de Ensino Médio com altos índices de violência e baixo rendimento no IDEB;
Instituir o programa Escola com Ciência e Cultura como contraponto ao Escola Sem Partido, transformando as unidades educacionais em espaços de paz, reflexão e investigação científica;
Retomar a centralidade da Educação de Jovens e Adultos, promovendo ações de redução do analfabetismo, ampliando vagas e retomando políticas de assistência que permitam a conclusão dos estudos;
Criar nacionalmente o programa Transcidadania, garantindo bolsas para pessoas travestis e transexuais concluírem a Educação Básica articulada com a Educação Profissional;
Massificar as políticas de educação e cultura em direitos humanos a partir de uma perspectiva não sexista, não racista e não LGBTIfóbica;
Retomar os investimentos na Educação do Campo, Indígena e Quilombola, com formação de professoras(es), construção e reforma de escolas, transporte e alimentação escolar;
Implementar a Prova Nacional para Ingresso na Carreira Docente, que subsidiará a contratação de docentes para a Educação Básica;
Direcionar 70% dos recursos destinados à gratuidade, oriundos das contribuições sociais arrecadadas pela União para a manutenção do SESI, SENAI, SESC, SENAC e SENAR, à ampliação da oferta de Ensino Médio de qualidade;
Fortalecer o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), oferecendo experiência docente nas escolas públicas aos estudantes universitários de pedagogia e licenciatura, com ênfase no reforço ao processo de alfabetização das crianças;
Garantir o Piso Salarial Nacional;
Reforçar e renovar a Universidade Aberta do Brasil (UAB);
Retomar o projeto Universidade em Rede dos Professores, assegurando o acesso direto dos professores e professoras concursadas nas vagas disponíveis e ociosas na rede de Universidades e Institutos Federais de Educação Superior;
Desenvolver políticas de formação de professores para educação no campo, indígena e quilombola.

MARINA SILVA (REDE SUSTENTABILIDADE)
Instituir Política Nacional Integrada para a Primeira Infância (lei 13.257/16);
Apoiar técnica e financeiramente estados e municípios na implementação da BNCC de Educação Infantil e Ensino Fundamental;
Implementar o Plano Nacional de Educação (PNE);
Regulamentar Sistema Nacional de Educação (SNE);
Enfrentar o analfabetismo de jovens e adultos;
Enfrentar evasão do Pronatec;
Criar políticas de prevenção e combate a todas as formas de bullying, violência e discriminação.
Carta Educação - 2018-09-12 / 10:26:21 - ID: 36

STF adia julgamento sobre possibilidade de ensino domiciliar



∇O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou julgamento, inicialmente marcado para esta quinta-feira (30), que decidiria sobre a possibilidade de pais educarem os filhos em casa.

Responsável pela pauta, a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, ainda não divulgou nova data para a decisão sobre a educação domiciliar, prática também conhecida internacionalmente como “homeschooling”.

Uma definição sobre a constitucionalidade da chamada “educação domiciliar”, que dispensa a frequência regular na escola, é esperada pelo menos desde 2012, quando uma ação sobre o tema chegou ao STF.

O caso não chegou a ser chamado para análise nesta quinta porque outros casos foram julgados antes e não houve tempo hábil para iniciar o julgamento. A Corte consumiu a sessão para encerrar o julgamento que liberou a terceirização de atividades-fim e decidir sobre recurso contra a condenação da deputada Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO).

Polêmica
A ação a ser julgada no STF surgiu em 2012, quando uma estudante de Canela (RS), à época com 11 anos, pediu ao juiz da cidade, com apoio dos pais, o direito de ser educada em casa.

O pedido foi negado e a decisão foi mantida pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), sob o argumento de que a frequência era necessária para socializar a criança.

A possibilidade de ensino domiciliar é polêmica e opõe pais de alunos e órgãos públicos.

Os pais da estudante de Canela e outros responsáveis querem mudar esse entendimento junto ao STF, sob o argumento de que atualmente a escola traz prejuízo às crianças.

Eles alegam má qualidade do ensino e dizem que nas escolas há, por exemplo, contato com drogas e violência.

A Constituição trata a educação como um “direito de todos e dever do Estado e da família”, a ser “promovida e incentivada com a colaboração da sociedade”. O objetivo é o “pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.
G1 - 2018-09-05 / 22:58:19 - ID: 35

Professores da educação básica podem perder programas de formação, alerta Capes



∇Os professores da rede pública da educação básica podem perder acesso a programas de formação inicial oferecidos pelo governo federal via Capes, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Em ofício encaminhado ao Ministério da Educação, a Capes coloca em xeque a continuidade do Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) e do Programa de Residência Pedagógica, uma modernização do Pibid, lançada no ano passado.

A suspensão dos programas é um dos “graves impactos” anunciado pela Capes, caso a agência sofra uma redução orçamentária para 2019 que, segundo o presidente Abilio Baeta Neves, autor do ofício, representa um corte significativo em relação ao orçamento de 2018 e fixa um patamar muito inferior ao estabelecido pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada em julho pelo Congresso Nacional e que segue para sanção presidencial em agosto. O corte levaria à interrupção dos pagamentos de 105 mil bolsistas a partir de agosto de 2019.

O Parfor é uma iniciativa que visa induzir e fomentar a oferta de educação superior gratuita para profissionais do magistério que estejam no exercício da docência na rede pública de educação básica e que não possuem a formação específica na área em que atuam em sala de aula. Já o Pibid oferece bolsas de iniciação à docência aos alunos de cursos presenciais que se dediquem ao estágio nas escolas públicas e que, quando graduados, se comprometam com o exercício do magistério na rede pública.

Para a diretora da Fundação SM, Pilar Lacerda, o risco de descontinuidade dos programas revela o adiamento do País com o compromisso da qualidade da educação, que passa por formar bem os professores. Nesse sentido, a especialista entende que Pibid e Parfor se conectavam, favorecendo a existência de uma rede entre universidade e escola pública.

“Além da qualidade de formação, no caso do Pibid, os professores perdem a chance de conhecer a realidade da escola e de refletirem sobre suas práticas. O Parfor, por sua vez, possibilitou identificar a demanda dos municípios por formação e daí veio o surgimento dos pólos da Universidade Aberta do Brasil (UAB), com a oferta de cursos e programas de educação superior a distância [o funcionamento da UAB também está ameaçado segundo ofício da Capes].

Corrobora com o opinião, o coordenador licenciado da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, que entende que o caminho seria de expandir os programas, que deveriam englobar mais unidades de ensino superior, um número maior de estudantes e uma interlocução mais sólida com as secretarias estaduais e municipais de educação. “Eles são boas alternativa à péssima qualidade da formação de professores no Brasil, especialmente devido à baixíssima qualidade dos estabelecimentos privados. Seriam um ponto de equilíbrio e superação do gargalo formativo dos professores”, avalia.

Investir na formação de professores, segundo Cara, é estrutural para a educação. “Falo isso não só da perspectiva do trabalho em sala de aula, por tornar os professores mais bem preparados para realizar o trabalho de ensino com garantia de aprendizagem, mas também por organizá-los para que reivindiquem melhores condições de trabalho”, atesta.

O cenário de suspensão dos programas também se projetaria fortemente sobre os Estados e municípios que, como lembra Daniel Cara, já vivem uma realidade de asfixiamento diante as demandas educacionais. “É uma questão de recurso humano. Trabalhar com um profissional não bem preparado dá trabalho. Claro que dá para resolver o problema, a questão é o quanto isso demora e quantos estudantes terão passado pelas escolas sem ter tido educação de qualidade. Considerando que o Brasil envelhece rapidamente, o risco é nos tornarmos um país de adultos e idosos sem escolarização e educação de qualidade”.

Impactos na pós-graduação
A Capes também fala sobre a possível suspensão do pagamento de todos os bolsistas de mestrado, doutorado e pós-doutorado a partir de agosto de 2019. A medida impactaria mais de 93 mil discentes e pesquisadores, interrompendo os programas de fomento à pós-graduação no país, tanto os institucionais (de ação continuada), quanto os estratégicos (editais de indução e acordos de parceria com os estados e outros órgãos governamentais).

Para Pilar Lacerda o risco é ainda maior diante o interesse de setores mais conservadores de acabar com a pós-graduação gratuita. O pré-candidato à presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, declarou em entrevista à Globo News na última quinta-feira 2 que estudará o fim do ensino superior gratuito. O plano seria iniciar a cobrança pelos cursos de pós-graduação.

“Isso pode fazer com que a pesquisa fique cada vez mais na mão da elite e se tenha produções em prol dos interesses empresariais. Se as empresas financiarão os mestrados, doutorados e pesquisas, vão direcioná-los para o que querem saber. Não há compromisso com a melhora do País, só com a elite branca, proprietária de terras. E os impactos aparecem na ponta mais fraca, temos aumento de mortalidade infantil, maior número de crianças fora da escola, mais pessoas em situação de rua, mais violência”, avalia Lacerda.

Outro ponto levado em consideração por Daniel Cara é que os possíveis cortes de bolsas provocarão grave diminuição no número de jovens na pós-graduação. “Além de diminuirmos sua possibilidade formativa, vamos diminuir a sua qualidade como profissional e o seu rendimento médio”, avalia, apontando também impactos de ordem econômica para o País.

“No Brasil, a renda média do trabalhador depende da escolaridade e a redução do acesso a pós graduação vai diminuir o salário médio dos brasileiros. Claro que são poucos profissionais, deveríamos ter muito mais, mas são as pessoas que tendem a ter uma media salarial alta e movimentam a economia também”.

Encaminhamentos
A repercussão negativa diante as possibilidades de corte fez com que os ministérios do Planejamento e da Educação anunciassem uma reunião na sexta-feira 3 para discutir o orçamento da pasta para o ano que vem. A Capes precisa de 300 milhões para não cortar todas as bolsas de pós-graduação.

Segundo a análise de Daniel Cara, o valor representa 0,08% do orçamento da União e pode ser resolvido via Congresso Nacional. “A questão é o governo pensar a tecnologia e a inovação como prioridade”, finaliza.
Carta Educação - 2018-08-07 / 10:22:26 - ID: 34

Corte de bolsas da Capes afetará vacinas, energia, agricultura e até economia, diz presidente da SBP



∇A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), uma das principais entidades que fomenta pesquisas em nível de pós-graduação no Brasil, corre o risco de sofrer um corte de pelo menos R$ 580 milhões no orçamento de 2019.

O Conselho Superior da Capes publicou uma nota na quinta-feira alertando sobre o risco de paralisação nas atividades e pedindo ao governo federal que impeça a redução nas verbas. O conselho afirma que a diminuição no orçamento vai causar descontinuação de 200 mil bolsas de pesquisa científica, interromper projetos de formação e programas de cooperação internacional, prejudicando a imagem do Brasil no exterior.

Segundo a entidade, o corte é consequência da proposta orçamentária do governo de Michel Temer (MDB) para o ano que vem.

Muito compartilhado nas redes sociais ontem, o documento da Capes é assinado pelo presidente da entidade, Abilio Baeta Neves.

Para o presidente da SBPC (Sociedade Brasileira de Progresso da Ciência), Ildeu Moreira, isso demonstra a gravidade do problema. "A situação está tão crítica que as próprias pessoas que têm cargo importante no governo estão colocando a sua opinião, que pode até implicar em riscos de sobrevivência nos seus cargos. É uma atitude corajosa", disse ele em entrevista à BBC News Brasil.

Moreira também afirma que os cortes causarão danos irrecuperáveis tanto à ciência quanto ao desenvolvimento do país. Segundo ele, a interrupção de projetos causa perda dos recursos investidos, gera fuga de cérebros e escassez de cientistas qualificados, com impactos de longo prazo para diversos setores, da saúde à economia.

Professor e pesquisador do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Moreira trabalha nas áreas de física teórica e história da ciência. Realizou estágios de pesquisa na École Polytechnique e na Universidade de Paris VII, ambas na França.

Moreira é presidente da SBPC desde o ano passado. A entidade, criada em 1948, dedica-se à defesa do avanço científico, tecnológico e do desenvolvimento educacional e cultural do país. É uma das principais organizações científicas independentes do país, agregando 127 sociedades de diversas áreas do conhecimento.

O físico argumenta que os cortes são uma decisão política, não resultado da falta de dinheiro. "Estamos sendo escolhidos para sermos cortados. É uma questão de outros interesses que prevalecem em detrimento do desenvolvimento do país", afirma.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

BBC News Brasil - Qual o impacto dos cortes da Capes para a ciência brasileira?

Ildeu Moreira - É extremamente grave. Porque a maior parte da produção científica brasileira é produzida na pós-graduação. Isso é uma coisa essencial da ciência. A nossa produção cresceu muito por causa da Capes, que foi criada na década de 1950. Se há uma descontinuidade de recursos para bolsas, se esses cortes que estão programados se concretizam, é algo catastrófico.

As pesquisas em andamento são totalmente perdidas? Há chance de esses projetos serem retomados quando a situação fiscal do país melhorar?

Moreira - Acontece uma desarticulação geral. A ciência descontinuada é muito difícil recuperar. Se você desmonta grupos de pesquisa, aquela experiência vai embora. Depois, você tem que começar do zero, falta gente formada, você tem laboratórios sucateados. Gastam-se anos, gasta muito mais recursos. Na prática, significa que uma parcela muito significativa dos recursos que o Brasil investiu nos últimos anos vai se perder. Estamos em um momento em que nosso corpo técnico está muito envelhecido, não tem mais renovação. Se você desmonta a formação, que é essencial para a renovação de quadros, aí acaba mesmo.

Qual o impacto disso na fuga de talentos brasileiros para o exterior?

Moreira - É muito grande. As pessoas querem sobreviver, vão buscar oportunidades em outros países. Se o país não acolhe, eles vão procurar quem oferece condições. E muitos vão para outras profissões também, desistem de trabalhar com pesquisa, com ciência e tecnologia. Eu estava esses dias na entrega do prêmio da Olimpíada de Matemática e você vários jovens empolgados. Mas se não tiver bolsa, se a ciência estiver desmontada, você desestimula esses jovens de ir para a carreira científica.

O governo tem justificado cortes na ciência como falta de recursos. Se faltam recursos, o que poderia ser sido feito? Que outros setores poderiam ter sido cortados para que a ciência fosse mantida?

Moreira - Essa história de não ter dinheiro é muito relativa. Nós estamos falando aqui de 0,25% do orçamento, que é o recurso todo para ciência, tecnologia e inovação. Tem também uma parte do MEC (Ministério da Educação), que pega a Capes, mas se você comparar o total com outros setores, o investimento em ciência no Brasil é diminuto. Compare com o recurso que vai para as bolsas de auxílio-moradia para juízes e promotores que já têm casa. E o dinheiro que pagamos de juros da dívida pública.

Enquanto nos países da Europa o que vai para ciência e tecnologia é 3% do PIB, no Brasil não chega a 1%. Em outros países, quando há crise, na China, por exemplo, aumentaram os recursos para ciência e tecnologia. Os EUA de (Donald) Trump tentaram cortar no ano passado o orçamento para ciência e tecnologia e os dois partidos (Republicano e Democrata) foram contra e aumentaram. A Alemanha também. Eles estão aumentando, é a chance de você sair da crise.

O próprio governo diz que o PIB está aumentando. Devagar, mas está, 1%, 2%. Esse argumento de falta de recursos não se justifica. E o corte para a ciência está em 20%. É uma contradição. Estamos sendo escolhidos para sermos cortados. É uma questão de outros interesses que prevalecem em detrimento do desenvolvimento do país.

Muitas pessoas criticam as bolsas, veem a ciência como algo distante e acham que esse dinheiro deveria ser usado para outra coisa. Qual a consequência desse desmonte pro dia a dia das pessoas?

Moreira - Temos um impacto muito grande na economia, na saúde, em diversos setores que dependem da ciência para inovação. Afeta o desenvolvimento de vacinas, a produção de energia. A agricultura no Cerrado é algo que depende fortemente da ciência, que só foi possível graças à ciência. A gente vê que o recurso público investido em produção científica é algo que dá retorno. Temos aí Embraer e a Embrapa, exemplos de empresas baseadas fortemente em pesquisas.

O pré-sal, foi um corpo técnico de engenheiros, físicos e geólogos que descobriram e trabalharam nisso. Então, a formação de gente qualificada é essencial. Internacionalmente, a ciência é uma área em que existe uma competição muito séria, se você desmonta isso vai ter uma consequência muito sérias no futuro, até para a soberania nacional. Você vê que o Brasil tem um potencial imenso na Amazônia, que deveria estar sendo estudado cientificamente para, ao mesmo tempo, preservar a floresta e fazer uso dos recursos.

Falta um trabalho da academia de aproximação com a sociedade para explicar a importância da ciência?

Moreira - Falta, falta sim. É uma coisa histórica. Temos um país com uma desigualdade enorme. As pessoas que têm oportunidade, acesso à academia são muito poucas. Então, as universidades e os setores ligados à pesquisa no Brasil são muito elitizados. As mulheres não entravam, os negros não entravam, e até hoje há dificuldade nisso. A ciência no Brasil não se desenvolveu como na Europa, onde ela cresceu com o capitalismo. Temos um processo de desconstrução de uma certa parcela da elite nacional, que não vê o desenvolvimento nacional como importante. E uma falta de formação científica básica.

O setor privado poderia ser uma alternativa para suprir a falta de investimento do governo?

Moreira - A integração com o setor privado é importante, temos falado isso há muito tempo. O Brasil é um dos países onde a proporção de dinheiro privado para ciência é uma das mais baixas. Tem que mudar isso ao longo dos anos, é um processo de construção. Envolve trazer mais o empresariado, envolve ter política pública para isso, envolve educação, criação de uma cultura diferente. Outros países fizeram.

Mas isso não substitui o investimento público em ciência. O investimento de empresas pode ir para pesquisas de desenvolvimento de inovação tecnológica, por exemplo, mas o investimento privado não vai substituir o recurso público em ciência básica em nenhum país do mundo. Nem nos Estados Unidos, nem na Alemanha. É a produção de ciência básica que está sendo descontinuada aqui e é essencial para ter inovação depois.
G1 - 2018-08-06 / 11:19:37 - ID: 33

Instituto oferece curso gratuito para o Enem



∇O Instituto Politécnico de Ensino a Distância (iPed) disponibilizou gratuitamente o acesso completo à plataforma do curso preparatório para o Enem. Todos os alunos do ensino médio das escolas públicas estaduais de São Paulo podem usar o serviço. Para acessar a plataforma o aluno deve inserir nome e R.A. no site do instituto.

A plataforma do iPed reúne aulas sobre todos os temas abordados no exame e conta com 15 mil dúvidas respondidas por professores. O sistema também possui simulados com centenas de questões comentadas.

A iniciativa é parte do Projeto Evoluir, que procura oferecer toda tecnologia em aprendizagem para os alunos da rede pública.

O resultado individual do Enem pode ser usado para dar acesso ao ensino superior e ao financiamento estudantil. Qualquer pessoa pode fazer o exame.

Matrizes de Referência do Enem
Segundo as Matrizes de Referência, o conteúdo das provas é fundamentado em quatro áreas do conhecimento:

Linguagens, códigos e suas tecnologias – Língua Portuguesa, Literatura, Língua Estrangeira (Inglês ou Espanhol), Artes, Educação Física, e Tecnologias da Informação e Comunicação.
Matemática e suas tecnologias.
Ciências da Natureza e suas tecnologias – Química, Física e Biologia.
Ciências Humanas e suas tecnologias – Geografia, História, Filosofia e Sociologia.
Catraca Livre - 2018-05-29 / 22:36:49 - ID: 32

Enem 2018 vê número de candidatos isentos cair após aplicação de nova regra



∇edição 2018 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) recebeu 3,8 milhões de pedidos de isenção da taxa de inscrição. O prazo terminou às 23h59 deste domingo (15). Segundo balanço divulgadou na tarde desta segunda-feira (16) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 3.818.663 enviaram o pedido dentro do prazo.

Como o resultado de quem efetivamente vai poder se inscrever sem pagar a taxa de R$ 82 sai na próxima segunda (23), é possível que o número total de isentos neste ano seja menor.

Menos isentos em 2018
No Enem 2017, segundo dados do próprio Inep, 4.731.592 estudantes se inscreveram no exame com direito à isenção. Eles representaram 70% do total de inscritos confirmados, mas cerca de 40% deles faltou a pelo menos um dos dois dias de prova.

Nesse ano, o número de candidatos isentos já é pelo menos 19% menor que na edição anterior – o universo possível é de 3,8 milhões, mas, para garantir o direito, os estudantes terão que confirmar os dados.

Concluintes na rede pública
Além dos candidatos que têm direito à isenção garantido por lei, o Enem 2018 vai ter meio milhão de estudantes que cursam o terceiro ano do ensino médio em escola pública a menos com a isenção. Isso porque, até o ano passado, esse grupo tinha a isenção automática garantida no ato da inscrição, quando informaram o código da escola e o ano da matrícula.

Neste ano, porém, o Inep exigiu que eles também solicitassem a isenção antecipadamente, uma etapa que não existia em 2017.

Segundo o balanço do Inep divulgado nesta segunda, 971.924 candidatos na situação de concluintes do ensino médio em escola pública serão isentos. No ano passado, esse número foi de 1.486.448. A queda é de 34,6%.

Ausentes em 2017 podem perder isenção em 2018
O Inep informou ainda que 208.588 candidatos com direito à isenção por lei que tenham sido isentos em 2017, mas faltaram ao Enem, pediram a isenção neste ano. Porém, também segundo as novas regras do governo federal, eles só poderão fazer o Enem neste ano sem pagar a taxa se comprovassem que a ausência no ano passado foi justificada.

"Entretanto, apenas 8.486 apresentaram a documentação exigida e 200.102 declararam não possuir documentos que justificassem a ausência no exame", antecipou a autarquia.

Corte de gastos
A decisão de processar os pedidos de isenção antes das inscrições do Enem foi implementada neste ano, segundo o Inep, para "evitar desperdícios de recursos públicos". O órgão diz que, nas últimas cinco edições do Enem, acumulou um prejuízo de R$ 962 milhões e que a maior parte dos faltantes nas provas são candidatos que não pagaram a taxa.

Quem tem direito à isenção?
Estão isentos aqueles que:

estão cursando a última série do Ensino Médio, em 2018, em escola da rede pública declarada ao Censo Escolar;
fizeram todo o ensino médio em escola da rede pública ou como bolsistas integrais na rede privada, e têm renda, por pessoa, igual ou menor que um salário mínimo e meio (R$ 1.431);
estão em situação de vulnerabilidade socioeconômica por serem integrantes de família de baixa renda e que possuam Número de Identificação Social (NIS), único e válido, e renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 477) ou renda familiar mensal de até três salários mínimos (R$ 2.862);
fizeram o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2017 e atingiram nota mínima para certificação.
Calendário do Enem 2018
Veja as próximas datas da realização do exame:

23 de abril: resultados dos pedidos de isenção
23 a 29 de abril: intervalo para apresentar novos documentos, caso o pedido de isenção seja negado
7 a 18 de maio: inscrições do Enem (para todos os candidatos, isentos ou não)
4 e 11 de novembro: provas do Enem 2018.
Globo.com - 2018-04-17 / 18:02:17 - ID: 31

Jovem autista tem pai como colega de classe na faculdade em Guaratinguetá



∇ara dar apoio ao filho, o militar da reserva, Eduardo Cabral, decidiu entrar na faculdade. A intenção dele era ajudar o jovem, que relatava problemas de socialização na escola. Com isso, eles viraram colegas de classe, matriculados no 4º semestre do curso de gestão comercial da Fatec, em Guaratinguetá (SP).

Érick, de 22 anos, foi diagnosticado com autismo quando tinha apenas 7 anos. Em 2015, o jovem estudava gestão empresarial na mesma faculdade - no entanto, sem a companhia do pai. Ele estava no 2º semestre quando, segundo o pai, começou a apresentar desânimo por conta de problemas de relacionamento com colegas de sala. "Era muito difícil para mim", disse.

Depois de perceber essa dificuldade, Eduardo teve a ideia de estudar junto com ele para dar suporte ao filho "Ele queria desistir e eu não podia deixar isso acontecer", explicou o pai, que faz um curso superior pela primeira vez.

Em 2016, o pai prestou o vestibular. Após a aprovação e a transferência de Érick para o mesmo curso, eles começaram a estudar na mesma turma. "É uma experiência fantástica", falou Érick.

O pai contou que foi uma luta para a família desde o diagnóstico. Érick passou por 7 escolas antes de se formar no ensino médio e, na maioria das vezes, segundo ele, não foi acolhido. "No começo a gente não queria expor o problema, mas chega um momento em que nós precisamos de apoio, em que precisamos falar sobre o assunto para conscientizar as pessoas", disse Eduardo.

O pai comemora a melhora do filho após essa trajetória. "É muito gratificante, ele tem potencial, nós só estamos tentando achar o melhor caminho para ele".
Globo.com - 2018-04-10 / 22:36:49 - ID: 30

P-Fies tem resultado divulgado após dois adiamentos e reclamações de candidatos



∇s resultados do P-Fies foram divulgados nesta segunda-feira (26), de acordo com o Ministério da Educação (MEC). O P-Fies é a nova modalidade criada pelo Ministério da Educação (MEC) para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Nesta versão do Fies, o agente financeiro do empréstimo será um banco privado.

Os selecionados para fechar um das 75 mil contratos de empréstimo oferecidos nesta edição podem conferir os resultados no site do Fies (http://fiesselecao.mec.gov.br/).

A previsão inicial era de que o resultado saísse na sexta (16) e, depois, a data foi mudada para a sexta-feira (23). Segundo o MEC, os adiamentos ocorreram "porque as instituições financeiras pediram mais tempo para realizar a análise cadastral dos candidatos ao novo financiamento."

Os selecionados serão os primeiros a participar do P-Fies, já que a modalidade não existia antes da gestão do ministro Mendonça Filho.

A classificação dos selecionados para pegar os empréstimos é feita de acordo com a nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e só será efetivada se houver a pré-aprovação do financiamento por pelo menos um agente financeiro operador de crédito. Caso o candidato não consiga essa confirmação do banco, perderá a vaga no P-Fies.

Neste processo de financiamento, o Ministério da Educação (MEC) não interfere - a responsabilidade é dos operadores de crédito que tenham relação com as instituições de ensino participantes. Por isso não foi divulgado qual o percentual de juros que será cobrado nesta modalidade de financiamento.

Reclamação de candidatos
No Twitter e em outras redes sociais, os candidatos reclamaram dos atrasos sucessivos que podem levar ao comprometimento do semestre por causa de faltas e também criticaram o fato de muitos não terem os pedidos de financiamento aprovados pelos bancos privados.

Lista de espera
Na modalidade P-Fies, não existe lista de espera. Também não é necessário cumprir a etapa de complementação de informações pessoais no site do programa.

O que fazer se for aprovado?

Caso o candidato seja aprovado no P-Fies, deve seguir os seguintes passos:

Em até 5 dias úteis após o resultado, comparecer à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA), que tem como função validar as informações prestadas no ato da inscrição. Cada instituição de ensino tem a sua comissão.
Se a comissão aprovar os documentos, o estudante deve procurar um agente financeiro a partir do 3º dia útil. Ele tem até 10 dias para realizar essa etapa.
Ao agente financeiro, o candidato deve apresentar toda a documentação exigida e, caso as condições do contrato sejam aprovadas, formalizará o financiamento.

Condições para participar
Vale lembrar que o selecionado precisa se enquadrar em uma faixa de rendimentos. A renda familiar bruta mensal, per capita, não deve ser inferior a um salário mínimo ou maior que cinco salários mínimos por pessoa do grupo familiar. Essa regra vale tanto para o Fies quanto para o P-Fies.

O MEC também esclarece que os bolsistas parciais do Prouni poderão participar do processo seletivo do Fies e financiar a parte da mensalidade não coberta pela bolsa.
Globo.com - 2018-03-28 / 17:46:03 - ID: 29

Em meio a repressão, projeto que altera previdência de professores é aprovado pela CCJ



∇O PL 621/2016 que institui mudanças na contribuição previdenciária dos professores e servidores da educação em São Paulo foi aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa (CCJ) na quarta-feira 14. Por seis votos a três, o PL segue procedimentos regimentais até ser votado pelo plenário da Câmara.

A votação foi marcada por protesto de professores, gestores e servidores públicos dentro e fora da Câmara e por forte opressão da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e da Polícia Militar, conforme relatam os participantes.

“Os professores que estavam acompanhando a Comissão estavam gritando palavras de ordem até que o presidente, o vereador Aurélio Nomura (PSDB) chamou a GCM para coibir e intimidar os participantes. Houve ação violenta por parte da corporação, uso de cassetetes, o que resultou em vários professores feridos”, relatou um dos servidores públicos presentes.

Os atos de violência, como relata, também seguiram contra os professores que se reuniam em frente à Câmara Municipal. “A GCM e a PM utilizaram bombas de efeito moral e gás lacrimogênio sem motivos, não havia ameaça por parte dos professores”, garante.

As escolas municipais de São Paulo decidiram entrar em greve na quinta-feira 8 contra o projeto de lei que prevê aumento da contribuição previdenciária da categoria de 11% para 14% e a criação de uma contribuição suplementar, com descontos de 1 a 5%, dependendo do salário do servidor. As mudanças podem acarretar contribuição de até 19% no total.

Segundo informações da Secretaria Municipal de Educação disponibilizadas à imprensa, a paralisação atinge 93% das 1550 escolas da administração direta, que incluem creches, EMEIS (Escolas Municipais de Ensino Infantil) e EMEFS (Escolas Municipais de Ensino Fundamental). Das unidades, 46% aderiram totalmente à greve, 47% parcialmente e apenas 7% funcionam normalmente.

Esta semana, em audiência coletiva sobre a retomada da Operação Delegada, o prefeito João Doria declarou que a greve não tinha nada a ver com educação e que trazia prejuízos aos estudantes e seus familiares. Na ocasião, Doria também afirmou não haver recuo sobre a proposta, que seria aprovada na Câmara.

O secretário municipal de educação, Alexandre Schneider, se manifestou sobre o ocorrido em seu perfil no Facebook.

"Lamentável a forma com que os professores foram tratados hoje na Câmara Municipal. É inaceitável que se cometam excessos dessa natureza. Estamos em uma democracia. E ela pressupõe o livre direito de manifestação."

Deram votos favoráveis ao PL os vereadores André Santos (PRB), Aurélio Nomura (PSDB), Edir Sales (PSD), Caio Miranda (PSB), João Jorge (PSDB) e Sandra Tadeu (DEM).
Carta Educação - 2018-03-16 / 10:52:00 - ID: 28

Dia do Pi passa a ser lembrado também pela data da morte de Stephen Hawking



∇dia 14 de março se tornou uma efeméride ainda mais importante para os fãs e entusiastas da matemática. Nesta quarta-feira é lembrado o "Dia do Pi" (veja explicação no vídeo abaixo), que acabou por se tornar também a data da morte de Stephen William Hawking, físico e pesquisador britânico.

O dia já era lembrado por marcar o aniversário do físico Albert Einstein e de Frank Borman, austronauta norte-americano que comandou a missão Apolo 8 (responsável pela primeira missão dos EUA que deu a volta a lua, em dezembro de 1968).

Por que 14 de março é o Dia do Pi?
A efeméride faz mais sentido quando a data é vista no formato americano, quando o mês vem à frente do dia: 3/14.

O Pi é uma constante dada pela “a razão da circunferência de um círculo por seu diâmetro”. Em outras palavras, o número é o resultado da conta de divisão entre o comprimento de uma circunferência e diâmetro dessa circunferência. O diâmetro de um círculo é a distância da circunferência de ponta a ponta, medido por uma linha reta passando pelo centro, e equivale a duas vezes o raio dela.

Essa conta resulta em um número iniciado por 3,14. Esse valor é o mesmo para todos os círculos, não importando o tamanho. E os dez primeiros dígitos de Pi correspondem exatamente a 3,141592653.

Até hoje, o número ainda não foi completamente revelado, mesmo com a utilização de super-computadores para realizar o cálculo. O valor poderia ter trilhões de dígitos.

Por causa disso, todo ano, pessoas do mundo todo fazem brincadeiras em 14 de março, aproveitando inclusive para fazer tortas com a letra grega “?”, que simboliza o pi. Isso se deve a outro trocadilho, dessa vez na língua inglesa, já que a pronúncia de Pi é a mesma da palavra “pie”, que significa torta.

Globo.com - 2018-03-15 / 09:24:20 - ID: 27

Ex-aluno da rede pública é aprovado em medicina na USP, Unesp, Unicamp e Unifesp



∇Em seu primeiro ano de cursinho pré-vestibular, em 2015, Pedro Bezerra de Oliveira, de 20 anos, teve de aprender conteúdos que nunca tinha visto no ensino médio. Ele estudou na rede pública e precisou correr atrás da defasagem, principalmente em disciplinas como física e química. Agora, três anos de preparação para o vestibular lhe renderam a aprovação em quatro vestibulares para medicina das principais universidades públicas do Brasil: Universidade de São Paulo (USP), Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Ele vai estudar na Unicamp, porque prefere morar em Campinas (SP). “Estresse, correria, não é o estilo ao qual eu estou acostumado. Esse agito não é muito minha praia.”

Filho único, Pedro perdeu a mãe, vítima de infarto, quando tinha 17 anos. O pai havia morrido anos antes por conta de um acidente. Ele, então, foi morar com a avó.

“Minha mãe era funcionária pública, por isso comecei a receber uma pensão do governo e pude pagar um cursinho. Na escola, eu não me esforçava muito, não tinha pretensão de ser o melhor aluno, não fazia os trabalhos, mas ia bem nas provas", relembra.

Na escola, na Zona Leste de São Paulo, a maioria dos colegas de Pedro já trabalhava ou pensava em cursos técnicos ou programas como Prouni ou Fies, para fazer uma faculdade particular. Pedro já queria estudar na USP, mas inicialmente cogitava cursos como física. “Nunca achei que passaria em medicina.”

Pedro já tinha em mente que os dois primeiros anos de cursinho seriam para correr atrás do déficit deixado pelo ensino médio. "Óptica, por exemplo, em física, eu nunca tinha visto", diz. No terceiro, se matriculou em um cursinho específico para medicina, o Hexag, e estudava até 14 horas por dia, inclusive aos fins de semana.

Depois do final feliz e da coleção de aprovações, Pedro foi convidado a voltar ao cursinho para contar sua história e motivar os alunos que estão na corrida por uma vaga em medicina. “No cursinho acontece de você fazer simulado atrás de simulado e não ver o resultado melhorar. Agora consegui tudo o que queria. Vai ser bom voltar ao cursinho para conversar com as pessoas, ao mesmo tempo ainda não me vejo nesse papel [motivacional].”

Na hora da matrícula, Pedro diz que o coração balançou entre USP e Unicamp. A família toda vibrou com os resultados – depois de morar com a avó, durante o período de cursinho, ele também morou com uma tia e o primo. “Eles sempre me deram muito apoio nas minhas decisões. Minha família está muito feliz. Apesar de serem de baixa renda, meus avós do Ceará conquistaram muitas coisas graças ao estudo.”

Ansioso com o início das aulas nesta segunda-feira (26), Pedro brinca que teme que a sua aprovação tenha sido um equívoco e que seu nome não esteja na lista dos matriculados. Para se bancar, ele pretende usar a pensão, que será paga até o meio do ano, quando ele completa 21 anos. Depois, ele quer ingressar em algum projeto de iniciação científica da universidade que lhe renda uma bolsa. A princípio, seu plano é se especializar em pediatra.
Globo.com - 2018-02-26 / 11:49:57 - ID: 26

Ex-aluna de escola pública tira nota mil na redação do Enem e passa em medicina na UFRJ



∇Beatriz Albino Servilha, de 19 anos, atribui suas vitórias aos pais: ao pedreiro Junior e à telefonista Renata. Sempre quis provar a eles que ‘filha de pobre também pode ser médica’. Depois de tantos obstáculos, o casal descobriu que a jovem estava entre os 53 candidatos que tiraram nota 1.000 na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Depois, viu o nome dela na lista de aprovados em medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Foram gritos ao telefone e choro de comemoração.

“Era meu 3º ano tentando entrar na faculdade. Eu sabia que minha família não teria condições de manter meus estudos. Mas, mesmo assim, nunca me direcionaram para outra área. Nossa situação financeira não me impediu de correr atrás do que eu queria”, conta Beatriz.

Nota máxima na redação
Quando recebeu a prova do Enem e viu que o tema da redação era “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil", Beatriz começou a chorar. “Não acreditei. Comecei a estudar Libras há dois anos, para me comunicar com uma amiga surda”, conta.

Ela havia se tornado intérprete da língua de sinais para os seguidores da igreja que frequenta. “Não achei tão difícil, porque tenho contato direto com a comunidade surda, que me impulsionou a continuar”, afirma Beatriz.

A jovem conta que, na redação do Enem, argumentou sobre a falta de intérpretes capacitados para atuar nas salas de aula. “Não basta formar qualquer tipo de profissional. Existem aqueles que têm capacidade de trabalhar em tribunal, em teatro, em igreja ou em escolas. A sociedade é muito ignorante e não vê Libras como algo importante e oficial”, diz.

“Há um tempo, fui levar minha irmã a uma unidade de pronto-atendimento e vi três surdos lá, desamparados, porque nenhum funcionário sabia língua de sinais. Ninguém pensa nisso”, completa.

Cotas para negros e pobres
A jovem foi aprovada no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) pela cota de estudantes de escola pública, autodeclarados pretos, pardos ou indígenas, com renda familiar per capita inferior a 1,5 salário mínimo. Ela cursou o ensino médio em uma Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) do Rio de Janeiro. No último ano, percebeu que “estava zerada em matemática, em física e em conhecimentos básicos” – e então procurou um cursinho.

“Consegui uma bolsa de estudos porque minha prima havia estudado lá e passado na UFRJ. No meu segundo ano no preparo para o vestibular, continuei com a bolsa porque tirei nota boa na redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio)”, conta.

Ela defende a política de cotas por ter vivenciado a dificuldade de uma estudante de escola pública conseguir recuperar o que não aprendeu no ensino médio.
Globo.com - 2018-02-08 / 00:27:54 - ID: 25

Sobe para 28 o total de universidades que aceitam as notas do Enem em Portugal



∇O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) fechou o 28º convênio com uma instituição do ensino superior de Portugal dos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A mais recente instituição a aceitar as notas do exame é a Universidade Católica Portuguesa, que tem sede em Lisboa e centros no Porto, em Braga e em Viseu.

O primeiro convênio interinstitucional foi realizado em 2014, com a Universidade de Coimbra. De acordo com o Inep, as instituições portuguesas que usam o Enem têm liberdade para definir qual será a nota de corte para o acesso dos estudantes brasileiros aos cursos ofertados.

Instituições que aceitam o Enem em Portugal
Universidade de Coimbra (26/05/2014)

Universidade de Algarve (18/09/2014)

Instituto Politécnico de Leiria (24/04/2015)

Instituto Politécnico de Beja (10/07/2015)

Instituto Politécnico do Porto (26/08/2015)

Instituto Politécnico de Portalegre (08/10/2015)

Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (09/11/2015)

Instituto Politécnico de Coimbra (24/11/2015)

Universidade de Aveiro (25/11/2015)

Instituto Politécnico de Guarda (26/11/2015)

Universidade de Lisboa (27/11/2015)

Universidade do Porto (09/03/2016)

Universidade da Madeira (14/03/2016)

Instituto Politécnico de Viseu (15/07/2016)

Instituto Politécnico de Santarém (15/07/2016)

Universidade dos Açores (04/08/2016)

Universidade da Beira Interior (20/09/2016)

Universidade do Minho (24/10/2016)

Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário (24/03/2017)

Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (05/04/2017)

Instituto Politécnico de Setúbal (05/04/2017)

Instituto Politécnico de Bragança (06/04/2017).

Instituto Politécnico de Castelo Branco (22/05/2017)

Universidade Lusófona do Porto (25/05/2017)

Universidade Portucalense (26/07/2017)

Instituto Universitário da Maia (Ismai) (26/07/2017)

Instituto Politécnico da Maia (Ipmaia) (06/10/2017)

Universidade Católica Portuguesa (22/01/2018)
Globo.com - 2018-02-02 / 16:42:09 - ID: 24

Capes descredencia cursos em universidades de ponta



∇Conhecimento é poder. Em tempos de crise econômica, social e política, pode ainda ser uma arma na retomado do bem-estar coletivo e pessoal. O profissional que conclui um curso qualificado de pós-graduação tem, de modo geral, maiores oportunidades de trabalho. Já os países que investem em pesquisa e inovação tem a disposição estudos que podem se tornar políticas públicas importantes.

A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) analisou 4.175 programas de mestrados e doutorados em funcionamento há pelo menos um ano, atribuindo notas de 0 a 7 para cada um. Aqueles que ganham notas 0, 1 e 2 são descredenciados da Capes – responsável, entre outras atribuições, pela distribuição de bolsas de estudo – e recebem recomendação para fechar; cursos com nota 3 e 4 são classificados como médios e estão credenciados; 5 e 6 como muito bons e de excelência nacional, e 7 são os cursos de excelência, atendendo padrões internacionais de avaliação.

Na Avaliação Quadrienal 2017, a Capes descredenciou 119 programas, o que corresponde a 2,8% do total em andamento. Alguns deles em universidades de ponta, como USP (Universidade de São Paulo), UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), UNB (Universidade de Brasília), UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais),e PUC-SP (Potifícia Universidade Católica).

Universidades de Ponta

Na USP, seis programas avaliados terão de fechar: os doutorados de Clínicas Cirúrgicas, História Econômica, Literatura e Cultura Russa, Estudos Judaicos e Árabes, Estudos da Tradução e Nutrição Humana e Aplicada. Na UFRJ os descredenciados estão nas Ciências Políticas, Farmácia, Letras e História das Ciências. Na UFMG um é a da Engenharia Química e o outro é o doutorado de Saúde da Mulher. Os sete cursos da UNB agora inaptos estão nas áreas da Biodiversidade, Engenharia e o doutorado de Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional. Na PUC de São Paulo o doutorado de Ciências Sociais foi descredenciado, assim como o mestrado de Gerontologia e o doutorado de Administração.

Para o presidente da Capes, Abílio Baeta Neves, o fechamento dos programas em universidades com histórico de bom desempenho reflete, de modo geral, o envelhecimento dos cursos. “A maioria deles tem problemas em renovar o corpo docente e as linhas de pesquisa, e ficam antiquados, perdem a capacidade de se reformular e produzir inovação. Em contrapartida as mesmas universidades abrem novas programas de pós-graduação, reformulando suas linhas de pesquisa e áreas de atuação. ”

Do total de cursos da Avaliação Quadrienal, 33% receberam nota 3 e 35% nota 4. O fato de mais da metade dos programas estarem na linha média de qualificação não significa, no entanto, mau desempenho.

Todos os cursos iniciam com nota 3, e mantém as notas iniciais por dois ou três anos, tempo em que os programas produzem as qualificações necessárias para galgar nas categorias de desempenho. A região Norte do país apresenta proporcionalmente o maior número de cursos com avaliação 3 (50%) e 4 (32%). O dado mostra, então, o caráter não consolidado desses mestrados e doutorados.

Os cursos que recebem as nota 5 atingiram o nível de excelência nacional, e correspondem a 14% de todos os programas em andamento. A região Sudeste é onde os cursos mais antigos do país tiveram início, no final dos anos de 1960 e começo da década de 1970. É também a região com maior concentração de programas de excelência (16%). Mas é também a região que teve o maior número de cursos com notas diminuídas (14%), em comparação com a última Avaliação Quadrienal, feita em 2013.

Mais programas

De 2013 para cá a oferta de mestrados aumentou 17%, o de doutorado 23%, e a de mestrado profissional cresceu consideráveis 77%. Isso em todo o país. Os mestrados profissionais são aqueles projetados a partir das necessidades de conhecimento do mercado; um fenômeno educacional nascido na década de 1990. Nos últimos anos, a universidades públicas estão dando mais atenção aos programas profissionais, e a procura só cresce. Para Neves, o motivo é a busca por melhores oportunidades de emprego, acentuada pela alta taxa de desocupação dos últimos anos.

Os cursos que recebem as notas 6 e 7 atingiram o nível de excelência internacional correspondem a 16% de todos os programas em andamento. Os cursos que recebem a nota 7, a mais alta, atendem a padrões internacionais de classificação.

Para a presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos, Tamara Naiz, o critério é ruim porque condecora a produção de conhecimento que não está atenta às necessidades do Brasil, priorizando, por exemplo, a publicação de artigo em revistas internacionais de alto impacto. “Muitas vezes esses artigos são encomendados por agências internacionais que não estão interessadas em questões relevantes para nós. Por que não levamos em conta a produção de conhecimento para diminuir a desigualdade social como critério de avaliação, por exemplo, e o impacto da pesquisa naquela comunidade onde está a instituição de ensino?”, questiona Naiz.

A produção intelectual cresceu com intensidade em comparação com a avaliação de 2013: 89% no número de artigos em periódicos, 80% na produção de livros e capítulos de livros e 82% na produção técnica.

Tamara reforça ainda que o material produzido pela Capes mostra o crescimento qualificada da oferta de pós-graduação no país, mas é subutilizado, porque ele também identifica assimetrias entre os estados e regiões, mas não é usado para corrigi-las. “Usamos os mesmos critérios para regiões com questões sociais e econômicas completamente distintas. A avaliação da Capes serve para orientar os financiamentos públicos, e existem desigualdades profundas entre os estados. Esses dados devem servir para reorientar as políticas, do contrário elas irão produzir mais desigualdade.”
Carta Educação - 2018-01-18 / 10:00:48 - ID: 23

Governo da Dinamarca oferece bolsas de estudo para brasileiros



∇Pensando em estudar na Europa? O governo dinamarquês oferece bolsas de estudo para brasileiros por meio do programa Danish Government Scholarships. Estudantes de mestrado e PhD podem participar!

Para se candidatar, é preciso estar matriculado em uma instituição de ensino superior brasileira e desenvolver um projeto de mestrado ou doutorado. O período de intercâmbio é de 5 e 12 meses na Dinamarca. Além disso, há vagas para alunos de graduação que estudem língua e cultura do país nórdico, com duração mínima de dois anos.

Bolsas de estudo na Dinamarca

Os candidatos devem encaminhar os documentos solicitados para a Agência Dinamarquesa de Ciência e Educação Superior pelo e-mail kulturaftaler@ufm.dk. Cartas de recomendação, diplomas, histórico acadêmico e certificado de proficiência em inglês (TOEFL e IELTS), são alguns dos documentos.

O aluno também precisa definir as universidades dinamarquesas de seu interesse e submeter um statement of interest, documento que descreve os aspectos positivos do período de intercâmbio na Dinamarca.

As inscrições seguem abertas até 1 de março de 2018. Para mais informações, confira o site oficial da Danish Government Scholarships.
Catraca Livre - 2018-01-15 / 15:34:28 - ID: 22

UFABC abre vagas exclusivas para trans e travestis na Escola Preparatória



∇A Universidade Federal do ABC lançou nesta segunda-feira 8 edital que destina 627 vagas para a Escola Preparatória, curso presencial que aborda conteúdos do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Pela primeira vez, além de vagas exclusivas para negros, pardos e indígenas, a universidade destinou 6 vagas para pessoas transexuais e travestis e 6 vagas para refugiados.

Após a conquista da regulamentação do direito ao uso do banheiro de acordo com o gênero auto-identificado, o coletivo LGBT – Prisma UFABC, iniciou uma campanha para a implementação de cotas destinadas a pessoas trans para a graduação e pós-graduação, visando garantir o acesso desta população que é marginalizada em todas as esferas da sociedade.

As inscrições para o curso poderão ser feitas a partir do dia 29 de janeiro até o dia 2 de fevereiro no campus de Santo André. Mais informações podem ser encontradas no site da Pró-reitoria de Extensão e Cultura.

A Escola Preparatória da UFABC (EPUFABC) começou suas atividades em 2010 como um projeto de extensão idealizado por alunos de graduação da universidade.

A ideia do projeto é promover o acesso das comunidades populares da região do ABC ao ensino superior de qualidade, oferecendo um cursinho gratuito preparatório para Enem.
Carta Educação - 2018-01-15 / 15:30:02 - ID: 21
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