Carrinho de compras       
Editora Amaznia




Instituto oferece curso gratuito para o Enem



∇O Instituto Politécnico de Ensino a Distância (iPed) disponibilizou gratuitamente o acesso completo à plataforma do curso preparatório para o Enem. Todos os alunos do ensino médio das escolas públicas estaduais de São Paulo podem usar o serviço. Para acessar a plataforma o aluno deve inserir nome e R.A. no site do instituto.

A plataforma do iPed reúne aulas sobre todos os temas abordados no exame e conta com 15 mil dúvidas respondidas por professores. O sistema também possui simulados com centenas de questões comentadas.

A iniciativa é parte do Projeto Evoluir, que procura oferecer toda tecnologia em aprendizagem para os alunos da rede pública.

O resultado individual do Enem pode ser usado para dar acesso ao ensino superior e ao financiamento estudantil. Qualquer pessoa pode fazer o exame.

Matrizes de Referência do Enem
Segundo as Matrizes de Referência, o conteúdo das provas é fundamentado em quatro áreas do conhecimento:

Linguagens, códigos e suas tecnologias – Língua Portuguesa, Literatura, Língua Estrangeira (Inglês ou Espanhol), Artes, Educação Física, e Tecnologias da Informação e Comunicação.
Matemática e suas tecnologias.
Ciências da Natureza e suas tecnologias – Química, Física e Biologia.
Ciências Humanas e suas tecnologias – Geografia, História, Filosofia e Sociologia.
Catraca Livre - 2018-05-29 / 22:36:49 - ID: 32

Enem 2018 vê número de candidatos isentos cair após aplicação de nova regra



∇edição 2018 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) recebeu 3,8 milhões de pedidos de isenção da taxa de inscrição. O prazo terminou às 23h59 deste domingo (15). Segundo balanço divulgadou na tarde desta segunda-feira (16) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 3.818.663 enviaram o pedido dentro do prazo.

Como o resultado de quem efetivamente vai poder se inscrever sem pagar a taxa de R$ 82 sai na próxima segunda (23), é possível que o número total de isentos neste ano seja menor.

Menos isentos em 2018
No Enem 2017, segundo dados do próprio Inep, 4.731.592 estudantes se inscreveram no exame com direito à isenção. Eles representaram 70% do total de inscritos confirmados, mas cerca de 40% deles faltou a pelo menos um dos dois dias de prova.

Nesse ano, o número de candidatos isentos já é pelo menos 19% menor que na edição anterior – o universo possível é de 3,8 milhões, mas, para garantir o direito, os estudantes terão que confirmar os dados.

Concluintes na rede pública
Além dos candidatos que têm direito à isenção garantido por lei, o Enem 2018 vai ter meio milhão de estudantes que cursam o terceiro ano do ensino médio em escola pública a menos com a isenção. Isso porque, até o ano passado, esse grupo tinha a isenção automática garantida no ato da inscrição, quando informaram o código da escola e o ano da matrícula.

Neste ano, porém, o Inep exigiu que eles também solicitassem a isenção antecipadamente, uma etapa que não existia em 2017.

Segundo o balanço do Inep divulgado nesta segunda, 971.924 candidatos na situação de concluintes do ensino médio em escola pública serão isentos. No ano passado, esse número foi de 1.486.448. A queda é de 34,6%.

Ausentes em 2017 podem perder isenção em 2018
O Inep informou ainda que 208.588 candidatos com direito à isenção por lei que tenham sido isentos em 2017, mas faltaram ao Enem, pediram a isenção neste ano. Porém, também segundo as novas regras do governo federal, eles só poderão fazer o Enem neste ano sem pagar a taxa se comprovassem que a ausência no ano passado foi justificada.

"Entretanto, apenas 8.486 apresentaram a documentação exigida e 200.102 declararam não possuir documentos que justificassem a ausência no exame", antecipou a autarquia.

Corte de gastos
A decisão de processar os pedidos de isenção antes das inscrições do Enem foi implementada neste ano, segundo o Inep, para "evitar desperdícios de recursos públicos". O órgão diz que, nas últimas cinco edições do Enem, acumulou um prejuízo de R$ 962 milhões e que a maior parte dos faltantes nas provas são candidatos que não pagaram a taxa.

Quem tem direito à isenção?
Estão isentos aqueles que:

estão cursando a última série do Ensino Médio, em 2018, em escola da rede pública declarada ao Censo Escolar;
fizeram todo o ensino médio em escola da rede pública ou como bolsistas integrais na rede privada, e têm renda, por pessoa, igual ou menor que um salário mínimo e meio (R$ 1.431);
estão em situação de vulnerabilidade socioeconômica por serem integrantes de família de baixa renda e que possuam Número de Identificação Social (NIS), único e válido, e renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 477) ou renda familiar mensal de até três salários mínimos (R$ 2.862);
fizeram o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2017 e atingiram nota mínima para certificação.
Calendário do Enem 2018
Veja as próximas datas da realização do exame:

23 de abril: resultados dos pedidos de isenção
23 a 29 de abril: intervalo para apresentar novos documentos, caso o pedido de isenção seja negado
7 a 18 de maio: inscrições do Enem (para todos os candidatos, isentos ou não)
4 e 11 de novembro: provas do Enem 2018.
Globo.com - 2018-04-17 / 18:02:17 - ID: 31

Jovem autista tem pai como colega de classe na faculdade em Guaratinguetá



∇ara dar apoio ao filho, o militar da reserva, Eduardo Cabral, decidiu entrar na faculdade. A intenção dele era ajudar o jovem, que relatava problemas de socialização na escola. Com isso, eles viraram colegas de classe, matriculados no 4º semestre do curso de gestão comercial da Fatec, em Guaratinguetá (SP).

Érick, de 22 anos, foi diagnosticado com autismo quando tinha apenas 7 anos. Em 2015, o jovem estudava gestão empresarial na mesma faculdade - no entanto, sem a companhia do pai. Ele estava no 2º semestre quando, segundo o pai, começou a apresentar desânimo por conta de problemas de relacionamento com colegas de sala. "Era muito difícil para mim", disse.

Depois de perceber essa dificuldade, Eduardo teve a ideia de estudar junto com ele para dar suporte ao filho "Ele queria desistir e eu não podia deixar isso acontecer", explicou o pai, que faz um curso superior pela primeira vez.

Em 2016, o pai prestou o vestibular. Após a aprovação e a transferência de Érick para o mesmo curso, eles começaram a estudar na mesma turma. "É uma experiência fantástica", falou Érick.

O pai contou que foi uma luta para a família desde o diagnóstico. Érick passou por 7 escolas antes de se formar no ensino médio e, na maioria das vezes, segundo ele, não foi acolhido. "No começo a gente não queria expor o problema, mas chega um momento em que nós precisamos de apoio, em que precisamos falar sobre o assunto para conscientizar as pessoas", disse Eduardo.

O pai comemora a melhora do filho após essa trajetória. "É muito gratificante, ele tem potencial, nós só estamos tentando achar o melhor caminho para ele".
Globo.com - 2018-04-10 / 22:36:49 - ID: 30

P-Fies tem resultado divulgado após dois adiamentos e reclamações de candidatos



∇s resultados do P-Fies foram divulgados nesta segunda-feira (26), de acordo com o Ministério da Educação (MEC). O P-Fies é a nova modalidade criada pelo Ministério da Educação (MEC) para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Nesta versão do Fies, o agente financeiro do empréstimo será um banco privado.

Os selecionados para fechar um das 75 mil contratos de empréstimo oferecidos nesta edição podem conferir os resultados no site do Fies (http://fiesselecao.mec.gov.br/).

A previsão inicial era de que o resultado saísse na sexta (16) e, depois, a data foi mudada para a sexta-feira (23). Segundo o MEC, os adiamentos ocorreram "porque as instituições financeiras pediram mais tempo para realizar a análise cadastral dos candidatos ao novo financiamento."

Os selecionados serão os primeiros a participar do P-Fies, já que a modalidade não existia antes da gestão do ministro Mendonça Filho.

A classificação dos selecionados para pegar os empréstimos é feita de acordo com a nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e só será efetivada se houver a pré-aprovação do financiamento por pelo menos um agente financeiro operador de crédito. Caso o candidato não consiga essa confirmação do banco, perderá a vaga no P-Fies.

Neste processo de financiamento, o Ministério da Educação (MEC) não interfere - a responsabilidade é dos operadores de crédito que tenham relação com as instituições de ensino participantes. Por isso não foi divulgado qual o percentual de juros que será cobrado nesta modalidade de financiamento.

Reclamação de candidatos
No Twitter e em outras redes sociais, os candidatos reclamaram dos atrasos sucessivos que podem levar ao comprometimento do semestre por causa de faltas e também criticaram o fato de muitos não terem os pedidos de financiamento aprovados pelos bancos privados.

Lista de espera
Na modalidade P-Fies, não existe lista de espera. Também não é necessário cumprir a etapa de complementação de informações pessoais no site do programa.

O que fazer se for aprovado?

Caso o candidato seja aprovado no P-Fies, deve seguir os seguintes passos:

Em até 5 dias úteis após o resultado, comparecer à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA), que tem como função validar as informações prestadas no ato da inscrição. Cada instituição de ensino tem a sua comissão.
Se a comissão aprovar os documentos, o estudante deve procurar um agente financeiro a partir do 3º dia útil. Ele tem até 10 dias para realizar essa etapa.
Ao agente financeiro, o candidato deve apresentar toda a documentação exigida e, caso as condições do contrato sejam aprovadas, formalizará o financiamento.

Condições para participar
Vale lembrar que o selecionado precisa se enquadrar em uma faixa de rendimentos. A renda familiar bruta mensal, per capita, não deve ser inferior a um salário mínimo ou maior que cinco salários mínimos por pessoa do grupo familiar. Essa regra vale tanto para o Fies quanto para o P-Fies.

O MEC também esclarece que os bolsistas parciais do Prouni poderão participar do processo seletivo do Fies e financiar a parte da mensalidade não coberta pela bolsa.
Globo.com - 2018-03-28 / 17:46:03 - ID: 29

Em meio a repressão, projeto que altera previdência de professores é aprovado pela CCJ



∇O PL 621/2016 que institui mudanças na contribuição previdenciária dos professores e servidores da educação em São Paulo foi aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa (CCJ) na quarta-feira 14. Por seis votos a três, o PL segue procedimentos regimentais até ser votado pelo plenário da Câmara.

A votação foi marcada por protesto de professores, gestores e servidores públicos dentro e fora da Câmara e por forte opressão da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e da Polícia Militar, conforme relatam os participantes.

“Os professores que estavam acompanhando a Comissão estavam gritando palavras de ordem até que o presidente, o vereador Aurélio Nomura (PSDB) chamou a GCM para coibir e intimidar os participantes. Houve ação violenta por parte da corporação, uso de cassetetes, o que resultou em vários professores feridos”, relatou um dos servidores públicos presentes.

Os atos de violência, como relata, também seguiram contra os professores que se reuniam em frente à Câmara Municipal. “A GCM e a PM utilizaram bombas de efeito moral e gás lacrimogênio sem motivos, não havia ameaça por parte dos professores”, garante.

As escolas municipais de São Paulo decidiram entrar em greve na quinta-feira 8 contra o projeto de lei que prevê aumento da contribuição previdenciária da categoria de 11% para 14% e a criação de uma contribuição suplementar, com descontos de 1 a 5%, dependendo do salário do servidor. As mudanças podem acarretar contribuição de até 19% no total.

Segundo informações da Secretaria Municipal de Educação disponibilizadas à imprensa, a paralisação atinge 93% das 1550 escolas da administração direta, que incluem creches, EMEIS (Escolas Municipais de Ensino Infantil) e EMEFS (Escolas Municipais de Ensino Fundamental). Das unidades, 46% aderiram totalmente à greve, 47% parcialmente e apenas 7% funcionam normalmente.

Esta semana, em audiência coletiva sobre a retomada da Operação Delegada, o prefeito João Doria declarou que a greve não tinha nada a ver com educação e que trazia prejuízos aos estudantes e seus familiares. Na ocasião, Doria também afirmou não haver recuo sobre a proposta, que seria aprovada na Câmara.

O secretário municipal de educação, Alexandre Schneider, se manifestou sobre o ocorrido em seu perfil no Facebook.

"Lamentável a forma com que os professores foram tratados hoje na Câmara Municipal. É inaceitável que se cometam excessos dessa natureza. Estamos em uma democracia. E ela pressupõe o livre direito de manifestação."

Deram votos favoráveis ao PL os vereadores André Santos (PRB), Aurélio Nomura (PSDB), Edir Sales (PSD), Caio Miranda (PSB), João Jorge (PSDB) e Sandra Tadeu (DEM).
Carta Educação - 2018-03-16 / 10:52:00 - ID: 28

Dia do Pi passa a ser lembrado também pela data da morte de Stephen Hawking



∇dia 14 de março se tornou uma efeméride ainda mais importante para os fãs e entusiastas da matemática. Nesta quarta-feira é lembrado o "Dia do Pi" (veja explicação no vídeo abaixo), que acabou por se tornar também a data da morte de Stephen William Hawking, físico e pesquisador britânico.

O dia já era lembrado por marcar o aniversário do físico Albert Einstein e de Frank Borman, austronauta norte-americano que comandou a missão Apolo 8 (responsável pela primeira missão dos EUA que deu a volta a lua, em dezembro de 1968).

Por que 14 de março é o Dia do Pi?
A efeméride faz mais sentido quando a data é vista no formato americano, quando o mês vem à frente do dia: 3/14.

O Pi é uma constante dada pela “a razão da circunferência de um círculo por seu diâmetro”. Em outras palavras, o número é o resultado da conta de divisão entre o comprimento de uma circunferência e diâmetro dessa circunferência. O diâmetro de um círculo é a distância da circunferência de ponta a ponta, medido por uma linha reta passando pelo centro, e equivale a duas vezes o raio dela.

Essa conta resulta em um número iniciado por 3,14. Esse valor é o mesmo para todos os círculos, não importando o tamanho. E os dez primeiros dígitos de Pi correspondem exatamente a 3,141592653.

Até hoje, o número ainda não foi completamente revelado, mesmo com a utilização de super-computadores para realizar o cálculo. O valor poderia ter trilhões de dígitos.

Por causa disso, todo ano, pessoas do mundo todo fazem brincadeiras em 14 de março, aproveitando inclusive para fazer tortas com a letra grega “?”, que simboliza o pi. Isso se deve a outro trocadilho, dessa vez na língua inglesa, já que a pronúncia de Pi é a mesma da palavra “pie”, que significa torta.

Globo.com - 2018-03-15 / 09:24:20 - ID: 27

Ex-aluno da rede pública é aprovado em medicina na USP, Unesp, Unicamp e Unifesp



∇Em seu primeiro ano de cursinho pré-vestibular, em 2015, Pedro Bezerra de Oliveira, de 20 anos, teve de aprender conteúdos que nunca tinha visto no ensino médio. Ele estudou na rede pública e precisou correr atrás da defasagem, principalmente em disciplinas como física e química. Agora, três anos de preparação para o vestibular lhe renderam a aprovação em quatro vestibulares para medicina das principais universidades públicas do Brasil: Universidade de São Paulo (USP), Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Ele vai estudar na Unicamp, porque prefere morar em Campinas (SP). “Estresse, correria, não é o estilo ao qual eu estou acostumado. Esse agito não é muito minha praia.”

Filho único, Pedro perdeu a mãe, vítima de infarto, quando tinha 17 anos. O pai havia morrido anos antes por conta de um acidente. Ele, então, foi morar com a avó.

“Minha mãe era funcionária pública, por isso comecei a receber uma pensão do governo e pude pagar um cursinho. Na escola, eu não me esforçava muito, não tinha pretensão de ser o melhor aluno, não fazia os trabalhos, mas ia bem nas provas", relembra.

Na escola, na Zona Leste de São Paulo, a maioria dos colegas de Pedro já trabalhava ou pensava em cursos técnicos ou programas como Prouni ou Fies, para fazer uma faculdade particular. Pedro já queria estudar na USP, mas inicialmente cogitava cursos como física. “Nunca achei que passaria em medicina.”

Pedro já tinha em mente que os dois primeiros anos de cursinho seriam para correr atrás do déficit deixado pelo ensino médio. "Óptica, por exemplo, em física, eu nunca tinha visto", diz. No terceiro, se matriculou em um cursinho específico para medicina, o Hexag, e estudava até 14 horas por dia, inclusive aos fins de semana.

Depois do final feliz e da coleção de aprovações, Pedro foi convidado a voltar ao cursinho para contar sua história e motivar os alunos que estão na corrida por uma vaga em medicina. “No cursinho acontece de você fazer simulado atrás de simulado e não ver o resultado melhorar. Agora consegui tudo o que queria. Vai ser bom voltar ao cursinho para conversar com as pessoas, ao mesmo tempo ainda não me vejo nesse papel [motivacional].”

Na hora da matrícula, Pedro diz que o coração balançou entre USP e Unicamp. A família toda vibrou com os resultados – depois de morar com a avó, durante o período de cursinho, ele também morou com uma tia e o primo. “Eles sempre me deram muito apoio nas minhas decisões. Minha família está muito feliz. Apesar de serem de baixa renda, meus avós do Ceará conquistaram muitas coisas graças ao estudo.”

Ansioso com o início das aulas nesta segunda-feira (26), Pedro brinca que teme que a sua aprovação tenha sido um equívoco e que seu nome não esteja na lista dos matriculados. Para se bancar, ele pretende usar a pensão, que será paga até o meio do ano, quando ele completa 21 anos. Depois, ele quer ingressar em algum projeto de iniciação científica da universidade que lhe renda uma bolsa. A princípio, seu plano é se especializar em pediatra.
Globo.com - 2018-02-26 / 11:49:57 - ID: 26

Ex-aluna de escola pública tira nota mil na redação do Enem e passa em medicina na UFRJ



∇Beatriz Albino Servilha, de 19 anos, atribui suas vitórias aos pais: ao pedreiro Junior e à telefonista Renata. Sempre quis provar a eles que ‘filha de pobre também pode ser médica’. Depois de tantos obstáculos, o casal descobriu que a jovem estava entre os 53 candidatos que tiraram nota 1.000 na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Depois, viu o nome dela na lista de aprovados em medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Foram gritos ao telefone e choro de comemoração.

“Era meu 3º ano tentando entrar na faculdade. Eu sabia que minha família não teria condições de manter meus estudos. Mas, mesmo assim, nunca me direcionaram para outra área. Nossa situação financeira não me impediu de correr atrás do que eu queria”, conta Beatriz.

Nota máxima na redação
Quando recebeu a prova do Enem e viu que o tema da redação era “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil", Beatriz começou a chorar. “Não acreditei. Comecei a estudar Libras há dois anos, para me comunicar com uma amiga surda”, conta.

Ela havia se tornado intérprete da língua de sinais para os seguidores da igreja que frequenta. “Não achei tão difícil, porque tenho contato direto com a comunidade surda, que me impulsionou a continuar”, afirma Beatriz.

A jovem conta que, na redação do Enem, argumentou sobre a falta de intérpretes capacitados para atuar nas salas de aula. “Não basta formar qualquer tipo de profissional. Existem aqueles que têm capacidade de trabalhar em tribunal, em teatro, em igreja ou em escolas. A sociedade é muito ignorante e não vê Libras como algo importante e oficial”, diz.

“Há um tempo, fui levar minha irmã a uma unidade de pronto-atendimento e vi três surdos lá, desamparados, porque nenhum funcionário sabia língua de sinais. Ninguém pensa nisso”, completa.

Cotas para negros e pobres
A jovem foi aprovada no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) pela cota de estudantes de escola pública, autodeclarados pretos, pardos ou indígenas, com renda familiar per capita inferior a 1,5 salário mínimo. Ela cursou o ensino médio em uma Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) do Rio de Janeiro. No último ano, percebeu que “estava zerada em matemática, em física e em conhecimentos básicos” – e então procurou um cursinho.

“Consegui uma bolsa de estudos porque minha prima havia estudado lá e passado na UFRJ. No meu segundo ano no preparo para o vestibular, continuei com a bolsa porque tirei nota boa na redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio)”, conta.

Ela defende a política de cotas por ter vivenciado a dificuldade de uma estudante de escola pública conseguir recuperar o que não aprendeu no ensino médio.
Globo.com - 2018-02-08 / 00:27:54 - ID: 25

Sobe para 28 o total de universidades que aceitam as notas do Enem em Portugal



∇O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) fechou o 28º convênio com uma instituição do ensino superior de Portugal dos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A mais recente instituição a aceitar as notas do exame é a Universidade Católica Portuguesa, que tem sede em Lisboa e centros no Porto, em Braga e em Viseu.

O primeiro convênio interinstitucional foi realizado em 2014, com a Universidade de Coimbra. De acordo com o Inep, as instituições portuguesas que usam o Enem têm liberdade para definir qual será a nota de corte para o acesso dos estudantes brasileiros aos cursos ofertados.

Instituições que aceitam o Enem em Portugal
Universidade de Coimbra (26/05/2014)

Universidade de Algarve (18/09/2014)

Instituto Politécnico de Leiria (24/04/2015)

Instituto Politécnico de Beja (10/07/2015)

Instituto Politécnico do Porto (26/08/2015)

Instituto Politécnico de Portalegre (08/10/2015)

Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (09/11/2015)

Instituto Politécnico de Coimbra (24/11/2015)

Universidade de Aveiro (25/11/2015)

Instituto Politécnico de Guarda (26/11/2015)

Universidade de Lisboa (27/11/2015)

Universidade do Porto (09/03/2016)

Universidade da Madeira (14/03/2016)

Instituto Politécnico de Viseu (15/07/2016)

Instituto Politécnico de Santarém (15/07/2016)

Universidade dos Açores (04/08/2016)

Universidade da Beira Interior (20/09/2016)

Universidade do Minho (24/10/2016)

Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário (24/03/2017)

Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (05/04/2017)

Instituto Politécnico de Setúbal (05/04/2017)

Instituto Politécnico de Bragança (06/04/2017).

Instituto Politécnico de Castelo Branco (22/05/2017)

Universidade Lusófona do Porto (25/05/2017)

Universidade Portucalense (26/07/2017)

Instituto Universitário da Maia (Ismai) (26/07/2017)

Instituto Politécnico da Maia (Ipmaia) (06/10/2017)

Universidade Católica Portuguesa (22/01/2018)
Globo.com - 2018-02-02 / 16:42:09 - ID: 24

Capes descredencia cursos em universidades de ponta



∇Conhecimento é poder. Em tempos de crise econômica, social e política, pode ainda ser uma arma na retomado do bem-estar coletivo e pessoal. O profissional que conclui um curso qualificado de pós-graduação tem, de modo geral, maiores oportunidades de trabalho. Já os países que investem em pesquisa e inovação tem a disposição estudos que podem se tornar políticas públicas importantes.

A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) analisou 4.175 programas de mestrados e doutorados em funcionamento há pelo menos um ano, atribuindo notas de 0 a 7 para cada um. Aqueles que ganham notas 0, 1 e 2 são descredenciados da Capes – responsável, entre outras atribuições, pela distribuição de bolsas de estudo – e recebem recomendação para fechar; cursos com nota 3 e 4 são classificados como médios e estão credenciados; 5 e 6 como muito bons e de excelência nacional, e 7 são os cursos de excelência, atendendo padrões internacionais de avaliação.

Na Avaliação Quadrienal 2017, a Capes descredenciou 119 programas, o que corresponde a 2,8% do total em andamento. Alguns deles em universidades de ponta, como USP (Universidade de São Paulo), UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), UNB (Universidade de Brasília), UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais),e PUC-SP (Potifícia Universidade Católica).

Universidades de Ponta

Na USP, seis programas avaliados terão de fechar: os doutorados de Clínicas Cirúrgicas, História Econômica, Literatura e Cultura Russa, Estudos Judaicos e Árabes, Estudos da Tradução e Nutrição Humana e Aplicada. Na UFRJ os descredenciados estão nas Ciências Políticas, Farmácia, Letras e História das Ciências. Na UFMG um é a da Engenharia Química e o outro é o doutorado de Saúde da Mulher. Os sete cursos da UNB agora inaptos estão nas áreas da Biodiversidade, Engenharia e o doutorado de Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional. Na PUC de São Paulo o doutorado de Ciências Sociais foi descredenciado, assim como o mestrado de Gerontologia e o doutorado de Administração.

Para o presidente da Capes, Abílio Baeta Neves, o fechamento dos programas em universidades com histórico de bom desempenho reflete, de modo geral, o envelhecimento dos cursos. “A maioria deles tem problemas em renovar o corpo docente e as linhas de pesquisa, e ficam antiquados, perdem a capacidade de se reformular e produzir inovação. Em contrapartida as mesmas universidades abrem novas programas de pós-graduação, reformulando suas linhas de pesquisa e áreas de atuação. ”

Do total de cursos da Avaliação Quadrienal, 33% receberam nota 3 e 35% nota 4. O fato de mais da metade dos programas estarem na linha média de qualificação não significa, no entanto, mau desempenho.

Todos os cursos iniciam com nota 3, e mantém as notas iniciais por dois ou três anos, tempo em que os programas produzem as qualificações necessárias para galgar nas categorias de desempenho. A região Norte do país apresenta proporcionalmente o maior número de cursos com avaliação 3 (50%) e 4 (32%). O dado mostra, então, o caráter não consolidado desses mestrados e doutorados.

Os cursos que recebem as nota 5 atingiram o nível de excelência nacional, e correspondem a 14% de todos os programas em andamento. A região Sudeste é onde os cursos mais antigos do país tiveram início, no final dos anos de 1960 e começo da década de 1970. É também a região com maior concentração de programas de excelência (16%). Mas é também a região que teve o maior número de cursos com notas diminuídas (14%), em comparação com a última Avaliação Quadrienal, feita em 2013.

Mais programas

De 2013 para cá a oferta de mestrados aumentou 17%, o de doutorado 23%, e a de mestrado profissional cresceu consideráveis 77%. Isso em todo o país. Os mestrados profissionais são aqueles projetados a partir das necessidades de conhecimento do mercado; um fenômeno educacional nascido na década de 1990. Nos últimos anos, a universidades públicas estão dando mais atenção aos programas profissionais, e a procura só cresce. Para Neves, o motivo é a busca por melhores oportunidades de emprego, acentuada pela alta taxa de desocupação dos últimos anos.

Os cursos que recebem as notas 6 e 7 atingiram o nível de excelência internacional correspondem a 16% de todos os programas em andamento. Os cursos que recebem a nota 7, a mais alta, atendem a padrões internacionais de classificação.

Para a presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos, Tamara Naiz, o critério é ruim porque condecora a produção de conhecimento que não está atenta às necessidades do Brasil, priorizando, por exemplo, a publicação de artigo em revistas internacionais de alto impacto. “Muitas vezes esses artigos são encomendados por agências internacionais que não estão interessadas em questões relevantes para nós. Por que não levamos em conta a produção de conhecimento para diminuir a desigualdade social como critério de avaliação, por exemplo, e o impacto da pesquisa naquela comunidade onde está a instituição de ensino?”, questiona Naiz.

A produção intelectual cresceu com intensidade em comparação com a avaliação de 2013: 89% no número de artigos em periódicos, 80% na produção de livros e capítulos de livros e 82% na produção técnica.

Tamara reforça ainda que o material produzido pela Capes mostra o crescimento qualificada da oferta de pós-graduação no país, mas é subutilizado, porque ele também identifica assimetrias entre os estados e regiões, mas não é usado para corrigi-las. “Usamos os mesmos critérios para regiões com questões sociais e econômicas completamente distintas. A avaliação da Capes serve para orientar os financiamentos públicos, e existem desigualdades profundas entre os estados. Esses dados devem servir para reorientar as políticas, do contrário elas irão produzir mais desigualdade.”
Carta Educação - 2018-01-18 / 10:00:48 - ID: 23

Governo da Dinamarca oferece bolsas de estudo para brasileiros



∇Pensando em estudar na Europa? O governo dinamarquês oferece bolsas de estudo para brasileiros por meio do programa Danish Government Scholarships. Estudantes de mestrado e PhD podem participar!

Para se candidatar, é preciso estar matriculado em uma instituição de ensino superior brasileira e desenvolver um projeto de mestrado ou doutorado. O período de intercâmbio é de 5 e 12 meses na Dinamarca. Além disso, há vagas para alunos de graduação que estudem língua e cultura do país nórdico, com duração mínima de dois anos.

Bolsas de estudo na Dinamarca

Os candidatos devem encaminhar os documentos solicitados para a Agência Dinamarquesa de Ciência e Educação Superior pelo e-mail kulturaftaler@ufm.dk. Cartas de recomendação, diplomas, histórico acadêmico e certificado de proficiência em inglês (TOEFL e IELTS), são alguns dos documentos.

O aluno também precisa definir as universidades dinamarquesas de seu interesse e submeter um statement of interest, documento que descreve os aspectos positivos do período de intercâmbio na Dinamarca.

As inscrições seguem abertas até 1 de março de 2018. Para mais informações, confira o site oficial da Danish Government Scholarships.
Catraca Livre - 2018-01-15 / 15:34:28 - ID: 22

UFABC abre vagas exclusivas para trans e travestis na Escola Preparatória



∇A Universidade Federal do ABC lançou nesta segunda-feira 8 edital que destina 627 vagas para a Escola Preparatória, curso presencial que aborda conteúdos do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Pela primeira vez, além de vagas exclusivas para negros, pardos e indígenas, a universidade destinou 6 vagas para pessoas transexuais e travestis e 6 vagas para refugiados.

Após a conquista da regulamentação do direito ao uso do banheiro de acordo com o gênero auto-identificado, o coletivo LGBT – Prisma UFABC, iniciou uma campanha para a implementação de cotas destinadas a pessoas trans para a graduação e pós-graduação, visando garantir o acesso desta população que é marginalizada em todas as esferas da sociedade.

As inscrições para o curso poderão ser feitas a partir do dia 29 de janeiro até o dia 2 de fevereiro no campus de Santo André. Mais informações podem ser encontradas no site da Pró-reitoria de Extensão e Cultura.

A Escola Preparatória da UFABC (EPUFABC) começou suas atividades em 2010 como um projeto de extensão idealizado por alunos de graduação da universidade.

A ideia do projeto é promover o acesso das comunidades populares da região do ABC ao ensino superior de qualidade, oferecendo um cursinho gratuito preparatório para Enem.
Carta Educação - 2018-01-15 / 15:30:02 - ID: 21
 Editora Amazonia

Endereço

Rua Antônio Barreto n. 1235
Umarizal
Belém- Pará

Contato

Fale conosco
E-mail: editora@editoramazonia.com.br
Fone(s):(91)3241-8150 / 3230-2205

Siga a Amazônia

Facebook
Twitter
Instagram

Trabalhe Conosco

Cadastre-se