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Indicada por Vélez como número 2 do MEC, Iolene Lima é demitida



∇O posto de secretário-executivo do Ministério da Educação (MEC) está, mais uma vez, vago. Iolene Lima, pastora evangélica indicada ao cargo pelo ministro Ricardo Vélez Rodríguez (Educação), informou nesta sexta-feira (21) que deixará o cargo.
A saída foi informada por meio da sua conta pessoal no Twitter. Sem prestar detalhes sobre a motivação, Iolene contou ter esperado uma semana para começar efetivamente no cargo, e então foi informada que não está mais no MEC.

Confusão no MEC
A indicação de Iolene para o conhecido “cargo número 2 do MEC” foi anunciada por Vélez após a queda consecutiva de outras duas pessoas do posto de secretário-executivo: Luiz Tozi, que estava no cargo desde o início do governo, e Rubens Barreto da Silva, que nem chegou a assumir e continua como secretário-adjunto. A medida que atingiu os dois está no centro de uma briga entre os seguidores do escritor Olavo de Carvalho, que ocupam cargos no MEC, e outros grupos da pasta, como a ala técnica e militar.

Ligada a escolas evangélicas, ela estava no ministério como diretora de capacitação desde o início do governo, e foi informada em 14 de março que assumiria o posto. Mas sua nomeação sequer foi publicada no Diário Oficial da União. O nome de Iolene enfrentou resistências na Casa Civil, que disputa, com aliados do governo, a indicação de cargos na estrutura da Educação.

A pastora evangélica atua na Primeira Igreja Batista de São José dos Campos (SP), atualmente conhecida como Igreja da Cidade. Também dirigiu, na cidade do interior de São Paulo, o Colégio Inspire, que segue uma “metodologia de educação por princípios” e apresenta todos os conteúdos programáticos dentro da “cosmovisão bíblica”.

Em entrevista para um canal evangélico, Iolene contou que é contra a educação laica e defende um ensinamento baseada nos princípios de Deus. “A geografia, a história e a matemática vão ser vistas sob a ótica de Deus, em uma cosmovisão cristã”, afirmou.
Carta Educação - 2019-03-23 / 11:15:46 - ID: 61

Ministro do STF nega pedido da ABNT para cobrar direitos autorais por normas técnicas



∇O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou pedido da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que tentava cobrar direitos autorais pela impressão, por outras empresas, de materiais com normas técnicas da entidade.

Segundo o ministro, em decisão publicada nesta sexta-feira (15), não cabe ao STF analisar o recurso por não envolver questão constitucional.

A ABNT acionou o Supremo diante de decisões das instâncias inferiores que negaram o direito da cobrança por conta de impressos com normas técnicas. No caso específico, a ABNT tentou cobrar R$ 109 mil de uma empresa de engenharia que usou as regras em impressos.

A entidade alegou que a definição de normas técnicas exige estudos técnicos e e acadêmicos para fixação das regras corretas. E que, nas atividades intelectuais, são garantidos direitos autorais.

Primeira e segunda instâncias, além do Superior Tribunal de Justiça (STJ), consideraram que as normas técnicas são debatidas em comissões de especialistas e são normas de abrangência coletiva, que afetam toda a sociedade. E que não se questiona a presteza do serviço da ABNT, mas que isso não autoriza a cobrança de direitos autorais.

O principal ponto das decisões foi de que a lei que delimita regras sobre o tema não permite direito autoral para ideias, procedimentos normativos, métodos ou conceitos matemáticos.

Questão constitucional
Ao analisar o recurso da ABNT, Celso de Mello considerou que o Supremo só poderia atuar se as decisões das instâncias inferiores afrontassem a Constituição. E destacou que os outros tribunais se basearam na lei sobre direitos autorais.

"É por essa razão – ausência de conflito imediato com o texto da Constituição – que a jurisprudência desta Corte vem enfatizando que a boa ou má interpretação de norma infraconstitucional não enseja o recurso extraordinário, sob color de ofensa ao princípio da legalidade", decidiu o decano no tribunal. Ele ainda aumento multa imposta à entidade como verbas honorárias.

O escritório Caputo, Barbosa & Zveiter, que atuou no caso em defesa da empresa de engenharia, afirmou em nota que a ABNT deve cumprir a lei. "Se a lei exclui da proteção dos direitos autorais os procedimentos normativos e atos oficiais, o fato de serem provenientes da ABNT não importa na conclusão de que nesse caso tenha havido criação de espírito na atividade estatal de normalização", afirmou o advogado Terence Zveiter.
Globo.com - 2019-03-17 / 22:58:55 - ID: 60

Ministro da Educação troca 'número dois' da pasta pela segunda vez em 3 dias



∇O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, anunciou, na tarde desta quinta-feira (14), que vai trocar a Secretaria-Executiva do Ministério da Educação. Por meio de suas redes sociais, ele afirmou que Iolene Lima assumirá o cargo de secretária-executiva, cargo que é considerado o "número dois" dentro do MEC.

"De volta a Brasília, confirmo que Iolene Lima, da Secretaria de Educação Básica, assumirá a Secretaria-Executiva do Ministério da Educação", afirmou ele em uma publicação no Twitter.

Antes do anúncio, Iolene servia como secretária substituta da SEB, a Secretaria de Educação Básica do MEC.

Essa é a segunda mudança no cargo em três dias. Até a última terça-feira (12), o secretário-executivo do MEC era Luiz Antônio Tozi. Ele foi demitido como último ato de uma "reestruturação" promovida por Vélez, após uma série de reuniões com o presidente Jair Bolsonaro. Além dele, outros seis diretores e secretários de áreas do MEC foram demitidos.

Com a saída de Tozi, o nome de Rubens Barreto da Silva chegou a ser anunciado por Vélez, também em rede social. A nomeação de Barreto no cargo, no entanto, não chegou a ser publicada no "Diário Oficial da União".

Crise no ministério
Conforme publicou o colunista do G1 Valdo Cruz, há uma "guerra" interna no MEC provocada por desentendimentos entre militares e seguidores do escritor Olavo de Carvalho. Essa disputa ficou mais evidente depois de uma sequência de polêmicas envolvendo atos do ministro da Educação, que acabaram sendo creditadas a um dos grupos e levaram à reorganização de funções na pasta.

Resumo da crise

O desempenho do ministro Vélez foi criticado por falta de resultados e por polêmicas como a do hino nacional, na qual voltou atrás;
Ainda no carnaval, o ministro começou planejar mudanças, alterando funções de funcionários;
O grupo reagiu, criticando a influência do coronel-aviador Ricardo Roquetti junto ao ministro
Bolsonaro determinou que Vélez fizesse demissões;
Diante dos rumores de mudanças de cargo e da exoneração de seus alunos, Olavo postou em uma rede social que eles deveriam deixar o governo; ele chegou a afirmar que as trocas tinham como objetivo frear a "Lava Jato da Educação";
Na sequência, o governo exonerou funcionários e reafirmou que o compromisso de "apurar irregularidades" estava mantido;
Na mesma edição do "DOU" que exonerou seis funcionários, na tarde de segunda-feira (11), o governo havia nomeado Rubens Barreto da Silva como secretário-executivo-adjunto; na terça (12) porém, ele foi anunciado como o novo secretário-executivo, com a demissão de Luiz Antônio Tozi;
Nesta quinta (14), porém, o ministro anunciou o nome de Ioelene Lima para o cargo; Vélez não disse se Barreto ocupará outro cargo no ministério.

Quem é a nova secretária?
Iolene Maria de Lima é ligada a uma igreja batista do Interior de São Paulo e foi diretora de um colégio religioso paulista. Na madrugada desta quarta, ela embarcou com Ricardo Vélez para acompanhar o velório coletivo das vítimas do atentado em uma escola de Suzano (SP).

Durante a viagem, ela criou uma nova conta no Twitter que, até a tarde desta quinta-feira, contava com apenas três mensagens, todas relacionadas à tragédia em Suzano.

A quarta ela publicou após as 15h, depois do anúncio de seu nome para o cargo de secretária-executiva. "Muito obrigada, Ministro @ricardovelez e Presidente @jairbolsonaro. Dediquei minha vida para a área da educação e me sinto honrada. É com grande alegria que assumo o cargo de tamanha importância para a educação do nosso país!", escreveu Iolene.

Na conta anterior dela – que foi desativada, mas ainda pode ser acessada no histórico do Google –, o foco de Iolene era em mensagens religiosas e de apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Em uma delas, ela dizia que "O Brasil não será uma Venezuela".
Globo.com - 2019-03-15 / 10:26:44 - ID: 59

Enem terá cadernos de prova com nova diagramação para economizar papel, diz Inep



∇A partir deste ano, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ganhará uma nova diagramação para economizar o número de páginas e reduzir os custos, anunciou nesta segunda-feira (11) o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Além de gastar menos com papel, o Inep vai mudar a ficha para coleta do dado biométrico e reduzir o número de capacitações presenciais dos colaboradores que trabalham na aplicação das provas, criando uma platafora de educação a distância.

O objetivo, segundo o Inep, é economizar pelo menos R$ 42 milhões. Considerando o custo estimado do Enem 2018, a economia representa cerca de 10% do total.

No final de janeiro, questionado pelo G1, o Inep havia informado que o custo estimado do Enem 2018 foi de R$ 84,66 por candidato. O exame teve um total de R$ 5,5 milhões de inscritos, e 24,53% deles faltaram nos dois dias de prova.

Dos 5,5 milhões de inscritos confirmados, só 1,9 milhão pagaram a inscrição, que no ano passado foi de R$ 82.

Redução de gastos
Segundo o Inep, as medidas fazem parte de um Programa de Redução de Custos e Otimização dos Recursos Logísticos implantado em janeiro deste ano, que inclui a contratação de consultores externos para criar novos processos de gestão, liderança, "realinhamento estrutural e conceitual" da educação básica e superior, e redução de custos

Em nota, o presidente do Inep, Marcus Vinicius Rodrigues, afirmou que "essa redução de custos, de R$ 42 milhões, pode ser ainda maior".

"Uma das iniciativas já definidas é a mudança no procedimento de coleta do dado biométrico, item de segurança adotado pelo Enem desde 2016. Até 2018, a ficha para coleta do dado biométrico continha uma lâmina de grafite, individual. A partir de 2019, o Inep adotará uma pequena esponja que permite a coleta da digital e pode ser utilizada mais de três mil vezes", diz a nota.

Já a nova diagramação do caderno de provas do Enem, segundo o Inep, "garantirá um grande espaço em branco para apoio na elaboração de cálculos e da redação", e essa medida "eliminará a necessidade de impressão das folhas de rascunhos personalizadas, permitindo uma significativa economia com papel e impressão".

A terceira mudança anunciada pelo Inep envolve a capacitação dos fiscais e coordenadores de locais de prova, além de corretores de redação. Até o ano passado, os treinamentos eram presenciais e a distância. "O volume de capacitações presenciais será reduzido e as capacitações no formato de educação a distância serão ampliadas e melhoradas, com a estreia de uma moderna plataforma de EaD".
Globo.com - 2019-03-13 / 23:05:58 - ID: 58

Educação: 10 tendências que estão mudando o ensino em todo o mundo



∇Quais são as novas tendências em matéria de educação e como vão afetar os sistemas educacionais de todo o mundo?

Andreas Schleicher, diretor de educação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e coordenador do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês), explica quais são as grandes questões sociais, econômicas, políticas e tecnológicas que se colocam para escolas de todo o mundo.

1. Lacuna entre ricos e pobres versus mobilidade social
A lacuna entre ricos e pobres está aumentando, e estão se ampliando os grupos com privilégios extremos, assim como aqueles que sofrem de enormes privações.

Essa desigualdade se reflete nas escolas. Nos países da OCDE (que tem 36 membros), os 10% mais ricos têm uma renda 10 vezes maior do que os 10% mais pobres. Esta divisão é um dos maiores desafios dos sistemas educacionais.

Como equilibrar essa desigualdade econômica com a missão da escola de oferecer um acesso mais justo a oportunidades?

2. Aumento do consumo na Ásia
A riqueza pode não estar distribuída equitativamente, mas está aumentando, especialmente na Ásia. A classe média global está crescendo, e 90% de seus novos integrantes estarão na China e na Índia.

Como a economia global mudará quando as populações mais educadas do mundo provenham da Ásia e não da América do Norte e da Europa?

O que vão querer estes novos consumidores ricos de suas escolas? As universidades estarão preparadas para se expandir e responder a esta maior demanda?

3. Crescimento da imigração
Há muito mais gente imigrando, e a Ásia assumiu o lugar da Europa como o destino mais popular dos imigrantes. Esta mobilidade traz junto a diversidade cultural, a energia e a ambição dos recém-chegados, mas também gera muitos desafios.

Como poderão as escolas apoiar os estudantes que chegam de diferentes partes do mundo? Quais questões isso levanta em todo da identidade e a integração? Terão as escolas um papel mais importante no ensino de valores compartilhados?

4. Financiamento
A pressão para encontrar financiamento será uma grande questão para os sistemas educacionais. As escolas deverão tomar decisões a longo prazo sobre como gastar seu orçamento, sobretudo com o aumento das exigências e expectativas.

Quem deverá pagar para que mais estudantes cursem a universidade? E o que acontecerá caso tenham que fazer cortes?

Os indivíduos também deverão entender os riscos de repentinas crises econômicas e recessões, principalmente em momentos em que crescem as dívidas pessoais.

5. Abertura vs. isolamento
A tecnologia digital pode conectar mais gente do que nunca, construindo vínculos entre países e culturas. Ou esta é a teoria, ao menos. A tecnologia também pode fazer com que o mundo seja mais volátil e incerto.

Poder escutar uma variedade de vozes fomenta a democracia, mas também concentra um poder sem precedentes na mão de um pequeno número de pessoas.

Quando as notícias e informações são personalizadas para nós por algoritmos, isso faz com que a gente só tenha acesso a opiniões de pessoas que pensam de forma parecida e se afaste de quem pensa o oposto.

Como as escolas e universidades farão para promover uma maior abertura a ideias diferentes?

6. Humanos de primeira classe ou robôs de segunda?
Já foram feitos vários alertas sobre a ameaça da inteligência artificial para os empregos de hoje em dia. Mas os sistemas educacionais precisam equipar os jovens com ferramentas para que possam se adaptar e modernizar em um mercado de trabalho em mutação.

Surgirão muitas perguntas em torno de como desenvolver habilidades humanas que não possam ser replicadas por robôs.

Como garantir que características humanas como imaginação, sentido de responsabilidade ou inteligência emocional possam ser aproveitadas junto com o processamento da inteligência artificial?

7. Lições ao longo da vida
A expectativa de vida está aumentando, e um mercado de trabalho menos previsível faz com que cada vez mais adultos tenham que voltar a se capacitar profissionalmente.

Será necessário dar mais atenção ao aprendizado a longo prazo, para que os adultos estejam preparados para mudar de trabalho e se aposentar por mais tempo.

Desde 1970, a média de anos de aposentadoria em países da OCDE aumentou de 13 para 20 anos.

Em décadas recentes, houve grandes mudanças no âmbito profissional, e praticamente desapareceu o "emprego pra toda a vida".

Mas, na realidade, os adultos que mais precisam de educação e treinamento, ou seja, aqueles menos qualificados, são os que menos têm chances de ter acesso a isso.

É um problema frequentemente ignorado, mas será cada vez mais importante que as habilidades de uma pessoa coincidam com os requisitos dos empregos disponíveis.

8. Conectados ou desconectados?
A internet é uma parte integral da vida dos jovens. Em alguns países, a quantidade de tempo que os jovens de 15 anos passam conectados duplicou em três anos. Muitos adolescentes dizem sentir-se mal se ficam desconectados.

Mas a educação ainda tem que aceitar a presença permanente da internet. Qual é o papel que ela deve ter na educação? Como reduzir seus efeitos negativos, como o cyberbullying e a perda de privacidade?

9. Ensino de valores
Todo mundo espera que a escola ensine valores. Mas, em um mundo cada vez mais polarizado, quem decide quais devem ser ensinados?

O mundo digital tornou possível que mais gente expresse suas opiniões, mas isso não garante que possam acessar informações confiáveis e balanceadas ou que estejam dispostos a escutar outras pessoas.

Como uma pessoa pode diferenciar fatos e ficção? Como a escola podem diferenciar opiniões e informações objetivas? As escolas devem ser politicamente neutras ou promover ideias ou formas de pensamento específicas? E qual classe de virtudes cívicas são exigidas pelas democracias modernas?

10. Temas irrelevantes para muitos
A ONU diz que há cerca de 260 milhões de crianças que perdem a chance frequentar a escola. Para elas, estes temas serão irrelevantes, porque nem sequer têm acesso a uma escola ou estão escolas com um nível educacional tão baixo que saem dela sem ter os conhecimentos mais básicos de escrita e matemática.

Globo.com - 2019-03-08 / 09:40:11 - ID: 57

MEC diz que vai analisar proposta de mudança na formação de professores feita na gestão Temer



∇O Ministério da Educação anunciou que vai rever a proposta de mudanças na formação dos professores da educação básica feita na gestão do ex-presidente Michel Temer. O documento, chamado de Base Nacional Comum de Formação de Professores da Educação Básica (BNC Formação de Professores), havia sido entregue em dezembro ao Conselho Nacional de Educação (CNE), e a expectativa era que ele fosse avaliado e aprovado ainda em 2019.

A gestão do ministro Ricardo Vélez Rodríguez confirmou, na noite desta terça-feira (19), que pediu que o documento fosse reenviado de volta ao MEC.

Procurado pelo G1, o MEC afirmou, em nota, que não está definido se o documento apresentado pela gestão anterior será alterado ou mantido.

"O pedido foi feito porque a atual gestão do MEC quer ter ciência e participar ativamente do processo de formulação da Base. Só depois da análise do documento – que foi entregue ao CNE pela gestão anterior no apagar das luzes – é que o MEC decidirá se fará ou não alterações", diz a nota.

A pasta ressaltou, ainda que o documento "foi encaminhado para início de discussão e que, portanto, não foi homologado".

Prazo de aprovação
O trâmite da BNC Formação de Professores tem início no MEC, que é responsável pela elaboração da proposta, mas passa por um longo processo de avaliação, discussão, audiências públicas e aprovação no CNE. Então, ele retorna ao MEC, que homologa o documento para que ele passe a vigorar.

Em dezembro, o relator da base no CNE, Mozart Neves Ramos, havia afirmado que o cronograma de trabalho seria definido no início do ano, mas que a expectativa era aprovar o documento até dezembro deste ano. Com o pedido do MEC para revisar a proposta, Neves disse ao G1 que a mudança "não necessariamente" vai atrasar o prazo de aprovação para depois de 2019.

"Vamos continuar o nosso trabalho internamente no CNE, de conhecer experiências internacionais, palestras com especialistas... Enquanto aguardamos o MEC", explicou ele. Segundo o relator, o MEC não estipulou prazo para finalizar a revisão, mas "houve o compromisso de um trabalho integrado com o CNE".

Proposta da gestão Temer
No documento enviado pela gestão passada do MEC ao CNE, havia propostas tanto para alterar a carreira de pedagogia quanto para mudanças nos programas de licenciatura e no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade).

Entre as principais mudanças propostas estão:

a criação de um instituto nacional de formação de professores para centralizar ações de acreditação de cursos, formulação de políticas avaliação e monitoramento
a substituição das horas de estágio por uma residência pedagógica desde o primeiro semestre do curso
a aplicação anual do Enade para as licenciaturas, que seja obrigatório para que o estudante possa dar aulas
a criação de um estágio probatório para professores novatos, sob a mentoria paga de professores mais experientes
a redefinição da formação continuada no âmbito das secretarias estaduais e municipais, criando quatro níveis de proficiência
a instituição de avaliações ao longo da carreira docente
a atualização das diretrizes curriculares dos cursos de licenciatura e de pedagogia pelo CNE; no caso da pedagogia, a proposta do MEC é dividir os quatro anos de graduação em três etapas distintas de formação
Maria Helena Guimarães Castro, que foi secretária-executiva da gestão Temer até o início de 2018, atualmente presidente da comissão do CNE responsável pela análise e aprovação da nova base.

Nesta terça (19), ela afirmou, durante o Seminário Internacional Educação Já, promovido pelo Movimento Todos pela Educação, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), que a proposta, que começou a ser elaborada na gestão do ministro Mendonça Filho, e foi finalizada na gestão de Rossieli Soares, é "muito importante e muito bem feita".

De acordo com ela, a formação e a carreira de professores "são aspectos centrais de uma política de melhoria da qualidade e de mais equidade na educação brasileira. Isso pra mim é o maior ganho do debate acumulado nos últimos anos", destacando que esses são temas que têm "urgência e relevância".

Segundo especialistas ouvidos pelo G1 na época, colocar professores mais preparados nas salas de aula brasileiras é uma tarefa que envolve maior diálogo entre as universidades e as escolas, mas também maior participação da direção das universidades na reforma dos cursos de pedagogia e licenciatura.
Globo.com - 2019-02-20 / 17:29:27 - ID: 56

Irmãs baianas criam 'bafômetro' que detecta ao menos 15 doenças através do sopro



∇Duas irmãs da cidade de Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador, criaram um dispositivo capaz de detectar ao menos 15 tipos de doenças a partir do sopro. O aparelho, que funciona como uma espécie de bafômetro, surgiu a partir de pesquisas das estudantes Júlia, 26 anos, e Nathália Nascimento, 31.

Aluna do curso de Biotecnologia, Júlia explica que o OrientaMed foi desenvolvido inicialmente por meio de aplicações de inteligência artificial de um trabalho científico da irmã, que atualmente faz doutorado em Computação.

"O início foi com base no mestrado da Nathália. Quando ela foi apresentar na UFRJ [Universidade Federal do Rio de Janeiro], onde eu estudo, eu percebi que tinha um mercado muito grande na área de saúde e uma aplicação que fazia sentido para a minha área de pesquisa também".

Ela então viu a chance das duas desenvolverem o dispositivo junto com outro estudante, o paulista Rheyller Vargas, que também é pesquisador na área.

"Apareceu a oportunidade de ir para um evento de "hackathon" [maratona hacker], e eu chamei o colega para participar e formarmos uma equipe. Lá, a gente viu quais eram as aplicabilidades do dispositivo. No início, a gente pensou em algo para detectar gastrite, mas durante pesquisas aprofundadas, criação de bancos de dados, descobrimos outras aplicações", conta.

Com a elaboração do banco de dados e o aprofundamento das pesquisas, as irmãs chegaram à média de detecção de 15 doenças infecciosas e crônicas, entre elas a gastrite, intolerância à lactose, pneumonia, Doença de Crohn e diabetes.

"Ele [aparelho] captura o sopro da pessoa, e a gente envia esses dados para o computador. O resultado sai pouco tempo depois, porque o nosso objetivo é que ele seja um teste rápido para orientar os médicos a quais exames devem ser feitos para aquela determinada doença. Hoje, os resultados só saem via computador, mas a nossa expectativa de pesquisas é para que o próprio dispositivo mostre no display", explicou Júlia.

A estudante detalha ainda que as doenças são detectadas a partir da análise dos gases que contém no sopro.

A fabricação do OrientaMed custa em torno de R$ 2.500, segundo Júlia. A perspectiva das irmãs baianas, junto com o paulista Rheyller Vargas, é fabricar o produto em maior escala, para que ele se torne mais viável.

"Nós já temos alguns parceiros em vista, para desenvolver o aparelho em fase escalonada. Neste momento, estamos buscando parceria com hospitais, para pesquisar de forma mais ampla. A partir disso, a gente vai conseguir ter uma precisão boa da quantidade de doenças que conseguiremos detectar".

Globo.com - 2019-02-14 / 21:11:58 - ID: 55

Fies 2019 abre inscrições para seleção do primeiro semestre



∇O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) abriu nesta quinta-feira (7) as inscrições para candidatos que desejam pegar empréstimos para pagar a mensalidade de cursos de graduação em universidades privadas que estejam cadastradas no programa do governo federal. O prazo para inscrição vai até 14 de fevereiro.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), serão oferecidos 100 mil contratos que podem ter o limite máximo de financiamento de R$ 42.983,70 por semestre. O resultado da seleção sai no dia 25.

Assim como nas edições anteriores, as inscrições para o Fies do primeiro semestre de 2019 serão feitas pela internet no endereço http://fiesselecao.mec.gov.br.

Na página, o candidato poderá definir a preferência de curso, turno e instituição de ensino e, depois, indicar até três outras possibilidades de graduação para a qual deseja financiamento.

Desde 2018, o fundo tem duas modalidades: o Fies, destinado a alunos com renda familiar per capita de até três salários mínimos por mês, com juro igual a zero, e com limite de cem mil vagas por ano; e o P-Fies, para alunos com renda que vai de três a cinco salários mínimos, com juros que variam de acordo com os bancos, e sem limite de vagas.

Nos dois casos, o pré-requisito é nota mínima de 450 pontos na prova do Enem, sem zerar a redação. Esses critérios continuam valendo em 2019. Mas a regra para ser chamado para o P-Fies mudou: a convocação será feita por ordem de inscrição e não a classificatória. Em 2018, apenas 0,34% das vagas do P-Fies foram preenchidas.

Critérios de seleção do Fies
Na modalidade principal, os candidatos serão classificados de acordo com a nota do Enem. Terão preferência aqueles que, na ordem:

não terminaram o ensino superior e não tiveram financiamento estudantil
não terminaram o ensino superior, já tiveram financiamento estudantil e quitaram a dívida
já tenham se formado no ensino superior, tenham recebido financiamento estudantil e já tenham quitado.

Caso haja empate, os candidatos serão classificados de acordo com:

a maior nota na redação;
a maior nota na prova de linguagens
a maior nota na prova de matemática
a maior nota na prova de ciências da natureza
a maior nota na prova de ciências humanas
Não poderão participar
A portaria veda a participação de candidatos que já tenham financiamento vigente ou que estejam inadimplentes com o Fies ou com o Programa de Crédito Educativo.
Globo.com - 2019-02-08 / 10:25:28 - ID: 53

Maioria diz que gênero e sexualidade devem entrar no currículo escolar, diz pesquisa



∇Uma pesquisa interna encomendada pelo Ministério da Educação (MEC) no ano passado apontou que a maioria dos brasileiros é favorável à inclusão de questões sobre gênero e sexualidade no currículo escolar. Nunca divulgado publicamente, o levantamento foi obtido com exclusividade pela TV Globo por meio da Lei de Acesso à Informação.

Segundo a pesquisa, 55,8% responderam "sim" se a "abordagem sobre as questões de gênero e sexualidade deve fazer parte do currículo escolar". Outros 38,2% foram contra a medida, e 6% dos entrevistados não souberam responder.

Os entrevistados também foram questionados sobre quais são os principais problemas nas escolas públicas (assista mais no vídeo acima).

A pesquisa foi feita pelo Instituto GPP e custou ao MEC R$ 216.240,00. O instituto já realizou uma série de pesquisas para empresas, públicas e privadas, bem como para políticos.

Procurado, o MEC confirmou a compra da pesquisa pela gestão anterior, mas não esclareceu os motivos de tê-la contratado e nem do porquê de nunca ter tornado públicos os seus resultados. O governo não comentou os resultados do levantamento.

Diferenças regionais
A quantidade de pessoas favoráveis a essa abordagem aumenta na região Sul (63,1%) e Centro-Oeste e Norte (60,4%). Na região Sudeste, 52,5% concordaram com a afirmação. A afirmação ganha respaldo também entre a maioria dos católicos (57,5%), mas não entre evangélicos, grupo em que apenas 46,7% defendeu a inclusão do tema no currículo.


O levantamento também questionou se o preconceito contra os gays é um tema que deveria ser incluído no currículo – 65,2% defenderam a medida.

Os dados contrastam com a visão da atual gestão do Ministério da Educação. O ministro Ricardo Vélez Rodríguez já fez críticas públicas à discussão de gênero no currículo e chegou a afirmar que "quem define gênero é a natureza".

O termo "ideologia de gênero", um conjunto de ideias que defende que cabe a cada pessoa se definir homem ou mulher e é frequentemente usado por grupos religiosos para criticar a discussão sobre gênero no ambiente escolar, também foi alvo da pesquisa. A maioria dos entrevistados (62,6%) não soube definir o que a expressão significa. Dentre os que sabiam (37,4%), a maioria (52,3%) disse ser contra o tema estar no currículo escolar, ante 45% de favoráveis.

Racismo e cotas
Sobre o preconceito contra os negros nas escolas, a maioria (77,2%) acha que ele existe bastante e é muito grave. Este índice é maior entre os mais pobres (84,0%) e entre quem mora na região Nordeste (85,4%). A maioria (77,2%) acha que este é um tema que deveria ser incluído no currículo escolar.

Também ganhou destaque no levantamento o tema das cotas raciais – neste caso, a população se dividiu. A maioria da população (62,6%) é favorável à existência de cotas para o ingresso nas universidades, mas as pessoas se dividem em relação ao tipo de cota.


Os que são favoráveis ao fim da existência de qualquer tipo de cota representam 32,7%. Este índice é maior entre os mais velhos (37,2%) e os de renda familiar mais alta (38,5%).

Quase um terço dos entrevistados (32,7%) são favoráveis à existência somente de cotas sociais, destinadas aos alunos mais pobres e estudantes de escolas públicas, independentemente da cor. Este índice é maior entre os mais jovens (36,1% entre o grupo de 16 a 24 anos e 38,6% entre os que têm de 25 a 34 anos) e entre os de renda familiar mais alta.

Já 29,9% dos entrevistados disseram ser favoráveis à existência de dois tipos de cotas, as destinadas aos alunos mais pobres, estudantes de escolas públicas e as cotas raciais, destinadas aos alunos negros. Nesse caso, o índice continua mais alto entre os mais jovens (36,9% no grupo de pessoas de 16 a 24 anos, mas cresce também entre as pessoas com a renda familiar mais baixa (38,3%).

Sobre a pesquisa
O levantamento feito pela consultoria contratada pelo MEC ouviu 2.004 pessoas de 11 estados e do Distrito Federal, representando todas as regiões do país. O tamanho da amostragem é semelhante ao de pesquisas eleitorais nacionais, como a que é feita pelo Ibope, seguindo critérios científicos.

As entrevistas foram conduzidas em janeiro de 2018, mas apenas para uso interno do ministério. Desde então, não foram feitos outros levantamentos do tipo.
Globo.com - 2019-02-05 / 16:29:54 - ID: 52

Sisu 2019: Resultado é divulgado; veja a lista de aprovados



∇O resultado da primeira chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) foi divulgado nesta segunda-feira (28). Para acessar a lista de aprovados, é preciso entrar no site do programa.

As matrículas ocorrerão entre 30 de janeiro e 4 de fevereiro. Nesse período, os candidatos precisarão reunir os documentos exigidos e comparecer ao endereço informado pela instituição de ensino em que estudarão.

Para este semestre, são oferecidas 235.476 vagas, em 129 instituições públicas de todo o Brasil. Segundo o Ministério da Educação, foram 1.823.871 inscritos e 3.492.751 inscrições, considerando as duas opções de curso. O total equivale a 51% dos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Lista de espera
Caso o candidato não tenha sido aprovado, precisará manifestar interesse em participar da lista de espera. Entre 28/1 a 4/2, ele deverá escolher uma das opções de curso em que se inscreveu para tentar novamente.

Cada universidade disponibilizará um determinado número de vagas com base nas que não foram ocupadas na 1ª chamada.

O que acontece com quem passar só na segunda opção?
Se o candidato foi selecionado somente na segunda opção de curso, essa será sua única oportunidade de se matricular pelo Sisu. Ele não poderá participar da lista de espera.

Prorrogação das inscrições
Neste ano, as inscrições foram prorrogadas para as 23h59 do último domingo (27), por causa de instabilidades no sistema. Candidatos estavam com dificuldade de entrar no Sisu e marcar as opções de curso desejadas - o site não carregava e, quando abria, exibia uma tela de login com problemas.

O MEC afirmou que "foi registrada a lentidão do sistema em razão do enorme volume de acessos".

Notas de corte
Pela primeira vez, o Sisu atualizou as notas de corte parciais de cada curso em cinco momentos do dia: 0h, 7h, 12h, 17h30 e 20h. Nas últimas edições, os índices só eram renovados à meia-noite, diariamente, até o prazo final.


No entanto, essa mudança causou um fluxo maior de visitas ao site - o que pode ter contribuído para a maior lentidão do sistema. Por isso, na quinta-feira (24), quando o prazo de inscrição foi prorrogado, o MEC anunciou também que as notas de corte voltariam a ser atualizadas somente uma vez ao dia.

Calendário do Sisu 1º semestre
As datas da divulgação do resultado e os prazos para matrículas e listas de espera foram mantidos pelo MEC mesmo após a prorrogação do prazo de inscrição. Veja o calendário:

Inscrições: 22/1 a 27/1
1ª chamada: 28/1
Matrículas da 1ª chamada: 30/1 a 4/2
Inscrição na lista de espera: 28/1 a 4/2
Convocações de outras chamadas: a partir de 7/2
Calendário do Prouni e Fies
Após prorrogação do Sisu 2019, o MEC decidiu alterar as datas do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Confira as mudanças:

Prouni

Início das inscrições: 31 de janeiro
Fim das inscrições: 3 de fevereiro (às 23h59)
Primeira chamada: 6 de fevereiro
Entrega dos documentos para garantir a matrícula: 6 a 14 de fevereiro
Segunda chamada: 20 de fevereiro
Entrega dos documentos para garantir a matrícula: 20 a 27 de fevereiro
Adesão à lista de espera: 7 e 8 de março
Resultado da lista de espera: 11 de março
Entrega dos documentos para garantir a matrícula: 12 e 13 de março
Fies

Início das inscrições: 7 de fevereiro
Fim das inscrições: 14 de fevereiro (às 23h59)
Resultado da pré-seleção do Fies e P-Fies: 25 de fevereiro
Complementação da inscrição: 26 de fevereiro a 7 de março (às 23h59)
Pré-seleção da lista de espera do Fies: 27 de fevereiro a 10 de abril (às 23h59)
Conclusão da inscrição no FiesSeleção: 28 de fevereiro a 11 de março (às 23h59)
Globo.com - 2019-01-30 / 10:44:36 - ID: 51

Sisu 2019 abre inscrições



∇As inscrições para a edição do primeiro semestre de 2019 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) estão abertas desde a madrugada desta terça-feira (22). Nesta edição, 235.461 vagas em 129 instituições de todo o país estão em disputa. Podem participar os candidatos que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2018 e não tiraram nota zero na prova de redação.

As inscrições devem ser feitas na página do Sisu.

Cada candidato poderá se inscrever em até duas vagas, especificando a ordem de preferência e o turno no qual pretende estudar.

Também é necessário definir a modalidade na qual o aluno se encaixa – ampla concorrência ou alguma relativa às ações afirmativas (com critérios raciais ou sociais).

Mudanças na lista de espera
Este ano, uma das novidades é com relação a lista de espera. Até 2018, o candidato a uma vaga no ensino superior poderia escolher duas opções de curso e desistir da segunda opção para ficar na lista de espera da primeira. Neste ano, a regra mudou.

Agora, haverá uma chamada regular e o estudante selecionado em uma das opções de curso desta chamada não poderá participar da lista de espera. Se ele não for selecionado, poderá ficar na lista de espera de apenas uma das suas opções de curso.

Segundo o MEC, a mudança na lista de espera é para permitir "maior liberdade de escolha para os estudantes não selecionados na chamada regular dos processos seletivos do Sisu."

A expectativa é que se reduza o tempo de convocação das listas de espera e que todos os estudantes estejam matriculados antes do período letivo. De acordo com a pasta, as mudanças poderão ajudar a diminuir a ociosidade das vagas.

Globo.com - 2019-01-22 / 15:55:30 - ID: 50

Sisu 2019: dicas para inscrição na seleção do primeiro semestre



∇O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) abre as inscrições na próxima terça (22) para candidatos disputarem uma vaga nas universidades públicas participantes. São 235.476 vagas em 129 instituições de todo o país. A seleção se encerra na sexta (25).

A inscrição é feita pela internet com a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que deve ser divulgada na próxima sexta (18), segundo o calendário do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela prova.

No site do Sisu é possível escolher duas opções de curso. Quem teve melhor pontuação no Enem tem mais chances de conquistar a vaga.

O G1 preparou uma série de dicas para o candidato se sair bem na seleção. Neste ano, a principal mudança é na lista de espera. Confira nos tópicos abaixo:

O que o candidato deve saber:
As inscrições vão de 22 a 25/1
É possível escolher dois cursos (primeira e segunda opção)
O sistema atualiza uma vez ao dia e muda a ordem dos inscritos conforme a nota do Enem
A primeira atualização será divulgada a partir da 0h de 23/1
Recomenda-se que o estudante entre no sistema uma vez ao dia para saber se a disputa pela vaga ainda é viável ou se prefere mudar de curso
O resultado da chamada regular sai no dia 28/1
Se for aprovado na segunda opção de curso, o candidato não será incluído na lista de espera da primeira opção (leia mais abaixo)
O prazo para escolher participar da lista de espera é de 28/1 a 4/2
A matrícula deverá ser feita na universidade entre 30/1 e 4/2
A convocação da lista de espera será no dia 7/2
Qual a vantagem de se inscrever no Sisu?
As principais são:

amplo acesso a vagas
escolha de universidades e cursos por todo o país
O Sisu oferece vagas em diversas universidades públicas pelo país. São 235.476 vagas em 129 instituições de diversos estados.

“A vantagem é que o candidato pode concorrer a uma vaga em uma universidade em qualquer estado do país. Claro que tem as suas dificuldades e outros obstáculos, mas pelo menos o acesso a essas universidades é democrático, está amplo”, diz Renato Pellizzari, professor de história e coordenador de vestibular do colégio QI, do Rio.

“É mais uma oportunidade para aqueles que tiraram uma boa nota no Enem, mas não conseguiram ser aprovados em alguma universidade específica [que não faz parte do Sisu]”, diz Ivo Carraro, orientador educacional do Curso Positivo, de Curitiba, psicólogo e autor do livro “Profissões: pais preocupados, filhos inseguros’’.

Se antes do Sisu um candidato precisava viajar para fazer as provas, agora basta fazer o Enem na cidade onde está e usar uma só nota para tentar uma vaga no ensino superior.

“Um aluno pode se inscrever em engenharia no Maranhão e, no dia seguinte, mudar para fisioterapia no Rio Grande do Sul. São coisas que não estão próximas, nem geograficamente, mas existe esta liberdade”, diz Vitor Israel, coordenador de matemática e diretor de operações do colégio Ao Cubo, do Rio.

Para qual universidade posso me inscrever? Que curso escolher?
entre no site do Sisu
pesquisa por universidade, curso, ou município
Mesmo antes do período de inscrição, o candidato já pode consultar o site do Sisu para saber quais universidades participam da seleção e quais cursos elas oferecem. Este ano, 129 instituições participam da seleção.

Basta acessar http://sisu.mec.gov.br/cursos e fazer a escolha por nome do curso, instituição ou município, ou acessar a lista completa.

Como saber se a nota do Enem é suficiente para conseguir uma vaga?
Pesquise as notas de corte de outras edições
A dica do professor Vitor Israel, do colégio Ao Cubo, é pesquisar as notas de corte dos anos anteriores para saber se a sua pontuação é suficiente. Com isso, o estudante saberá se pode concorrer à vaga que deseja quando for divulgada a nota do Enem.

Como faço para me inscrever?
Esteja com a nota do Enem em mãos
Acesse o site do Sisu http://sisu.mec.gov.br/
Confira, atualize e confirme seus dados. É importante estar com tudo atualizado
Clique em ‘Minha Inscrição’
Você pode pesquisar as vagas por cidade, nome da universidade ou do curso
Escolha duas opções de curso. Esta seleção poderá ser alterada até sexta (25)
Para confirmar, clique em ‘escolher este curso’
Após estes passos, sua inscrição está concluída
Lembre-se de voltar ao sistema uma vez ao dia para checar se a sua nota continua sendo suficiente para ser classificado. Se o curso tem 60 vagas e você está na 100ª posição, talvez seja a hora de reconsiderar o curso ou manter a seleção, sabendo que poderá ficar na lista de espera
Fique atento à documentação exigida pela instituição de ensino para fazer a matrícula
Providencie o que estiver faltando para ter tudo em mãos quando precisar
Já me inscrevi. Agora é só esperar?
Depende. O Sisu atualiza a base de dados todos os dias a partir da 0h. Isso faz com que a nota de corte se altere, disse Vitor Israel, do colégio Ao Cubo.

Se o estudante quiser concorrer a apenas uma vaga em uma única instituição, ele não precisa verificar o sistema todos os dias. Basta se inscrever e esperar. Mas, se tiver mais de uma opção, o recomendado é que ele verifique a inscrição ao menos uma vez ao dia, entre 22 e 25 de janeiro, para ver se quer manter as opções selecionadas, ou se quer trocar de curso, instituição ou cidade.

Eu preciso entrar no sistema todos os dias?
Conforme os candidatos vão se inscrevendo, a disputa vai ficando mais acirrada porque o sistema seleciona os estudantes pela nota do Enem. Assim, se um candidato com nota maior se inscreve depois, ele passa à frente do candidato que já estava inscrito.

A atualização do Sisu é feita uma vez ao dia. “Como realmente é atualizado diariamente, o candidato precisa acompanhar de perto”, diz Renato Pellizzari, coordenador de vestibular do colégio QI, do Rio.

Ao entrar no Sisu para verificar o ranking, o estudante deve avaliar:

Quantas vagas estão disponíveis
Qual a posição em que se encontra
Se a nota é suficiente para garantir uma vaga
Qual foi a mudança na lista de espera?
Até 2018, o candidato a uma vaga no ensino superior poderia escolher duas opções de curso e desistir da segunda opção para ficar na lista de espera da primeira. Neste ano, a regra mudou.

Agora, haverá uma chamada regular e o estudante selecionado em uma das opções de curso desta chamada não poderá participar da lista de espera. Se ele não for selecionado, poderá ficar na lista de espera de apenas uma das suas opções de curso.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), a mudança na lista de espera é para permitir "maior liberdade de escolha para os estudantes não selecionados na chamada regular dos processos seletivos do Sisu."

Calendário do Sisu 1º semestre de 2019
Inscrições: 22/1 a 25/1
1ª chamada: 28/1
Matrículas da 1ª chamada: 30/1 a 4/2
Inscrição na lista de espera: 28/1 a 4/2
Convocações de outras chamadas: a partir de 7/2
Globo.com - 2019-01-15 / 21:22:45 - ID: 49

General vai compor equipe do alto escalão do MEC



∇Mais um nome ligado aos militares vai compor o alto escalão do Ministério da Educação (MEC). O general Francisco Mamede de Brito Filho, da reserva ativa do Exército e que já atuou como chefe do Estado Maior do Comando Militar do Nordeste, deve ocupar a chefia de gabinete do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

É o segundo cargo mais alto da autarquia, que é responsável, entre outras atividades, pela elaboração do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A presidência do Inep será ocupada pelo engenheiro Marcus Vinicius Rodrigues, que também foi indicado pelo grupo militar. As nomeações ainda não foram publicadas no Diário Oficial da União, mas a expectativa é de que saiam ainda nesta semana.

A forte presença do grupo de militares, segundo pessoas que acompanham as tratativas para as indicações na Educação, é um reflexo da dificuldade do ministro Ricardo Vélez Rodrigues em apresentar opções para os cargos. O colombiano não tem experiência em gestão educacional.

Brito Filho é graduado em Infantaria pela Academia Militar das Agulhas Negras e doutorado em Estudos Superiores de Defesa no Colégio de Guerra do Exército da França. Tem experiência na área de Defesa, atuando principalmente nos temas de planejamento estratégico, assuntos civis e cooperação civil.

O general serviu no Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, em Brasília, entre os anos 2008 e 2009, durante o governo Lula. Também foi designado a comandar o Batalhão Brasileiro no Haiti, em 2012, e comandou a Força de Pacificação no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, em 2014.
Estadão - 2019-01-09 / 09:59:48 - ID: 48

Lei que permite aluno faltar por motivo religioso é sancionada



∇O presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que permite que estudantes da rede pública e privada faltem a provas ou aulas por motivos religiosos. O ato foi publicado no Diário Oficial da União desta sexta (4).

De acordo com o texto, as provas ou as aulas deverão ser repostas sem custo ao aluno ou substituídas por trabalhos escritos.

A lei entra em vigor em 60 dias, e as instituições de ensino terão até dois anos para se preparar para a mudança, que não se aplica aos colégios militares.

Sabáticos
A nova legislação beneficia estudantes de diversas crenças, entre eles os alunos adventistas, que precisam guardar os sábados por causa da religião.

Para fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), por exemplo, os sabáticos precisavam entrar no local de prova até as 13h, junto com os demais candidatos, mas só podiam começar a fazer o exame após as 19h.

Na edição de 2017, o exame mudou e, entre as novidades, foi alterado o calendário de provas após consulta pública: em vez de ser aplicado em único fim de semana (sábado e um domingo), passou a ser feito em dois domingos.

Em 2016, última edição do exame feita em um único fim de semana, 76 mil estudantes eram sabáticos.

Faltas justificadas
Segundo o Ministério da Justiça e da Segurança Pública, a nova lei estabelece que, para garantir o direito, é necessário que o aluno avise a escola previamente.

“O aluno tem que previamente requerer isso para a escola. A escola não pode mais negar isso, é uma lei. É como uma se fosse uma falta justificada”, explica o MJSP.
Ainda de acordo com o MJSP, a escola tem liberdade para estabelecer como e até quando o aluno pode solicitar a ausência.

Reposições
No texto da lei, também estão previstos métodos alternativos de reposição, como prova ou aula em nova data, no turno do aluno ou em outro horário agendado. Também poderá ser feito um trabalho escrito ou outra modalidade de atividade de pesquisa, com tema, objetivo e data de entrega. Quem vai definir é a instituição de ensino.

Origem da lei
O projeto de lei passou por comissões da Câmara e do Senado antes de ser aprovado e chegar à sanção presidencial.

Na Câmara, o projeto era de autoria do deputado Rubens Otoni (PT-GO) e recebeu relatoria da deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde foi aprovado em caráter conclusivo, ou seja, não precisou ser votado pelo Plenário.

"O projeto busca garantir o direito à liberdade de expressão e crença dos estudantes", afirmou Maria do Rosário. A deputada ainda lembrou que esse é um tipo de liberdade que é inviolável e deve ser garantida, segundo o artigo 5º da Constituição Federal.
Globo.com - 2019-01-05 / 23:14:00 - ID: 47

O método de ensino com o qual estudaram os criadores da Amazon, do Google e da Wikipedia



∇O que algumas das pessoas mais bem-sucedidas do mundo têm em comum?

Comecemos pelo homem mais rico do planeta: o americano Jeff Bezos, cuja fortuna está avaliada em US$ 140,2 bilhões, segundo a revista Forbes. Ele é dono de 16% da Amazon, gigante do e-commerce, que fundou em uma garagem em Seattle em 1994 e se tornou um sucesso estrondoso no mercado.

Sergey Brin e Larry Page, por sua vez, são dois outros empreendedores que souberam moldar sua criatividade para criar o mecanismo de busca da internet por excelência: o Google. Eles também estão entre as pessoas mais ricas do globo, nas posições 12 e 13, respectivamente. Somadas, as fortunas de ambos ultrapassam os US$ 96 bilhões.

Outros empreendedores criativos e bem sucedidos são Jimmy Wales, fundador da Wikipedia, e Will Wright, designer de videogames e criador do popular jogo SimCity.

Num setor muito diferente, encontramos Beyoncé, uma artista que soube cativar o público, tornando-se uma estrela da música e uma referência feminista - além de ser uma das mulheres mais bem pagas da indústria.

E, por último, destacamos o Prêmio Nobel de Literatura Gabriel García Márquez, morto em 2014.

Apesar das diferenças entre esses personagens, suas trajetórias se cruzam em um ponto: desde pequenos, todos estudaram sob o mesmo sistema educacional, o método Montessori.

O que é o método Montessori?

É um processo de aprendizagem fundado pela médica e educadora italiana Maria Montessori (1870-1952), que enfatiza um ambiente colaborativo onde notas e provas não existem.

Além disso, as salas de aula são formadas por estudantes de várias idades que oscilam principalmente entre 2 anos e meio e 7 anos (embora existam programas que incluam jovens de até 18 anos), onde a aprendizagem e a descoberta são processos individuais e acontecem durante longos períodos de tempo.

"Nossa principal preocupação deve ser educar a humanidade, os seres humanos de todas as nações, a fim de orientá-la para a busca de objetivos comuns", diz um texto da Associação Montessori Internacional (AMI, na sigla em italiano), publicado em seu site.

"Devemos fazer da criança nossa principal preocupação. Os esforços da ciência devem se concentrar nela, porque ela é a fonte e a chave dos enigmas da humanidade", continua o artigo.

"O que se destaca na educação Montessori é o desenvolvimento individual das pessoas. Ele não cria um sistema centrado no professor, mas no desenvolvimento das necessidades do indivíduo. E não é apenas acadêmico, mas também físico, social e emocional", diz Scott Akridge, proprietário da Academia Riverstone Montessori, na Geórgia, nos Estados Unidos.

Trata-se, segundo seus defensores, de um sistema baseado em habilidades.

"Não ensinamos só o acadêmico, também ensinamos habilidades para empreender. É o que se chama de habilidades de função executiva, que é prestar atenção, organizar, planejar, iniciar tarefas e se concentrar nelas, controlar emoções e auto-observação", explica Akridge.

"E é por isso que graduados Montessori se tornam grandes líderes, porque todas as funções executivas para serem bem-sucedidos foram aprendidas na pré-escola e no ensino fundamental", acrescenta.

Atualmente, existem cerca de 25 mil escolas Montessori em todo o mundo - embora Associação Montessori Internacional reconheça que é difícil saber o número exato, porque as instituições não são obrigadas a se registar na associação.

Em primeira pessoa

Quando tinha apenas 2 anos, Jeff Bezos frequentou uma escola Montessori em Albuquerque, nos Estados Unidos, durante um ano e meio. "É incrível", Jeff Bezos disse à revista Montessori Life em 2000. "Que programa bom."

"Intuitivamente, acho que foi uma experiência muito formativa ter ido àquelas aulas, naquele ambiente e ter sido estimulado desde muito cedo", analisou Bezos sobre seu tempo na escola.

Em setembro, Bezos criou um fundo de caridade de US$ 2 bilhões para ajudar os sem-teto e estabelecer uma nova rede de escolas inspiradas por esse método educacional.

Os fundadores do Google também já destacaram a importância da educação primária que receberam para suas conquistas. "Nós dois fomos para a escola Montessori e acho que parte do treinamento de não seguir ordens e regras nos motivou a pensar o que estava acontecendo no mundo e a pensar em coisas diferentes", disse Larry Page, em entrevista à rede americana ABC, em 2004.

Gabriel García Márquez foi outro dos antigos alunos de Montessori, fato que o escritor destacou em seu livro autobiográfico "Viver para contar". "Eu não acho que há um método melhor do que o Montessori para sensibilizar as crianças para as belezas do mundo e para despertar a curiosidade sobre os segredos da vida", Márquez escreveu.

"É curioso que os empreendedores de sucesso que estudaram na Montessori falem sobre sua formação inicial quando perguntados sobre como se tornaram o que são", diz Akridge.

"Quando falamos de realizações (por causa das práticas) Montessori, às vezes é difícil, porque nosso método é apenas de primário. Então há uma lacuna desde (o momento em) que as pessoas deixam a escola (até começarem a trabalhar). Por isso, chama a atenção que esses empreendedores milionários o mencionem", diz.

Críticas

Mas nem todos os comentários são positivos quando se fala do método Montessori. Alguns críticos acreditam que o ambiente de sala de aula é livre demais, questionam as prioridades de ensino de Montessori ou o fato de que as crianças normalmente não terem dever de casa.

Há também aqueles que desaprovam a liberdade dos alunos de escolherem o que vão estudar, porque acreditam que isso os leva a não dominarem algumas áreas de conhecimento no futuro.

Como não há exames formais, há também aqueles que temem que a falta de uma estrutura mais rígida deixe a criança em desvantagem durante a transição entre a escola Montessori e a tradicional, de acordo com um artigo da Universidade Concordia em Oregon, nos Estados Unidos.

Akridge contesta essa visão. "As pesquisas mais recentes sobre educação refletem o que fazemos em termos de sucesso. Por exemplo: misturar idades na escola, dar menos lição de casa, focar nas necessidades emocionais da criança ...", diz. "Tudo isso, estamos fazendo há 100 anos", diz.


Em um estudo de 2017 publicado na revista Frontiers in Psychology, pesquisadores avaliaram o início da pré-escola para cerca de 70 alunos do método Montessori e para outros 70 de uma escola tradicional nos Estados Unidos. Todos eles iniciaram os estudos com pontuações semelhantes.

Nos três anos seguintes, as 70 crianças do método Montessori tiveram melhores resultados em testes de matemática e alfabetização. No final da pré-escola, os alunos da Montessori tiveram um desempenho significativamente melhor nessas áreas.

No entanto, na resolução de problemas de grupo, função executiva e criatividade, não houve diferenças significativas.

Outro estudo do ano passado publicado na revista Nature destacou que não há evidências de que os resultados em estudantes do método Montessori indiquem maior eficácia do método.

A pesquisa, do Departamento de Psicologia e Desenvolvimento Humano da University College of London, no Reino Unido, analisou estudos feitos sobre o sistema educacional e ressaltou que "não há elementos individuais do método Montessori que poderiam explicar algum dos efeitos positivos que eles afirmam encontrar" nos alunos.

O que fica claro é que medir o êxito de alguém é muito difícil. E atribuí-lo à educação primária, como nos casos de celebridades milionárias, também é.

"A história por trás do sucesso dos pessoaas de negócios é delas próprias. Se elas atribuem isso à sua educação em Montessori, também é uma decisão delas", respondeu a Associação Montessori Internacional à BBC.

"Todos eles são pessoas de negócios inspiradas na tecnologia e, nesse sentido, suas mentes são, naturalmente, curiosas, inquisitivas e motivadas pelo desejo de descobrir", afirmou a entidade.
Globo.com - 2018-12-11 / 15:18:48 - ID: 46

Implementação com qualidade e equidade será maior desafio da base curricular do ensino médio



∇A parte do ensino médio da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), aprovada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), determina as aprendizagens essenciais e obrigatórias que todos os alunos deverão desenvolver nessa etapa. Ela servirá como referência para a construção dos currículos das redes públicas e particulares de todo o País e sua aprovação é um passo importante para ajudar a garantir uma escola de qualidade e significativa para os jovens.

A BNCC coloca foco na educação integral dos alunos e indica que, para além de aprender apenas conteúdos, é preciso desenvolver competências e habilidades de forma integrada para que os jovens saiam da escola sabendo fazer uso dos conhecimentos adquiridos e mais preparados para concretizar seus projetos de vida.

O texto aprovado teve melhorias em relação ao que foi entregue pelo Ministério da Educação em abril, realizadas com base nas sugestões e leituras críticas coletadas pelo CNE. A descrição das habilidades nas áreas do conhecimento ficou mais clara no geral, e o uso de tecnologias digitais aparece como possibilidade de apoio para a aprendizagem, especialmente em Ciências da Natureza e em Matemática. Por outro lado, outros pontos avançaram menos. Em Linguagens, por exemplo, o texto poderia ter deixado mais compreensível o que se espera que os alunos aprendam em Arte e Educação Física, segundo especialistas consultados pelo Movimento pela Base.

Após a homologação pelo MEC, o grande desafio será garantir uma implementação de qualidade e com equidade, para que as propostas da BNCC de fato virem realidade. Neste contexto, considerando o novo modelo do Ensino Médio - que prevê que os currículos tenham, além de uma parte comum e obrigatória (referenciada na BNCC), também uma parte flexível (os itinerários formativos) -, o apoio do MEC será fundamental. Redes e escolas precisarão de recursos técnicos, financeiros e orientações claras para a construção dos currículos e formação de professores. Além disso, será preciso adequar os materiais didáticos e o Enem.

Durante o processo de construção dos novos currículos, será fundamental a escuta de toda a comunidade escolar, sobretudo dos alunos, para que seus anseios e necessidades contextualizem as aprendizagens. Os conceitos e princípios da BNCC ajudam a dar um novo significado para a escola e podem contribuir para a superação das dificuldades enfrentadas no Ensino Médio.
Estadão - 2018-12-05 / 13:38:19 - ID: 45

Escola pública americana instala máquina de livros para incentivar leitura entre alunos



∇A Escola Arthur O. Eve, em Buffalo, no estado americano de Nova York, instalou uma máquina de venda automática, como aquelas que normalmente oferecem doces e bebidas, mas cheia de livros, para incentivar a leitura entre seus alunos.

O vice-diretor Unseld Robinson contou à afiliada local da rede NBC que o primeiro passo após ter a ideia foi conseguir os US$ 3 mil necessários para comprar a máquina. A diretora do colégio apoiou a iniciativa e, um ano depois, a máquina está instalada na biblioteca da escola. Os livros são escolhidos para desafiar os alunos à medida que progridem pelos diferentes níveis de leitura.

Outro objetivo é ajudar os alunos a desenvolver suas próprias bibliotecas e incentivá-los a ler em casa com seus próprios pais. Os estudantes recebem moedas na aula e podem depositar na máquina para comprar um livro. Cada série terá a oportunidade de pegar livros na máquina uma vez por mês.
Globo.com - 2018-12-04 / 11:04:55 - ID: 44

Jovens indígenas saem de aldeias pela 1ª vez e viajam 4 dias de barco para fazer vestibular



∇Para Suellen, Eucicleide, Lurdiane, Cleimara, Genivau e alguns outros jovens indígenas, o vestibular realizado neste domingo (2) para ingresso na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), independentemente do resultado, será inesquecível. Residentes de aldeias do interior do Amazonas, eles saíram de suas comunidades pela primeira vez na vida e viajaram de barco por até quatro dias para realizar o processo seletivo inédito, específico para indígenas, na capital Manaus.

"É minha primeira vez viajando. Nunca tinha saído de lá, e vim só para fazer a prova mesmo. Foi incrível, radical, bastante legal. Já valeu pela viagem. Mesmo que não passe, já conheci Manaus.", comemora a jovem da etnia Ticuna, Lurdiane Agostinho Rocha, que navegou quatro dias de Benjamin Constant até Manaus para investir no sonho de cursar farmácia e retornar à aldeia para ajudar seu povo.

Pai, professor e exemplo
Também de Benjamin Constant, as irmãs Euciclene e Eucicleide fizeram a prova na mesma sala. Do lado de fora do prédio, um pai ansioso: Mário Felix, um entusiasta da educação que estimula as filhas pelo exemplo. Antropólogo por formação, ele dá aula no Ensino Médio na aldeia, encerra no início do ano que vem o mestrado, e lecionou no Ensino Médio para alguns dos jovens que fizeram a prova neste domingo.


"Eu preciso dizer ao professor Mário que as aulas de direito indígena dele me ajudaram muito na prova", revelou Genivau Carioca Laranhaga, um dos aprendizes do antropólogo, ao visualizar o professor na saída do exame. O jovem também se aventurou pela primeira vez a sair de casa para prestar administração pública após tomar conhecimento do processo seletivo durante as aulas.

Pai, professor e exemplo
Também de Benjamin Constant, as irmãs Euciclene e Eucicleide fizeram a prova na mesma sala. Do lado de fora do prédio, um pai ansioso: Mário Felix, um entusiasta da educação que estimula as filhas pelo exemplo. Antropólogo por formação, ele dá aula no Ensino Médio na aldeia, encerra no início do ano que vem o mestrado, e lecionou no Ensino Médio para alguns dos jovens que fizeram a prova neste domingo.


"Eu preciso dizer ao professor Mário que as aulas de direito indígena dele me ajudaram muito na prova", revelou Genivau Carioca Laranhaga, um dos aprendizes do antropólogo, ao visualizar o professor na saída do exame. O jovem também se aventurou pela primeira vez a sair de casa para prestar administração pública após tomar conhecimento do processo seletivo durante as aulas.

Para Suellen Cavalcante Fernandes, o deslocamento inédito teve a tranquilidade de ter os amigos e o irmão em companhia. Aos 16 anos, ele se forma este ano no Ensino Médio e já se imagina em Campinas, cursando nutrição.

Loooonga viagem
O trajeto feito pelos estudantes de Benjamin Constant, contam os aventureiros de primeira viagem, é feito em uma única embarcação, que passa por vários municípios desde o Alto Solimões até chegar a Manaus. Durante os quatro dias, os passageiros comem e dormem na embarcação.

"Nunca tinha saído da nossa comunidade. Achei interessante, mas a viagem eu não gostei. É chato viajar de barco.", queixou-se a caçula do professor Mário, Eucicleide Fernandes.

O professor, apesar de crítico do sistema educacional que, para ele, introduz, mas não inclui verdadeiramente o indígena, sonha que as filhas sejam recompensadas pela viagem desgastante, com um resultado positivo no vestibular.

Vestibular Indígena
A Unicamp realizou neste domingo pela primeira vez o vestibular indígena, que reservou 72 vagas em 27 cursos para serem disputados exclusivamente entre eles. Dos 610 inscritos, 354 estiveram presente para fazer o exame, que foi composto de 50 questões de múltipla escolha e uma redação. O resultado do exame será divulgado em 29 de janeiro.
Globo.com - 2018-12-04 / 10:58:16 - ID: 43

Jovens indígenas saem de aldeias pela 1ª vez e viajam 4 dias de barco para fazer vestibular



∇Para Suellen, Eucicleide, Lurdiane, Cleimara, Genivau e alguns outros jovens indígenas, o vestibular realizado neste domingo (2) para ingresso na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), independentemente do resultado, será inesquecível. Residentes de aldeias do interior do Amazonas, eles saíram de suas comunidades pela primeira vez na vida e viajaram de barco por até quatro dias para realizar o processo seletivo inédito, específico para indígenas, na capital Manaus.

"É minha primeira vez viajando. Nunca tinha saído de lá, e vim só para fazer a prova mesmo. Foi incrível, radical, bastante legal. Já valeu pela viagem. Mesmo que não passe, já conheci Manaus.", comemora a jovem da etnia Ticuna, Lurdiane Agostinho Rocha, que navegou quatro dias de Benjamin Constant até Manaus para investir no sonho de cursar farmácia e retornar à aldeia para ajudar seu povo.

Pai, professor e exemplo
Também de Benjamin Constant, as irmãs Euciclene e Eucicleide fizeram a prova na mesma sala. Do lado de fora do prédio, um pai ansioso: Mário Felix, um entusiasta da educação que estimula as filhas pelo exemplo. Antropólogo por formação, ele dá aula no Ensino Médio na aldeia, encerra no início do ano que vem o mestrado, e lecionou no Ensino Médio para alguns dos jovens que fizeram a prova neste domingo.


"Eu preciso dizer ao professor Mário que as aulas de direito indígena dele me ajudaram muito na prova", revelou Genivau Carioca Laranhaga, um dos aprendizes do antropólogo, ao visualizar o professor na saída do exame. O jovem também se aventurou pela primeira vez a sair de casa para prestar administração pública após tomar conhecimento do processo seletivo durante as aulas.

Pai, professor e exemplo
Também de Benjamin Constant, as irmãs Euciclene e Eucicleide fizeram a prova na mesma sala. Do lado de fora do prédio, um pai ansioso: Mário Felix, um entusiasta da educação que estimula as filhas pelo exemplo. Antropólogo por formação, ele dá aula no Ensino Médio na aldeia, encerra no início do ano que vem o mestrado, e lecionou no Ensino Médio para alguns dos jovens que fizeram a prova neste domingo.


"Eu preciso dizer ao professor Mário que as aulas de direito indígena dele me ajudaram muito na prova", revelou Genivau Carioca Laranhaga, um dos aprendizes do antropólogo, ao visualizar o professor na saída do exame. O jovem também se aventurou pela primeira vez a sair de casa para prestar administração pública após tomar conhecimento do processo seletivo durante as aulas.

Para Suellen Cavalcante Fernandes, o deslocamento inédito teve a tranquilidade de ter os amigos e o irmão em companhia. Aos 16 anos, ele se forma este ano no Ensino Médio e já se imagina em Campinas, cursando nutrição.

Loooonga viagem
O trajeto feito pelos estudantes de Benjamin Constant, contam os aventureiros de primeira viagem, é feito em uma única embarcação, que passa por vários municípios desde o Alto Solimões até chegar a Manaus. Durante os quatro dias, os passageiros comem e dormem na embarcação.

"Nunca tinha saído da nossa comunidade. Achei interessante, mas a viagem eu não gostei. É chato viajar de barco.", queixou-se a caçula do professor Mário, Eucicleide Fernandes.

O professor, apesar de crítico do sistema educacional que, para ele, introduz, mas não inclui verdadeiramente o indígena, sonha que as filhas sejam recompensadas pela viagem desgastante, com um resultado positivo no vestibular.

Vestibular Indígena
A Unicamp realizou neste domingo pela primeira vez o vestibular indígena, que reservou 72 vagas em 27 cursos para serem disputados exclusivamente entre eles. Dos 610 inscritos, 354 estiveram presente para fazer o exame, que foi composto de 50 questões de múltipla escolha e uma redação. O resultado do exame será divulgado em 29 de janeiro.
Globo.com - 2018-12-03 / 11:10:24 - ID: 42

Prazo para aditamento do Fies é prorrogado



∇O prazo para aditamento de renovação dos contratos do Novo Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) foi prorrogado para dia 28 de dezembro de 2018. Até o momento, cerca de 70% dos estudantes já concluíram ou iniciaram o processo de aditamento. Os procedimentos devem ser feitos por meio da página eletrônica do financiamento.

O estudante que precisar alterar informações no contrato, como a troca de fiador, deve comparecer a uma agência da Caixa. Nesse caso específico, o aluno deverá comparecer com o novo fiador e apresentar os novos documentos comprobatórios.

Novo Fies
O Fies concede financiamento em instituições privadas de ensino superior. O novo Fies, lançado no ano passado, tem modalidades de acordo com a renda familiar.

A modalidade Fies tem juro zero para os candidatos com renda mensal familiar per capita de até três salários mínimos. Nesse caso, o financiamento mínimo é de 50% do curso, enquanto o limite máximo semestral é de R$ 42 mil.

A modalidade chamada de P-Fies é para candidatos com renda familiar per capita entre 3 e 5 salários mínimos. Nesse caso, o financiamento é feito por condições definidas pelo agente financeiro operador de crédito que pode ser um banco privado ou fundos constitucionais e de desenvolvimento. /AGÊNCIA BRASIL
Estadão - 2018-11-30 / 10:21:42 - ID: 41

MEC valida EAD para Ensino Médio e anuncia mudanças no Enem



∇O Ministério da Educação (MEC) anunciou na terça-feira 20 mudanças no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que devem vigorar a partir de 2021. As informações são do O Globo.

Com as alterações, a prova passará a cobrar no primeiro dia os conteúdos gerais básicos, previstos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Médio, cujo texto se encontra no Conselho Nacional de Educação para aprovação e, no segundo dia, questões específicas de acordo com a graduação que o estudante pretenda seguir. Hoje é aplicado um mesmo formato de prova para todos os participantes.

A medida toma como base a Reforma do Ensino Médio, aprovada no ano passado, e que traz a ideia de flexibilização curricular ao possibilitar que 40% do currículo seja ofertado via cinco itinerários formativos: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional.

O ministro da educação, Rossieli Soares, declarou que cabe ao novo governo dar continuidade às mudanças. A prova aplicada no início do mês foi criticada por Bolsonaro e seus filhos, que a acusaram de conter questões com viés ideológico. O presidente falou em mudanças ainda para 2019.

Ensino Médio tem novas diretrizes
As mudanças no Enem aparecem dentro das Novas Diretrizes Curriculares do Ensino Médio, homologadas pelo MEC na data de ontem. Com isso, fica válida a Educação a Distância à etapa – será possível que até 20% da carga horária do curso diurno seja ofertada via EAD, 30% do curso noturno e 80% da EJA, direcionada a jovens e adultos que não se formaram no tempo regular na escola.

A oferta, segundo informou Rossieli Soares, dependerá da regulamentação dos Estados, “de acordo com seu desejo, sua conveniência e controle de qualidade”. Por lei, as mudanças nos currículos desse nível educacional devem ser feitas em até dois anos após a aprovação da BNCC dessa etapa, que atualiza seu formato e ainda está em discussão.

A Educação a Distância não era regulamentada na Educação Básica, salvo em situações específicas. Somente as instituições de Educação Superior podiam ampliar a oferta de cursos superiores de graduação e pós-graduação à distância.

A Reforma do Ensino Médio, no entanto, aprovada no início do ano passado, abriu brechas para a regulamentação. No texto da reforma consta que “para efeito de cumprimento das exigências curriculares do Ensino Médio, os sistemas de ensino poderão reconhecer competências e firmar convênios com instituições de educação a distância com notório reconhecimento”.
Carta Educação - 2018-11-29 / 11:21:12 - ID: 40

O pronunciamento do STF em defesa da liberdade



∇Por unanimidade, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) referendou liminar concedida pela ministra Cármen Lúcia, que suspendeu atos de juízes eleitorais autorizando a busca e apreensão de materiais considerados de campanha eleitoral em universidades e proibindo aulas com temática eleitoral e reuniões e assembleias de natureza política. A decisão foi uma vitória da liberdade em nossa combalida democracia.

A Contee foi amicus curiae (amigo da corte, com profundo interesse em uma questão jurídica levada à discussão junto ao Poder Judiciário) da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 548, ajuizada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para “suspender os efeitos de atos judiciais ou administrativos, emanados de autoridade pública que possibilite, determine ou promova o ingresso de agentes públicos em universidades públicas e privadas” — foi registrada a invasão de pelo menos nove universidades públicas pelas forças de repressão às vésperas do segundo turno das eleições de 2018, autorizada por juízes eleitorais. Para ela, “a democracia não admite rupturas, não admite atalhos, não admite intolerância, repulsa, ódio e violência”.

Argumentos da Contee
Segundo pronunciamento da advogada Sarah Campos, que representou a Contee no julgamento, as universidades públicas e privadas, nos dias que antecederam o segundo turno, viveram um turbilhão. “O ambiente universitário, como não poderia ser diferente, enseja a livre manifestação de ideias que nem sempre são concordantes. Por terem sido encontrados, dentro do Centro Acadêmico da Universidade Federal Fluminense, adesivos com os dizeres ‘ele não’ e materiais que comparavam os projetos de governo dos candidatos do segundo turno, automaticamente se chegou à conclusão de que a faixa exposta na fachada da universidade dizendo ‘Direito UFF Antifascista’ era propaganda contra um candidato. Um esforço argumentativo”.

Ela denunciou que “nós, advogados de sindicatos de professores, vivemos dias tormentosos e medonhos. Precisamos da união de todos os alunos, servidores e reitorias da universidade para enfrentar o momento de divergências ideológicas de forma criativa, produtiva, benéfica para a sociedade. Coibir essa efervescência de ideias não me parece ser produtivo para a democracia”.

Votos dos ministros
Em seu voto, seguido por unanimidade, a ministra Cármen Lúcia destacou que a autonomia universitária está entre os princípios constitucionais que garantem toda a forma de liberdade. “Impedir ou dificultar a manifestação plural de pensamento é trancar a universidade, silenciar estudantes e amordaçar professores”, afirmou. Segundo a ministra, a única força legitimada a invadir uma universidade é a das ideias livres e plurais. “Qualquer outra que ali ingresse sem causa jurídica válida é tirana, e tirania é o exato contrário da democracia”.

No que foi considerado uma reprovação à Lei da Mordaça (Escola Sem Partido), a ministra salientou que a exposição de opiniões, ideias ou ideologias e o desempenho de atividades de docência são manifestações da liberdade e garantia da integridade individual digna e livre. “A liberdade de pensamento não é concessão do Estado, mas sim direito fundamental do indivíduo que pode até mesmo se contrapor ao Estado”, concluiu.

Alexandre de Moraes considerou inconstitucionais as condutas de autoridades públicas que tendem a constranger ou inibir a liberdade de expressão, a liberdade de cátedra e o livre debate político, “realizado democraticamente e com respeito ao pluralismo de ideias no âmbito das universidades, tradicionais centros autônomos de defesa da democracia e das liberdades públicas”.

Para Roberto Barroso, não se pode permitir que, a pretexto do exercício do poder de polícia sobre a propaganda eleitoral, restrinja-se a liberdade de manifestação do pensamento, sobretudo quando essas manifestações visam preservar a democracia. Segundo o ministro, policiais entrando em salas de aula para interromper palestras ou a retirada de faixas que refletem a manifestação dos alunos são atos “inequivocamente autoritários e incompatíveis com o país que conseguimos criar e remetem a um passado que não queremos que volte. Pensamento único é para ditadores e a verdade absoluta é própria da tirania”.

Edson Fachin considerou que “sem educação, não há cidadania. Sem liberdade de expressão e pensamento, não há democracia”.

Gilmar Mendes registrou o caso de incitação à violação à liberdade de cátedra pela deputada estadual eleita Ane Caroline Campagnolo (PSL/SC), que abriu um canal para que alunos denunciem professores que supostamente estejam fazendo manifestações político-partidárias em sala de aula. “Mostra-se inadmissível que, justamente no ambiente que deveria imperar o livre debate de ideias, proponha-se um policiamento político-ideológico da rotina acadêmica. A política encontra na universidade uma atmosfera favorável que deve ser preservada. Eventuais distorções na atuação política realizada no âmbito das universidades mereceriam ser corrigidas não pela censura, mas pela ampliação da abertura democrática”.

Rosa Weber, que também preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), lembrou que a Justiça Eleitoral “não pode fechar os olhos” para os direitos, as liberdades e os princípios fundamentais assegurados na Constituição, “em particular a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, o pluralismo de ideias e a autonomia didático-científica e administrativa das universidades”.

Ricardo Lewandowski referiu que, em agosto de 1964, o STF concedeu um habeas corpus (HC 40910) para trancar ação penal contra um professor de Introdução à Economia da Universidade Católica de Pernambuco acusado de ter distribuído aos alunos um “papelucho” criticando a situação política do país no início da ditadura militar.

O decano da Corte, Celso de Mello, salientou que a universidade é, por excelência, o espaço do debate, da persuasão racional, da veiculação de ideias, o que torna intolerável a censura em suas dependências. “Todos sabemos que não há pessoas nem sociedades livres sem liberdade de expressão, de comunicação, de informação, mostrando-se inaceitável qualquer deliberação estatal, seja ela executiva, legislativa ou judicial, cuja execução importe em controle do pensamento crítico, com o consequente comprometimento da ordem democrática”.

O presidente do STF, Dias Toffoli, também acompanhou o voto da relatora e destacou os precedentes do Supremo citados por ela quanto à garantia da liberdade de expressão. A sessão durou mais de cinco horas e tratou exclusivamente do tema.

O caso de 1964 citado por Lewandowski
Foi muito feliz a memória do ministro Lesandowski sobre o habeas corpus concedido pelo ministro Hahnemann Guimarães, dia 13 de agosto de 1964, logo depois do golpe civil-militar de abril, em favor do professor Sérgio Cidade de Rezende. Na sentença, o juiz narra que Sérgio havia distribuído a 26 alunos, no dia 26 de junho, “um manifesto contrário à situação vigente, sem nenhum incitamento à prática de processos violentos para a subversão da ordem política ou social, ou à desobediência coletiva ao cumprimento de lei de ordem pública”.

No material distribuído, o professor Rezende acentua que ao estudante “cabe uma parcela de responsabilidade, uma parcela de decisão dos destinos da sociedade e para isto têm de optar entre ‘gorilizar-se’ (os generais golpistas na América Latina eram chamados de gorilas) ou permanecerem seres humanos”. A estes cabe a honra de defender a democracia e a liberdade”. O texto terminava com a conclamação “Viva o Partido Comunista”. O habeas corpus foi concedido por unanimidade. Dois dos ministros votantes, Evandro Lins e Silva e Victor Nunes Leal, foram posteriormente cassados pela ditadura.

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Quem é Caroline Campagnolo, deputada que quer a denúncia de professores ‘doutrinadores’?

O que diriam sobre este fato os defensores da Lei da Mordaça, como a deputada catarinense e o presidente recém-eleito? A Contee ajuizou no STF a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5537 contra a Lei 7.800/2016, de Alagoas. Conhecida como “Lei da escola livre”, na verdade Lei da Mordaça, a norma cria no âmbito da educação estadual um programa que propõe um sistema de “neutralidade política, ideológica e religiosa”. O relator, ministro Barroso, considerou plausíveis os argumentos de nossa entidade de que a norma possui vícios formais e materiais. A lei proíbe, por exemplo, que os professores estimulem os alunos a participar de manifestações, atos públicos ou passeatas.O julgamento está agendado para o próximo dia 28.

Gilson Reis é coordenador-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino — Contee
Carta Educação - 2018-11-12 / 17:51:39 - ID: 39

Brasil conquista quatro ouros e uma prata em olimpíada latino-americana de astronomia



∇Jovens estudantes que representavam o Brasil ganharam quatro medalhas de ouro e uma de prata na 10ª Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), realizada entre 10 e 20 de outubro, em Ayolas, no Paraguai.

As medalhas de ouro foram conquistadas pelos estudantes: Caio Nascimento Balreira, Katarine Emanuela Klitzke, Vinícius Rodrigues de Freitas, e Luã de Souza Santos. A medalha de prata ficou com Gabriel Gandra. No quadro geral de medalhas, a delegação brasileira ficou em primeiro lugar.

Com este resultado nas 10 olimpíadas, o Brasil conquistou ao todo 30 medalhas de ouro, 16 de prata e 4 de bronze, se tornando o maior medalhista da história da competição.

A olimpíada latino-americana é a única modalidade internacional a realizar provas em que alunos de diferentes países são avaliados também em grupos multinacionais. Além disso, é a única olimpíada que obriga que os grupos sejam de ambos os gêneros. Em 2019, a OLAA será no México.

Desafios da competição
As provas da olimpíada foram divididas em parte teórica, que mescla as delegações, prática e de reconhecimento do céu, que envolve o manuseio de um telescópio. Em uma das provas, os estudantes tem que construir foguetes de garrafas PET impulsionados a água pressurizada, o foguete que voar mais longe ganha.

Delegação brasileira
Os jovens brasileiros foram selecionados dentre mais de 700 mil alunos do ensino fundamental e médio que participaram da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astrofísica (OBA).

Para competir, é preciso obrigatoriamente ter uma boa pontuação na OBA para, em seguida, participar de provas seletivas online. Depois, se classificado, o estudante faz um exame presencial.

Aqueles que forem escolhidos passam por treinamentos com astrônomos e especialistas, na cidade de Vinhedo, no interior de São Paulo, junto ao Observatório Astronômico Abraão de Morais, da USP. Eles aprenderem a usar telescópios e também a construir e lançar foguetes de garrafas PET.

G1 - 2018-10-24 / 10:56:30 - ID: 38

As lições da Estônia, país que revolucionou escola pública e virou líder europeu em educação



∇Na última edição do Pisa (sigla em inglês para Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), avaliação trienal realizada pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a Estônia apareceu em terceiro lugar, atrás apenas de Cingapura e Japão.

Está, portanto, no pequeno país banhado pelo mar Báltico a melhor educação da Europa - ou, indo além, a melhor educação do Ocidente.

Entre os 70 participantes da avaliação, o Brasil ficou em 63º lugar.

"O sucesso da educação na Estônia se baseia em três pilares", afirmou à BBC News Brasil a ministra da Educação e Pesquisa do país, Mailis Reps. "A educação é valorizada pela sociedade, o acesso é universal e gratuito e há ampla autonomia (de professores e escolas)."

"Os estonianos realmente acreditam que a educação abre uma ampla gama de possibilidades", ressalta a ministra.

Na Estônia, a educação é gratuita e inclusiva em todos os níveis, explica Reps, o que significa que todos têm igual possibilidade de inserção. "Também oferecemos acesso igual a vários serviços de apoio baseados nas necessidade, como refeições gratuitas na escola, fornecimento de materiais didáticos, serviços de aconselhamento, além de subsídios em transporte e, a partir do ensino secundário, acomodação."

Amor pelas letras e investimento pesado
Durante séculos, o povo estoniano teve suas terras dominadas por outros povos, principalmente suecos e russos. O país foi criado como Estado autônomo apenas em 1917.

De 1940 a 1991, se tornou um estado membro da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

Tal e qual hoje, portanto, a Estônia é um jovem país de apenas 27 anos. Mas, desde muito tempo atrás, uma coisa não mudou: o apreço do povo estoniano pela cultura letrada.

Tanto é que, de acordo com registros históricos, há 150 anos o índice de alfabetização da população já era de 94%. "Sempre fomos famintos pelo aprendizado", define Reps.


Com o país moderno e independente, a decisão governamental passou a ser priorizar os investimentos em Educação. Atualmente, o Estado investe 6% do PIB (Produto Interno Bruto) no ensino. Em termos percentuais, é o mesmo que o Brasil. Mas na hora de esmiuçar os dados, considerando PIB per capita e número de alunos na rede, notam-se discrepâncias.

No Brasil, o PIB per capita é de R$ 31 mil, de acordo com dados da OCDE referentes ao ano de 2017. Na Estônia, é o equivalente a R$ 110 mil. Enquanto o governo brasileiro investe, no ensino básico, R$ 6,6 mil por aluno ao ano, o governo estoniano aplica o equivalente e R$ 28 mil.

Se comparado com o Brasil o valor é alto, comparado com os outros países europeus, não chega a impressionar. A média da União Europeia, bloco que conta com a Estônia desde 2004, é de cerca de R$ 41 mil por aluno ao ano.

Professores valorizados e acordo social em prol da Educação
Talvez a resposta para a eficiência estoniana, portanto, esteja em um misto de bons investimentos e eficiência no uso desse montante. "Nós nos esforçamos para a excelência na educação, porque acreditamos que cada pessoa deve ter a chance de desenvolver e usar seu maior potencial", diz a ministra.

"A educação sempre foi uma prioridade para investimentos, quando se trata de salários de professores, rede de escolas ou infraestrutura digital", ressalta Reps. "O aumento salarial dos professores estonianos também se destaca no nível internacional.

Os salários dos professores aumentaram na maioria dos países da OCDE nos últimos 10 anos, mas os indicadores da Estônia são realmente impressionantes quando comparados a outros."

Na Estônia, a categoria teve um incremento de renda de 80% na última década. Hoje, o salário-base dos docentes é de 1.150 euros. "No ano que vem, será de 1.250 euros o piso da categoria. Na média, será de 1.500 euros", afirma a ministra.

"Acreditamos que deve haver um acordo social e político para que a Educação de um país seja valorizada. Considerando o padrão geral de vida, a educação é uma área em que uma porcentagem considerável do orçamento é investida", completa.

"A chave está no acordo com a sociedade. Todos devem entender a necessidade da educação - só assim é possível obter resultados."

Autonomia e liberdade em sala de aula
As diretrizes do ensino estão no currículo nacional. Mas como aplicá-las fica, em grande parte, a critério de cada escola. Isso significa que as metodologias e até mesmo os ambientes de sala de aula podem ser definidos de acordo com o plano dos professores. "O currículo determina os resultados gerais. A maneira de alcançá-los é escolhida pelos professores", diz a ministra. O currículo é constantemente atualizado.


"Na Estônia, as escolas e os professores desfrutam de um elevado grau de autonomia na tomada de decisões em todos os aspectos da aprendizagem e do ensino", completa.

Essa descentralização se tornou regra após a dissolução da União Soviética. Foi quando o governo decidiu dar liberdade às escolas, exigindo delas, por outro lado, a responsabilidade quanto às diretrizes.

De forma geral, as matérias são ensinadas de forma integrada, ou seja, sem a divisão clássica entre as disciplinas. As competências mais valorizadas são "aprender a aprender", ética, empreendedorismo e educação digital. Todos os professores devem ter mestrado em suas áreas de atuação.

Durante o período escolar, os alunos precisam aprender língua e literatura estonianas, primeira e segunda línguas estrangeiras, matemática, biologia, geografia, física, química, humanidades, história, civismo, música, arte, artesanato, tecnologia e educação física.

Mas também são comuns aulas de história das religiões, design e economia.

No contra-turno, período do dia em que os alunos não têm aulas, todas as escolas oferecem aulas de esporte, música, artes e oficinas de tecnologias.

É quando também os problemas individuais dos alunos com baixo desempenho são solucionados. No sistema educacional estoniano, bons e maus alunos não são separados em classes diferentes. Mas aqueles com mais dificuldade recebem ajuda, fora do horário das aulas, de professores particulares, psicólogos e psicopedagogos, conforme a necessidade.

"Existem competências gerais que todo aluno deve desenvolver: cultura e valores; habilidades sociais e de cidadania; autodeterminação, autoaprendizagem, interação e comunicação; matemática, ciências naturais, tecnologia; empreendedorismo e competências digitais", enumera.

Os resultados estão não apenas na boa colocação no Pisa, de modo geral, mas também quando se analisa os índices de alunos no nível mais baixo de aprendizagem. Apenas 8% dos jovens estonianos de 15 anos - idade dos avaliados pelo Pisa - estão no nível mais baixo de aprendizagem.

Isso significa que eles têm dificuldade para relacionar entre si partes diferentes de um mesmo texto, por exemplo. A média dentre os países da União Europeia para a mesma questão é de 15%. No Brasil, são 30% os que apresentam tal dificuldade.

"Claro que ficamos orgulhosos de nossas conquistas, de nossa avaliação no Pisa", comenta Reps. "Mas o objetivo é a educação - e não a pontuação em testes".

A contratação dos professores não é mediante concursos públicos como os que existem no Brasil.

Lá, os candidatos a diretores de escolas são entrevistados por um conselho formado por pais, professores e representantes do governo municipal. A ideia é analisar suas habilidades de educação e de gestão. Na hora de contratar um professor, a responsabilidade pela sabatina cabe ao diretor da escola.

Serve para o Brasil?
Replicar um modelo de um país para o outro, na opinião da ministra estoniana, não é algo tão factível, uma receita mágica que poderia resolver os déficits educacionais. "Cada país é diferente e não existe uma receita ou um modelo secreto que possa ser usado apenas copiando tudo", acredita ela.

As ressalvas são óbvias: discrepâncias de tamanho populacional, problemas históricos ainda não resolvidos ou mesmo diferenças culturais. "O modelo da Estônia foi formulado considerando um pequeno país. Circunstâncias brasileiras são completamente diferentes", afirma Reps.

Por outro lado, ela reconhece que parcerias entre nações são importantes. No caso da Estônia, com a igualmente bem-sucedida Finlândia, atual quinta colocada no ranking Pisa. "A Finlândia é nosso principal parceiro quando tratamos de melhores práticas educacionais. Há sempre algo a aprender com os vizinhos", ressalta.

"Quanto à formulação de políticas públicas no campo da educação, estamos sempre abertos a mudanças e a inovação. Mas, ao mesmo tempo, valorizamos e preservamos abordagens tradicionais que têm funcionado bem", diz a ministra.

"O futuro certamente seguirá nos trazendo novos desafios, principalmente com o desenvolvimento de novas tecnologias. Acreditamos que precisamos aprender uns com os outros e enfrentar os desafios juntos."
G1 - 2018-10-16 / 20:08:23 - ID: 37

O que 10 presidenciáveis propõem para a educação



∇Prioridade. Esta é a palavra mais associada à educação, sobretudo, em tempos de campanhas eleitorais. Nos programas das candidaturas à presidência do País, várias são as promessas de compromisso com a agenda e com a melhoria dos índices educacionais.

Fruto de ampla disputa política, as propostas de educação passam longe de ser consenso. Por isso, esclarecer o que consta nos programas e analisar sua viabilidade é fundamental para qualificar o debate público e dar consistência à disputa eleitoral.

“Está em jogo no campo da educação a manutenção de uma educação pública e gratuita para todos e todas com os necessários investimentos para a ampliação da qualidade, com propostas pedagógicas condizentes com a demanda dos tempos em que vivemos. O eleitor precisa ter em vista que, para alcançar bons níveis de educação, não basta fazer grandes promessas, é preciso que se estruture uma política de longo prazo, que garanta as condições para um avanço consistente”, afirma Roberto Catelli, coordenador executivo da Ação Educativa.

No esforço de ajudar o eleitorado nessa difícil escolha, Carta Educação, Ação Educativa e De Olho nos Planos lançam o especial #EducaçãoNasEleições2018: uma cobertura especializada sobre os principais desafios para a garantia de uma educação pública, laica e de qualidade.

Listamos as propostas de educação das 10 candidaturas com maior intenção de voto e reunimos especialistas para comentar cada uma delas. Clique no nome de cada candidato para ler.

CIRO GOMES (PDT)
Obter no Ensino Fundamental do Brasil os mesmos resultados alcançados no Ceará, que com 77 das 100 escolas melhores colocadas no Ideb do Ensino Fundamental, tornou-se referência nacional;
Ampliar o Investimento em escolas em tempo integral;
Criar bolsa Ensino Médio, prevendo pagamento de remuneração mensal aos estudantes da rede pública que apresentarem frequência mínima à escola e ganhos crescentes no desempenho escolar;
Criar mecanismos de premiação nas escolas que conseguirem reduzir a evasão de estudantes e melhorar o desempenho em exames nacionais;
Instituir novo Fundeb, que deve prever que a União repasse de 10% adicionais discricionários de acordo com a adesão do município/estado aos resultados alcançados;
Eliminar o uso de material de ensino e educação estereotipados, que reforçam o papel da mulher como menos apta ao mundo da produção ao mais aptas à esfera doméstica;
Incluir o combate a toda forma de preconceito, seja ele por raça, etnia, sexo, orientação sexual e/ou identidade de gênero no Plano Nacional de Educação;
Garantir a implementação da 11.645/08, que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana;
Eliminar o analfabetismo escolar.
Revogar a Emenda Constitucional 95, que coloca um teto aos gastos sociais;

GERALDO ALCKMIN (PSDB)
Crescer 50 pontos em 8 anos no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA);
Garantir que todas as crianças estejam plenamente alfabetizadas até 2027;
Priorizar primeira infância, integrando saúde, assistência e educação;
Investimento na formação e qualificação docente.

GUILHERME BOULOS (PSOL)
Revogar a Emenda Constitucional 95 (EC95), a Reforma do Ensino Médio e a Base Nacional Comum Curricular;
Garantir o cumprimento do PNE;
Retomar o funcionamento do Fórum Nacional de Educação e discutir sua composição de forma democrática;
Retomar a realização da Conferência Nacional de Educação (CONAE);
Reformular o Conselho Nacional de Educação, incorporando a antiga reivindicação de que seja um órgão deliberativo e representativo;
Regulamentar e implementar o SNE
Responsabilizar o Ministério da Educação (MEC) pela estruturação dos conteúdos em matérias não especificamente técnicas militares, na educação de militares, em todos os níveis;
Regulamentar o Custo-Aluno-Qualidade-Inicial (QAQi) e incluí-lo no Fundeb como valor mínimo;
Garantir uma política de expansão de vagas com recursos adicionais para investimento no fundo;
Aplicar e ampliar as políticas de cotas raciais e de permanência nas universidades;
Implementar as leis 10.639/03 e 11.645/08, que obrigam o ensino da história e da cultura afro-brasileira e indígena na rede pública e particular de ensino, capacitando os professores para dar aulas sobre o tema e criando mecanismos de controle e responsabilização de instituições e profissionais que descumprem a lei;
Desenvolver política nacional para prevenir a discriminação e o preconceito contra as pessoas trans na infância e na adolescência, com ênfase na educação formal;
Produzir material didático com perspectiva de diversidade de gênero e sexualidade para uso na formação de educadores, educadoras e estudantes;
Fazer auditoria em programas federais que repassam recursos públicos para o setor privado, fazendo transição dos estudantes do PROUNI e FIES para a oferta pública;
Encaminhar ao Congresso normas de regulação do exercício privado de oferta educacional;
Propor moratória de 1 ano para dívidas estudantes do FIES e fazer programa de refinanciamento das dívidas em discussão com estudantes;
Garantir a pluralidade das ideias e a liberdade docente como determinado pela CF, adotando medidas para fortalecer a escola como espaço de promoção de valores democráticos, cidadãos e antidiscriminatórios;
Estabelecer políticas que assegurem a interculturalidade assegurando espaços educacionais auto organizados pelos povos indígena, quilombola e demais grupos sociais;
Rediscutir o aprimoramento e a democratização dos processos de avaliação em larga escala e seus indicadores (como IDEB), valorizando a avaliação diagnóstica, processual e formativa;
Auxiliar municípios e estados com maior dificuldade financeira a cumprir o piso nacional do magistério;
Alcançar um valor de piso nacional compatível com o salário mínimo necessário do DIEESE, o que significaria um reajuste superior a 50% no atual valor.

HENRIQUE MEIRELLES (MDB)
Dar condições materiais às famílias, treinamento e condições de trabalho aos professores;
Afastar qualquer possibilidade de ideologização do ensino;
Criar o Pró-Criança, oferecendo, nos moldes do Prouni, a todas as famílias atendidas pelo Bolsa Família o direito de optar por colocar seus filhos em creches particulares.

JAIR BOLSONARO (PSL)
Replicar a estratégia educacional do Japão, Taiwan e Coréia do Sul;
Expurgar a ideologia de Paulo Freire;
Ampliar a oferta de matemática, ciências e português sem doutrinação e sexualização precoce;
Impedir a aprovação automática;
Combater a forte doutrinação;
Valorizar a Educação à Distância como alternativa para as áreas rurais;
Estimular o empreendedorismo, incentivando parcerias entre pesquisadores de cientistas das universidades com empresas privadas;
Alcançar metas educacionais sem prever a utilização de novos recursos.

JOÃO AMOÊDO (NOVO)
Subir 50 posições no ranking do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA);
Universalizar o acesso das crianças às creches;
Priorizar a educação básica na alocação de recursos federais;
Ter gestão profissional na direção de todas as escolas do país;
Promover programa de bolsas em escolas particulares para estudantes do ensino público;
Criar consórcios intermunicipais para a boa gestão da educação nas cidades menores;
Valorizar, na distribuição de recursos do FUNDEB, as escolas que melhorarem o aprendizado dos alunos;
Ter Base Curricular de formação de professores direcionada à metodologia e à prática de ensino, não a fundamentos teóricos;
Ampliar o Ensino Médio Técnico para atrair e melhor formar os jovens para o mercado de trabalho.

JOSÉ MARIA EYMAEL (PSDC)
Assegurar que o ensino fundamental tenha as funções de capacitar os alunos para Aprender a Conhecer, Aprender a Fazer, Aprender a Ser e Aprender a Conviver, como definido nos Pilares da ONU para a Educação;
Promover uma educação qualificada abrangendo todas as crianças e jovens portadores de necessidades especiais: mentais, motoras, auditivas e visuais;
Propiciar o acesso em todo país ao uso de equipamentos de informática, internet e banda larga;
Ampliar a oferta de cursos técnicos e profissionalizantes;
Promover o ensino integral no Ensino Fundamental;
Ampliar as vagas nos cursos superiores das Unidades Federais, sobretudo em período noturno;
Introduzir, no ensino fundamental, a disciplina Educação Moral e Cívica;
Valorizar as carreiras em educação no Serviço Público Federal, atraindo talentos para o setor;
Dar pleno incentivo à municipalização do Ensino Fundamental.

LULA/HADDAD (PT)
Institucionalizar o Sistema Nacional de Educação, responsável pela regulamentação do regime de colaboração entre os entes federados e sistemas de ensino para a efetivação das diretrizes, metas e estratégias do Plano Nacional de Educação (PNE);
Revogar a Reforma do Ensino Médio e promover novo marco legal em diálogo com a comunidade educacional;
Cumprir a Meta 20 do Plano Nacional de Educação (PNE), que trata de financiamento, revogando a Emenda Constitucional 95 (EC95), investindo progressivamente 10% do PIB em educação e implementando o Custo-Aluno-Qualidade (QAQ);
Institucionalizar um novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), de caráter permanente com aumento de complementação da União;
Retomar os recursos dos royalties do petróleo e do Fundo Social do Pré-Sal;
Criar convênio entre Estados e o Distrito Federal para que o governo federal se responsabilize por escolas de Ensino Médio com altos índices de violência e baixo rendimento no IDEB;
Instituir o programa Escola com Ciência e Cultura como contraponto ao Escola Sem Partido, transformando as unidades educacionais em espaços de paz, reflexão e investigação científica;
Retomar a centralidade da Educação de Jovens e Adultos, promovendo ações de redução do analfabetismo, ampliando vagas e retomando políticas de assistência que permitam a conclusão dos estudos;
Criar nacionalmente o programa Transcidadania, garantindo bolsas para pessoas travestis e transexuais concluírem a Educação Básica articulada com a Educação Profissional;
Massificar as políticas de educação e cultura em direitos humanos a partir de uma perspectiva não sexista, não racista e não LGBTIfóbica;
Retomar os investimentos na Educação do Campo, Indígena e Quilombola, com formação de professoras(es), construção e reforma de escolas, transporte e alimentação escolar;
Implementar a Prova Nacional para Ingresso na Carreira Docente, que subsidiará a contratação de docentes para a Educação Básica;
Direcionar 70% dos recursos destinados à gratuidade, oriundos das contribuições sociais arrecadadas pela União para a manutenção do SESI, SENAI, SESC, SENAC e SENAR, à ampliação da oferta de Ensino Médio de qualidade;
Fortalecer o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), oferecendo experiência docente nas escolas públicas aos estudantes universitários de pedagogia e licenciatura, com ênfase no reforço ao processo de alfabetização das crianças;
Garantir o Piso Salarial Nacional;
Reforçar e renovar a Universidade Aberta do Brasil (UAB);
Retomar o projeto Universidade em Rede dos Professores, assegurando o acesso direto dos professores e professoras concursadas nas vagas disponíveis e ociosas na rede de Universidades e Institutos Federais de Educação Superior;
Desenvolver políticas de formação de professores para educação no campo, indígena e quilombola.

MARINA SILVA (REDE SUSTENTABILIDADE)
Instituir Política Nacional Integrada para a Primeira Infância (lei 13.257/16);
Apoiar técnica e financeiramente estados e municípios na implementação da BNCC de Educação Infantil e Ensino Fundamental;
Implementar o Plano Nacional de Educação (PNE);
Regulamentar Sistema Nacional de Educação (SNE);
Enfrentar o analfabetismo de jovens e adultos;
Enfrentar evasão do Pronatec;
Criar políticas de prevenção e combate a todas as formas de bullying, violência e discriminação.
Carta Educação - 2018-09-12 / 10:26:21 - ID: 36

STF adia julgamento sobre possibilidade de ensino domiciliar



∇O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou julgamento, inicialmente marcado para esta quinta-feira (30), que decidiria sobre a possibilidade de pais educarem os filhos em casa.

Responsável pela pauta, a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, ainda não divulgou nova data para a decisão sobre a educação domiciliar, prática também conhecida internacionalmente como “homeschooling”.

Uma definição sobre a constitucionalidade da chamada “educação domiciliar”, que dispensa a frequência regular na escola, é esperada pelo menos desde 2012, quando uma ação sobre o tema chegou ao STF.

O caso não chegou a ser chamado para análise nesta quinta porque outros casos foram julgados antes e não houve tempo hábil para iniciar o julgamento. A Corte consumiu a sessão para encerrar o julgamento que liberou a terceirização de atividades-fim e decidir sobre recurso contra a condenação da deputada Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO).

Polêmica
A ação a ser julgada no STF surgiu em 2012, quando uma estudante de Canela (RS), à época com 11 anos, pediu ao juiz da cidade, com apoio dos pais, o direito de ser educada em casa.

O pedido foi negado e a decisão foi mantida pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), sob o argumento de que a frequência era necessária para socializar a criança.

A possibilidade de ensino domiciliar é polêmica e opõe pais de alunos e órgãos públicos.

Os pais da estudante de Canela e outros responsáveis querem mudar esse entendimento junto ao STF, sob o argumento de que atualmente a escola traz prejuízo às crianças.

Eles alegam má qualidade do ensino e dizem que nas escolas há, por exemplo, contato com drogas e violência.

A Constituição trata a educação como um “direito de todos e dever do Estado e da família”, a ser “promovida e incentivada com a colaboração da sociedade”. O objetivo é o “pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.
G1 - 2018-09-05 / 22:58:19 - ID: 35

Professores da educação básica podem perder programas de formação, alerta Capes



∇Os professores da rede pública da educação básica podem perder acesso a programas de formação inicial oferecidos pelo governo federal via Capes, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Em ofício encaminhado ao Ministério da Educação, a Capes coloca em xeque a continuidade do Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) e do Programa de Residência Pedagógica, uma modernização do Pibid, lançada no ano passado.

A suspensão dos programas é um dos “graves impactos” anunciado pela Capes, caso a agência sofra uma redução orçamentária para 2019 que, segundo o presidente Abilio Baeta Neves, autor do ofício, representa um corte significativo em relação ao orçamento de 2018 e fixa um patamar muito inferior ao estabelecido pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada em julho pelo Congresso Nacional e que segue para sanção presidencial em agosto. O corte levaria à interrupção dos pagamentos de 105 mil bolsistas a partir de agosto de 2019.

O Parfor é uma iniciativa que visa induzir e fomentar a oferta de educação superior gratuita para profissionais do magistério que estejam no exercício da docência na rede pública de educação básica e que não possuem a formação específica na área em que atuam em sala de aula. Já o Pibid oferece bolsas de iniciação à docência aos alunos de cursos presenciais que se dediquem ao estágio nas escolas públicas e que, quando graduados, se comprometam com o exercício do magistério na rede pública.

Para a diretora da Fundação SM, Pilar Lacerda, o risco de descontinuidade dos programas revela o adiamento do País com o compromisso da qualidade da educação, que passa por formar bem os professores. Nesse sentido, a especialista entende que Pibid e Parfor se conectavam, favorecendo a existência de uma rede entre universidade e escola pública.

“Além da qualidade de formação, no caso do Pibid, os professores perdem a chance de conhecer a realidade da escola e de refletirem sobre suas práticas. O Parfor, por sua vez, possibilitou identificar a demanda dos municípios por formação e daí veio o surgimento dos pólos da Universidade Aberta do Brasil (UAB), com a oferta de cursos e programas de educação superior a distância [o funcionamento da UAB também está ameaçado segundo ofício da Capes].

Corrobora com o opinião, o coordenador licenciado da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, que entende que o caminho seria de expandir os programas, que deveriam englobar mais unidades de ensino superior, um número maior de estudantes e uma interlocução mais sólida com as secretarias estaduais e municipais de educação. “Eles são boas alternativa à péssima qualidade da formação de professores no Brasil, especialmente devido à baixíssima qualidade dos estabelecimentos privados. Seriam um ponto de equilíbrio e superação do gargalo formativo dos professores”, avalia.

Investir na formação de professores, segundo Cara, é estrutural para a educação. “Falo isso não só da perspectiva do trabalho em sala de aula, por tornar os professores mais bem preparados para realizar o trabalho de ensino com garantia de aprendizagem, mas também por organizá-los para que reivindiquem melhores condições de trabalho”, atesta.

O cenário de suspensão dos programas também se projetaria fortemente sobre os Estados e municípios que, como lembra Daniel Cara, já vivem uma realidade de asfixiamento diante as demandas educacionais. “É uma questão de recurso humano. Trabalhar com um profissional não bem preparado dá trabalho. Claro que dá para resolver o problema, a questão é o quanto isso demora e quantos estudantes terão passado pelas escolas sem ter tido educação de qualidade. Considerando que o Brasil envelhece rapidamente, o risco é nos tornarmos um país de adultos e idosos sem escolarização e educação de qualidade”.

Impactos na pós-graduação
A Capes também fala sobre a possível suspensão do pagamento de todos os bolsistas de mestrado, doutorado e pós-doutorado a partir de agosto de 2019. A medida impactaria mais de 93 mil discentes e pesquisadores, interrompendo os programas de fomento à pós-graduação no país, tanto os institucionais (de ação continuada), quanto os estratégicos (editais de indução e acordos de parceria com os estados e outros órgãos governamentais).

Para Pilar Lacerda o risco é ainda maior diante o interesse de setores mais conservadores de acabar com a pós-graduação gratuita. O pré-candidato à presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, declarou em entrevista à Globo News na última quinta-feira 2 que estudará o fim do ensino superior gratuito. O plano seria iniciar a cobrança pelos cursos de pós-graduação.

“Isso pode fazer com que a pesquisa fique cada vez mais na mão da elite e se tenha produções em prol dos interesses empresariais. Se as empresas financiarão os mestrados, doutorados e pesquisas, vão direcioná-los para o que querem saber. Não há compromisso com a melhora do País, só com a elite branca, proprietária de terras. E os impactos aparecem na ponta mais fraca, temos aumento de mortalidade infantil, maior número de crianças fora da escola, mais pessoas em situação de rua, mais violência”, avalia Lacerda.

Outro ponto levado em consideração por Daniel Cara é que os possíveis cortes de bolsas provocarão grave diminuição no número de jovens na pós-graduação. “Além de diminuirmos sua possibilidade formativa, vamos diminuir a sua qualidade como profissional e o seu rendimento médio”, avalia, apontando também impactos de ordem econômica para o País.

“No Brasil, a renda média do trabalhador depende da escolaridade e a redução do acesso a pós graduação vai diminuir o salário médio dos brasileiros. Claro que são poucos profissionais, deveríamos ter muito mais, mas são as pessoas que tendem a ter uma media salarial alta e movimentam a economia também”.

Encaminhamentos
A repercussão negativa diante as possibilidades de corte fez com que os ministérios do Planejamento e da Educação anunciassem uma reunião na sexta-feira 3 para discutir o orçamento da pasta para o ano que vem. A Capes precisa de 300 milhões para não cortar todas as bolsas de pós-graduação.

Segundo a análise de Daniel Cara, o valor representa 0,08% do orçamento da União e pode ser resolvido via Congresso Nacional. “A questão é o governo pensar a tecnologia e a inovação como prioridade”, finaliza.
Carta Educação - 2018-08-07 / 10:22:26 - ID: 34

Corte de bolsas da Capes afetará vacinas, energia, agricultura e até economia, diz presidente da SBP



∇A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), uma das principais entidades que fomenta pesquisas em nível de pós-graduação no Brasil, corre o risco de sofrer um corte de pelo menos R$ 580 milhões no orçamento de 2019.

O Conselho Superior da Capes publicou uma nota na quinta-feira alertando sobre o risco de paralisação nas atividades e pedindo ao governo federal que impeça a redução nas verbas. O conselho afirma que a diminuição no orçamento vai causar descontinuação de 200 mil bolsas de pesquisa científica, interromper projetos de formação e programas de cooperação internacional, prejudicando a imagem do Brasil no exterior.

Segundo a entidade, o corte é consequência da proposta orçamentária do governo de Michel Temer (MDB) para o ano que vem.

Muito compartilhado nas redes sociais ontem, o documento da Capes é assinado pelo presidente da entidade, Abilio Baeta Neves.

Para o presidente da SBPC (Sociedade Brasileira de Progresso da Ciência), Ildeu Moreira, isso demonstra a gravidade do problema. "A situação está tão crítica que as próprias pessoas que têm cargo importante no governo estão colocando a sua opinião, que pode até implicar em riscos de sobrevivência nos seus cargos. É uma atitude corajosa", disse ele em entrevista à BBC News Brasil.

Moreira também afirma que os cortes causarão danos irrecuperáveis tanto à ciência quanto ao desenvolvimento do país. Segundo ele, a interrupção de projetos causa perda dos recursos investidos, gera fuga de cérebros e escassez de cientistas qualificados, com impactos de longo prazo para diversos setores, da saúde à economia.

Professor e pesquisador do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Moreira trabalha nas áreas de física teórica e história da ciência. Realizou estágios de pesquisa na École Polytechnique e na Universidade de Paris VII, ambas na França.

Moreira é presidente da SBPC desde o ano passado. A entidade, criada em 1948, dedica-se à defesa do avanço científico, tecnológico e do desenvolvimento educacional e cultural do país. É uma das principais organizações científicas independentes do país, agregando 127 sociedades de diversas áreas do conhecimento.

O físico argumenta que os cortes são uma decisão política, não resultado da falta de dinheiro. "Estamos sendo escolhidos para sermos cortados. É uma questão de outros interesses que prevalecem em detrimento do desenvolvimento do país", afirma.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

BBC News Brasil - Qual o impacto dos cortes da Capes para a ciência brasileira?

Ildeu Moreira - É extremamente grave. Porque a maior parte da produção científica brasileira é produzida na pós-graduação. Isso é uma coisa essencial da ciência. A nossa produção cresceu muito por causa da Capes, que foi criada na década de 1950. Se há uma descontinuidade de recursos para bolsas, se esses cortes que estão programados se concretizam, é algo catastrófico.

As pesquisas em andamento são totalmente perdidas? Há chance de esses projetos serem retomados quando a situação fiscal do país melhorar?

Moreira - Acontece uma desarticulação geral. A ciência descontinuada é muito difícil recuperar. Se você desmonta grupos de pesquisa, aquela experiência vai embora. Depois, você tem que começar do zero, falta gente formada, você tem laboratórios sucateados. Gastam-se anos, gasta muito mais recursos. Na prática, significa que uma parcela muito significativa dos recursos que o Brasil investiu nos últimos anos vai se perder. Estamos em um momento em que nosso corpo técnico está muito envelhecido, não tem mais renovação. Se você desmonta a formação, que é essencial para a renovação de quadros, aí acaba mesmo.

Qual o impacto disso na fuga de talentos brasileiros para o exterior?

Moreira - É muito grande. As pessoas querem sobreviver, vão buscar oportunidades em outros países. Se o país não acolhe, eles vão procurar quem oferece condições. E muitos vão para outras profissões também, desistem de trabalhar com pesquisa, com ciência e tecnologia. Eu estava esses dias na entrega do prêmio da Olimpíada de Matemática e você vários jovens empolgados. Mas se não tiver bolsa, se a ciência estiver desmontada, você desestimula esses jovens de ir para a carreira científica.

O governo tem justificado cortes na ciência como falta de recursos. Se faltam recursos, o que poderia ser sido feito? Que outros setores poderiam ter sido cortados para que a ciência fosse mantida?

Moreira - Essa história de não ter dinheiro é muito relativa. Nós estamos falando aqui de 0,25% do orçamento, que é o recurso todo para ciência, tecnologia e inovação. Tem também uma parte do MEC (Ministério da Educação), que pega a Capes, mas se você comparar o total com outros setores, o investimento em ciência no Brasil é diminuto. Compare com o recurso que vai para as bolsas de auxílio-moradia para juízes e promotores que já têm casa. E o dinheiro que pagamos de juros da dívida pública.

Enquanto nos países da Europa o que vai para ciência e tecnologia é 3% do PIB, no Brasil não chega a 1%. Em outros países, quando há crise, na China, por exemplo, aumentaram os recursos para ciência e tecnologia. Os EUA de (Donald) Trump tentaram cortar no ano passado o orçamento para ciência e tecnologia e os dois partidos (Republicano e Democrata) foram contra e aumentaram. A Alemanha também. Eles estão aumentando, é a chance de você sair da crise.

O próprio governo diz que o PIB está aumentando. Devagar, mas está, 1%, 2%. Esse argumento de falta de recursos não se justifica. E o corte para a ciência está em 20%. É uma contradição. Estamos sendo escolhidos para sermos cortados. É uma questão de outros interesses que prevalecem em detrimento do desenvolvimento do país.

Muitas pessoas criticam as bolsas, veem a ciência como algo distante e acham que esse dinheiro deveria ser usado para outra coisa. Qual a consequência desse desmonte pro dia a dia das pessoas?

Moreira - Temos um impacto muito grande na economia, na saúde, em diversos setores que dependem da ciência para inovação. Afeta o desenvolvimento de vacinas, a produção de energia. A agricultura no Cerrado é algo que depende fortemente da ciência, que só foi possível graças à ciência. A gente vê que o recurso público investido em produção científica é algo que dá retorno. Temos aí Embraer e a Embrapa, exemplos de empresas baseadas fortemente em pesquisas.

O pré-sal, foi um corpo técnico de engenheiros, físicos e geólogos que descobriram e trabalharam nisso. Então, a formação de gente qualificada é essencial. Internacionalmente, a ciência é uma área em que existe uma competição muito séria, se você desmonta isso vai ter uma consequência muito sérias no futuro, até para a soberania nacional. Você vê que o Brasil tem um potencial imenso na Amazônia, que deveria estar sendo estudado cientificamente para, ao mesmo tempo, preservar a floresta e fazer uso dos recursos.

Falta um trabalho da academia de aproximação com a sociedade para explicar a importância da ciência?

Moreira - Falta, falta sim. É uma coisa histórica. Temos um país com uma desigualdade enorme. As pessoas que têm oportunidade, acesso à academia são muito poucas. Então, as universidades e os setores ligados à pesquisa no Brasil são muito elitizados. As mulheres não entravam, os negros não entravam, e até hoje há dificuldade nisso. A ciência no Brasil não se desenvolveu como na Europa, onde ela cresceu com o capitalismo. Temos um processo de desconstrução de uma certa parcela da elite nacional, que não vê o desenvolvimento nacional como importante. E uma falta de formação científica básica.

O setor privado poderia ser uma alternativa para suprir a falta de investimento do governo?

Moreira - A integração com o setor privado é importante, temos falado isso há muito tempo. O Brasil é um dos países onde a proporção de dinheiro privado para ciência é uma das mais baixas. Tem que mudar isso ao longo dos anos, é um processo de construção. Envolve trazer mais o empresariado, envolve ter política pública para isso, envolve educação, criação de uma cultura diferente. Outros países fizeram.

Mas isso não substitui o investimento público em ciência. O investimento de empresas pode ir para pesquisas de desenvolvimento de inovação tecnológica, por exemplo, mas o investimento privado não vai substituir o recurso público em ciência básica em nenhum país do mundo. Nem nos Estados Unidos, nem na Alemanha. É a produção de ciência básica que está sendo descontinuada aqui e é essencial para ter inovação depois.
G1 - 2018-08-06 / 11:19:37 - ID: 33

Instituto oferece curso gratuito para o Enem



∇O Instituto Politécnico de Ensino a Distância (iPed) disponibilizou gratuitamente o acesso completo à plataforma do curso preparatório para o Enem. Todos os alunos do ensino médio das escolas públicas estaduais de São Paulo podem usar o serviço. Para acessar a plataforma o aluno deve inserir nome e R.A. no site do instituto.

A plataforma do iPed reúne aulas sobre todos os temas abordados no exame e conta com 15 mil dúvidas respondidas por professores. O sistema também possui simulados com centenas de questões comentadas.

A iniciativa é parte do Projeto Evoluir, que procura oferecer toda tecnologia em aprendizagem para os alunos da rede pública.

O resultado individual do Enem pode ser usado para dar acesso ao ensino superior e ao financiamento estudantil. Qualquer pessoa pode fazer o exame.

Matrizes de Referência do Enem
Segundo as Matrizes de Referência, o conteúdo das provas é fundamentado em quatro áreas do conhecimento:

Linguagens, códigos e suas tecnologias – Língua Portuguesa, Literatura, Língua Estrangeira (Inglês ou Espanhol), Artes, Educação Física, e Tecnologias da Informação e Comunicação.
Matemática e suas tecnologias.
Ciências da Natureza e suas tecnologias – Química, Física e Biologia.
Ciências Humanas e suas tecnologias – Geografia, História, Filosofia e Sociologia.
Catraca Livre - 2018-05-29 / 22:36:49 - ID: 32

Enem 2018 vê número de candidatos isentos cair após aplicação de nova regra



∇edição 2018 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) recebeu 3,8 milhões de pedidos de isenção da taxa de inscrição. O prazo terminou às 23h59 deste domingo (15). Segundo balanço divulgadou na tarde desta segunda-feira (16) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 3.818.663 enviaram o pedido dentro do prazo.

Como o resultado de quem efetivamente vai poder se inscrever sem pagar a taxa de R$ 82 sai na próxima segunda (23), é possível que o número total de isentos neste ano seja menor.

Menos isentos em 2018
No Enem 2017, segundo dados do próprio Inep, 4.731.592 estudantes se inscreveram no exame com direito à isenção. Eles representaram 70% do total de inscritos confirmados, mas cerca de 40% deles faltou a pelo menos um dos dois dias de prova.

Nesse ano, o número de candidatos isentos já é pelo menos 19% menor que na edição anterior – o universo possível é de 3,8 milhões, mas, para garantir o direito, os estudantes terão que confirmar os dados.

Concluintes na rede pública
Além dos candidatos que têm direito à isenção garantido por lei, o Enem 2018 vai ter meio milhão de estudantes que cursam o terceiro ano do ensino médio em escola pública a menos com a isenção. Isso porque, até o ano passado, esse grupo tinha a isenção automática garantida no ato da inscrição, quando informaram o código da escola e o ano da matrícula.

Neste ano, porém, o Inep exigiu que eles também solicitassem a isenção antecipadamente, uma etapa que não existia em 2017.

Segundo o balanço do Inep divulgado nesta segunda, 971.924 candidatos na situação de concluintes do ensino médio em escola pública serão isentos. No ano passado, esse número foi de 1.486.448. A queda é de 34,6%.

Ausentes em 2017 podem perder isenção em 2018
O Inep informou ainda que 208.588 candidatos com direito à isenção por lei que tenham sido isentos em 2017, mas faltaram ao Enem, pediram a isenção neste ano. Porém, também segundo as novas regras do governo federal, eles só poderão fazer o Enem neste ano sem pagar a taxa se comprovassem que a ausência no ano passado foi justificada.

"Entretanto, apenas 8.486 apresentaram a documentação exigida e 200.102 declararam não possuir documentos que justificassem a ausência no exame", antecipou a autarquia.

Corte de gastos
A decisão de processar os pedidos de isenção antes das inscrições do Enem foi implementada neste ano, segundo o Inep, para "evitar desperdícios de recursos públicos". O órgão diz que, nas últimas cinco edições do Enem, acumulou um prejuízo de R$ 962 milhões e que a maior parte dos faltantes nas provas são candidatos que não pagaram a taxa.

Quem tem direito à isenção?
Estão isentos aqueles que:

estão cursando a última série do Ensino Médio, em 2018, em escola da rede pública declarada ao Censo Escolar;
fizeram todo o ensino médio em escola da rede pública ou como bolsistas integrais na rede privada, e têm renda, por pessoa, igual ou menor que um salário mínimo e meio (R$ 1.431);
estão em situação de vulnerabilidade socioeconômica por serem integrantes de família de baixa renda e que possuam Número de Identificação Social (NIS), único e válido, e renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 477) ou renda familiar mensal de até três salários mínimos (R$ 2.862);
fizeram o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2017 e atingiram nota mínima para certificação.
Calendário do Enem 2018
Veja as próximas datas da realização do exame:

23 de abril: resultados dos pedidos de isenção
23 a 29 de abril: intervalo para apresentar novos documentos, caso o pedido de isenção seja negado
7 a 18 de maio: inscrições do Enem (para todos os candidatos, isentos ou não)
4 e 11 de novembro: provas do Enem 2018.
Globo.com - 2018-04-17 / 18:02:17 - ID: 31

Jovem autista tem pai como colega de classe na faculdade em Guaratinguetá



∇ara dar apoio ao filho, o militar da reserva, Eduardo Cabral, decidiu entrar na faculdade. A intenção dele era ajudar o jovem, que relatava problemas de socialização na escola. Com isso, eles viraram colegas de classe, matriculados no 4º semestre do curso de gestão comercial da Fatec, em Guaratinguetá (SP).

Érick, de 22 anos, foi diagnosticado com autismo quando tinha apenas 7 anos. Em 2015, o jovem estudava gestão empresarial na mesma faculdade - no entanto, sem a companhia do pai. Ele estava no 2º semestre quando, segundo o pai, começou a apresentar desânimo por conta de problemas de relacionamento com colegas de sala. "Era muito difícil para mim", disse.

Depois de perceber essa dificuldade, Eduardo teve a ideia de estudar junto com ele para dar suporte ao filho "Ele queria desistir e eu não podia deixar isso acontecer", explicou o pai, que faz um curso superior pela primeira vez.

Em 2016, o pai prestou o vestibular. Após a aprovação e a transferência de Érick para o mesmo curso, eles começaram a estudar na mesma turma. "É uma experiência fantástica", falou Érick.

O pai contou que foi uma luta para a família desde o diagnóstico. Érick passou por 7 escolas antes de se formar no ensino médio e, na maioria das vezes, segundo ele, não foi acolhido. "No começo a gente não queria expor o problema, mas chega um momento em que nós precisamos de apoio, em que precisamos falar sobre o assunto para conscientizar as pessoas", disse Eduardo.

O pai comemora a melhora do filho após essa trajetória. "É muito gratificante, ele tem potencial, nós só estamos tentando achar o melhor caminho para ele".
Globo.com - 2018-04-10 / 22:36:49 - ID: 30

P-Fies tem resultado divulgado após dois adiamentos e reclamações de candidatos



∇s resultados do P-Fies foram divulgados nesta segunda-feira (26), de acordo com o Ministério da Educação (MEC). O P-Fies é a nova modalidade criada pelo Ministério da Educação (MEC) para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Nesta versão do Fies, o agente financeiro do empréstimo será um banco privado.

Os selecionados para fechar um das 75 mil contratos de empréstimo oferecidos nesta edição podem conferir os resultados no site do Fies (http://fiesselecao.mec.gov.br/).

A previsão inicial era de que o resultado saísse na sexta (16) e, depois, a data foi mudada para a sexta-feira (23). Segundo o MEC, os adiamentos ocorreram "porque as instituições financeiras pediram mais tempo para realizar a análise cadastral dos candidatos ao novo financiamento."

Os selecionados serão os primeiros a participar do P-Fies, já que a modalidade não existia antes da gestão do ministro Mendonça Filho.

A classificação dos selecionados para pegar os empréstimos é feita de acordo com a nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e só será efetivada se houver a pré-aprovação do financiamento por pelo menos um agente financeiro operador de crédito. Caso o candidato não consiga essa confirmação do banco, perderá a vaga no P-Fies.

Neste processo de financiamento, o Ministério da Educação (MEC) não interfere - a responsabilidade é dos operadores de crédito que tenham relação com as instituições de ensino participantes. Por isso não foi divulgado qual o percentual de juros que será cobrado nesta modalidade de financiamento.

Reclamação de candidatos
No Twitter e em outras redes sociais, os candidatos reclamaram dos atrasos sucessivos que podem levar ao comprometimento do semestre por causa de faltas e também criticaram o fato de muitos não terem os pedidos de financiamento aprovados pelos bancos privados.

Lista de espera
Na modalidade P-Fies, não existe lista de espera. Também não é necessário cumprir a etapa de complementação de informações pessoais no site do programa.

O que fazer se for aprovado?

Caso o candidato seja aprovado no P-Fies, deve seguir os seguintes passos:

Em até 5 dias úteis após o resultado, comparecer à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA), que tem como função validar as informações prestadas no ato da inscrição. Cada instituição de ensino tem a sua comissão.
Se a comissão aprovar os documentos, o estudante deve procurar um agente financeiro a partir do 3º dia útil. Ele tem até 10 dias para realizar essa etapa.
Ao agente financeiro, o candidato deve apresentar toda a documentação exigida e, caso as condições do contrato sejam aprovadas, formalizará o financiamento.

Condições para participar
Vale lembrar que o selecionado precisa se enquadrar em uma faixa de rendimentos. A renda familiar bruta mensal, per capita, não deve ser inferior a um salário mínimo ou maior que cinco salários mínimos por pessoa do grupo familiar. Essa regra vale tanto para o Fies quanto para o P-Fies.

O MEC também esclarece que os bolsistas parciais do Prouni poderão participar do processo seletivo do Fies e financiar a parte da mensalidade não coberta pela bolsa.
Globo.com - 2018-03-28 / 17:46:03 - ID: 29

Em meio a repressão, projeto que altera previdência de professores é aprovado pela CCJ



∇O PL 621/2016 que institui mudanças na contribuição previdenciária dos professores e servidores da educação em São Paulo foi aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa (CCJ) na quarta-feira 14. Por seis votos a três, o PL segue procedimentos regimentais até ser votado pelo plenário da Câmara.

A votação foi marcada por protesto de professores, gestores e servidores públicos dentro e fora da Câmara e por forte opressão da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e da Polícia Militar, conforme relatam os participantes.

“Os professores que estavam acompanhando a Comissão estavam gritando palavras de ordem até que o presidente, o vereador Aurélio Nomura (PSDB) chamou a GCM para coibir e intimidar os participantes. Houve ação violenta por parte da corporação, uso de cassetetes, o que resultou em vários professores feridos”, relatou um dos servidores públicos presentes.

Os atos de violência, como relata, também seguiram contra os professores que se reuniam em frente à Câmara Municipal. “A GCM e a PM utilizaram bombas de efeito moral e gás lacrimogênio sem motivos, não havia ameaça por parte dos professores”, garante.

As escolas municipais de São Paulo decidiram entrar em greve na quinta-feira 8 contra o projeto de lei que prevê aumento da contribuição previdenciária da categoria de 11% para 14% e a criação de uma contribuição suplementar, com descontos de 1 a 5%, dependendo do salário do servidor. As mudanças podem acarretar contribuição de até 19% no total.

Segundo informações da Secretaria Municipal de Educação disponibilizadas à imprensa, a paralisação atinge 93% das 1550 escolas da administração direta, que incluem creches, EMEIS (Escolas Municipais de Ensino Infantil) e EMEFS (Escolas Municipais de Ensino Fundamental). Das unidades, 46% aderiram totalmente à greve, 47% parcialmente e apenas 7% funcionam normalmente.

Esta semana, em audiência coletiva sobre a retomada da Operação Delegada, o prefeito João Doria declarou que a greve não tinha nada a ver com educação e que trazia prejuízos aos estudantes e seus familiares. Na ocasião, Doria também afirmou não haver recuo sobre a proposta, que seria aprovada na Câmara.

O secretário municipal de educação, Alexandre Schneider, se manifestou sobre o ocorrido em seu perfil no Facebook.

"Lamentável a forma com que os professores foram tratados hoje na Câmara Municipal. É inaceitável que se cometam excessos dessa natureza. Estamos em uma democracia. E ela pressupõe o livre direito de manifestação."

Deram votos favoráveis ao PL os vereadores André Santos (PRB), Aurélio Nomura (PSDB), Edir Sales (PSD), Caio Miranda (PSB), João Jorge (PSDB) e Sandra Tadeu (DEM).
Carta Educação - 2018-03-16 / 10:52:00 - ID: 28

Dia do Pi passa a ser lembrado também pela data da morte de Stephen Hawking



∇dia 14 de março se tornou uma efeméride ainda mais importante para os fãs e entusiastas da matemática. Nesta quarta-feira é lembrado o "Dia do Pi" (veja explicação no vídeo abaixo), que acabou por se tornar também a data da morte de Stephen William Hawking, físico e pesquisador britânico.

O dia já era lembrado por marcar o aniversário do físico Albert Einstein e de Frank Borman, austronauta norte-americano que comandou a missão Apolo 8 (responsável pela primeira missão dos EUA que deu a volta a lua, em dezembro de 1968).

Por que 14 de março é o Dia do Pi?
A efeméride faz mais sentido quando a data é vista no formato americano, quando o mês vem à frente do dia: 3/14.

O Pi é uma constante dada pela “a razão da circunferência de um círculo por seu diâmetro”. Em outras palavras, o número é o resultado da conta de divisão entre o comprimento de uma circunferência e diâmetro dessa circunferência. O diâmetro de um círculo é a distância da circunferência de ponta a ponta, medido por uma linha reta passando pelo centro, e equivale a duas vezes o raio dela.

Essa conta resulta em um número iniciado por 3,14. Esse valor é o mesmo para todos os círculos, não importando o tamanho. E os dez primeiros dígitos de Pi correspondem exatamente a 3,141592653.

Até hoje, o número ainda não foi completamente revelado, mesmo com a utilização de super-computadores para realizar o cálculo. O valor poderia ter trilhões de dígitos.

Por causa disso, todo ano, pessoas do mundo todo fazem brincadeiras em 14 de março, aproveitando inclusive para fazer tortas com a letra grega “?”, que simboliza o pi. Isso se deve a outro trocadilho, dessa vez na língua inglesa, já que a pronúncia de Pi é a mesma da palavra “pie”, que significa torta.

Globo.com - 2018-03-15 / 09:24:20 - ID: 27

Ex-aluno da rede pública é aprovado em medicina na USP, Unesp, Unicamp e Unifesp



∇Em seu primeiro ano de cursinho pré-vestibular, em 2015, Pedro Bezerra de Oliveira, de 20 anos, teve de aprender conteúdos que nunca tinha visto no ensino médio. Ele estudou na rede pública e precisou correr atrás da defasagem, principalmente em disciplinas como física e química. Agora, três anos de preparação para o vestibular lhe renderam a aprovação em quatro vestibulares para medicina das principais universidades públicas do Brasil: Universidade de São Paulo (USP), Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Ele vai estudar na Unicamp, porque prefere morar em Campinas (SP). “Estresse, correria, não é o estilo ao qual eu estou acostumado. Esse agito não é muito minha praia.”

Filho único, Pedro perdeu a mãe, vítima de infarto, quando tinha 17 anos. O pai havia morrido anos antes por conta de um acidente. Ele, então, foi morar com a avó.

“Minha mãe era funcionária pública, por isso comecei a receber uma pensão do governo e pude pagar um cursinho. Na escola, eu não me esforçava muito, não tinha pretensão de ser o melhor aluno, não fazia os trabalhos, mas ia bem nas provas", relembra.

Na escola, na Zona Leste de São Paulo, a maioria dos colegas de Pedro já trabalhava ou pensava em cursos técnicos ou programas como Prouni ou Fies, para fazer uma faculdade particular. Pedro já queria estudar na USP, mas inicialmente cogitava cursos como física. “Nunca achei que passaria em medicina.”

Pedro já tinha em mente que os dois primeiros anos de cursinho seriam para correr atrás do déficit deixado pelo ensino médio. "Óptica, por exemplo, em física, eu nunca tinha visto", diz. No terceiro, se matriculou em um cursinho específico para medicina, o Hexag, e estudava até 14 horas por dia, inclusive aos fins de semana.

Depois do final feliz e da coleção de aprovações, Pedro foi convidado a voltar ao cursinho para contar sua história e motivar os alunos que estão na corrida por uma vaga em medicina. “No cursinho acontece de você fazer simulado atrás de simulado e não ver o resultado melhorar. Agora consegui tudo o que queria. Vai ser bom voltar ao cursinho para conversar com as pessoas, ao mesmo tempo ainda não me vejo nesse papel [motivacional].”

Na hora da matrícula, Pedro diz que o coração balançou entre USP e Unicamp. A família toda vibrou com os resultados – depois de morar com a avó, durante o período de cursinho, ele também morou com uma tia e o primo. “Eles sempre me deram muito apoio nas minhas decisões. Minha família está muito feliz. Apesar de serem de baixa renda, meus avós do Ceará conquistaram muitas coisas graças ao estudo.”

Ansioso com o início das aulas nesta segunda-feira (26), Pedro brinca que teme que a sua aprovação tenha sido um equívoco e que seu nome não esteja na lista dos matriculados. Para se bancar, ele pretende usar a pensão, que será paga até o meio do ano, quando ele completa 21 anos. Depois, ele quer ingressar em algum projeto de iniciação científica da universidade que lhe renda uma bolsa. A princípio, seu plano é se especializar em pediatra.
Globo.com - 2018-02-26 / 11:49:57 - ID: 26

Ex-aluna de escola pública tira nota mil na redação do Enem e passa em medicina na UFRJ



∇Beatriz Albino Servilha, de 19 anos, atribui suas vitórias aos pais: ao pedreiro Junior e à telefonista Renata. Sempre quis provar a eles que ‘filha de pobre também pode ser médica’. Depois de tantos obstáculos, o casal descobriu que a jovem estava entre os 53 candidatos que tiraram nota 1.000 na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Depois, viu o nome dela na lista de aprovados em medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Foram gritos ao telefone e choro de comemoração.

“Era meu 3º ano tentando entrar na faculdade. Eu sabia que minha família não teria condições de manter meus estudos. Mas, mesmo assim, nunca me direcionaram para outra área. Nossa situação financeira não me impediu de correr atrás do que eu queria”, conta Beatriz.

Nota máxima na redação
Quando recebeu a prova do Enem e viu que o tema da redação era “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil", Beatriz começou a chorar. “Não acreditei. Comecei a estudar Libras há dois anos, para me comunicar com uma amiga surda”, conta.

Ela havia se tornado intérprete da língua de sinais para os seguidores da igreja que frequenta. “Não achei tão difícil, porque tenho contato direto com a comunidade surda, que me impulsionou a continuar”, afirma Beatriz.

A jovem conta que, na redação do Enem, argumentou sobre a falta de intérpretes capacitados para atuar nas salas de aula. “Não basta formar qualquer tipo de profissional. Existem aqueles que têm capacidade de trabalhar em tribunal, em teatro, em igreja ou em escolas. A sociedade é muito ignorante e não vê Libras como algo importante e oficial”, diz.

“Há um tempo, fui levar minha irmã a uma unidade de pronto-atendimento e vi três surdos lá, desamparados, porque nenhum funcionário sabia língua de sinais. Ninguém pensa nisso”, completa.

Cotas para negros e pobres
A jovem foi aprovada no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) pela cota de estudantes de escola pública, autodeclarados pretos, pardos ou indígenas, com renda familiar per capita inferior a 1,5 salário mínimo. Ela cursou o ensino médio em uma Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) do Rio de Janeiro. No último ano, percebeu que “estava zerada em matemática, em física e em conhecimentos básicos” – e então procurou um cursinho.

“Consegui uma bolsa de estudos porque minha prima havia estudado lá e passado na UFRJ. No meu segundo ano no preparo para o vestibular, continuei com a bolsa porque tirei nota boa na redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio)”, conta.

Ela defende a política de cotas por ter vivenciado a dificuldade de uma estudante de escola pública conseguir recuperar o que não aprendeu no ensino médio.
Globo.com - 2018-02-08 / 00:27:54 - ID: 25

Sobe para 28 o total de universidades que aceitam as notas do Enem em Portugal



∇O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) fechou o 28º convênio com uma instituição do ensino superior de Portugal dos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A mais recente instituição a aceitar as notas do exame é a Universidade Católica Portuguesa, que tem sede em Lisboa e centros no Porto, em Braga e em Viseu.

O primeiro convênio interinstitucional foi realizado em 2014, com a Universidade de Coimbra. De acordo com o Inep, as instituições portuguesas que usam o Enem têm liberdade para definir qual será a nota de corte para o acesso dos estudantes brasileiros aos cursos ofertados.

Instituições que aceitam o Enem em Portugal
Universidade de Coimbra (26/05/2014)

Universidade de Algarve (18/09/2014)

Instituto Politécnico de Leiria (24/04/2015)

Instituto Politécnico de Beja (10/07/2015)

Instituto Politécnico do Porto (26/08/2015)

Instituto Politécnico de Portalegre (08/10/2015)

Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (09/11/2015)

Instituto Politécnico de Coimbra (24/11/2015)

Universidade de Aveiro (25/11/2015)

Instituto Politécnico de Guarda (26/11/2015)

Universidade de Lisboa (27/11/2015)

Universidade do Porto (09/03/2016)

Universidade da Madeira (14/03/2016)

Instituto Politécnico de Viseu (15/07/2016)

Instituto Politécnico de Santarém (15/07/2016)

Universidade dos Açores (04/08/2016)

Universidade da Beira Interior (20/09/2016)

Universidade do Minho (24/10/2016)

Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário (24/03/2017)

Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (05/04/2017)

Instituto Politécnico de Setúbal (05/04/2017)

Instituto Politécnico de Bragança (06/04/2017).

Instituto Politécnico de Castelo Branco (22/05/2017)

Universidade Lusófona do Porto (25/05/2017)

Universidade Portucalense (26/07/2017)

Instituto Universitário da Maia (Ismai) (26/07/2017)

Instituto Politécnico da Maia (Ipmaia) (06/10/2017)

Universidade Católica Portuguesa (22/01/2018)
Globo.com - 2018-02-02 / 16:42:09 - ID: 24

Capes descredencia cursos em universidades de ponta



∇Conhecimento é poder. Em tempos de crise econômica, social e política, pode ainda ser uma arma na retomado do bem-estar coletivo e pessoal. O profissional que conclui um curso qualificado de pós-graduação tem, de modo geral, maiores oportunidades de trabalho. Já os países que investem em pesquisa e inovação tem a disposição estudos que podem se tornar políticas públicas importantes.

A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) analisou 4.175 programas de mestrados e doutorados em funcionamento há pelo menos um ano, atribuindo notas de 0 a 7 para cada um. Aqueles que ganham notas 0, 1 e 2 são descredenciados da Capes – responsável, entre outras atribuições, pela distribuição de bolsas de estudo – e recebem recomendação para fechar; cursos com nota 3 e 4 são classificados como médios e estão credenciados; 5 e 6 como muito bons e de excelência nacional, e 7 são os cursos de excelência, atendendo padrões internacionais de avaliação.

Na Avaliação Quadrienal 2017, a Capes descredenciou 119 programas, o que corresponde a 2,8% do total em andamento. Alguns deles em universidades de ponta, como USP (Universidade de São Paulo), UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), UNB (Universidade de Brasília), UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais),e PUC-SP (Potifícia Universidade Católica).

Universidades de Ponta

Na USP, seis programas avaliados terão de fechar: os doutorados de Clínicas Cirúrgicas, História Econômica, Literatura e Cultura Russa, Estudos Judaicos e Árabes, Estudos da Tradução e Nutrição Humana e Aplicada. Na UFRJ os descredenciados estão nas Ciências Políticas, Farmácia, Letras e História das Ciências. Na UFMG um é a da Engenharia Química e o outro é o doutorado de Saúde da Mulher. Os sete cursos da UNB agora inaptos estão nas áreas da Biodiversidade, Engenharia e o doutorado de Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional. Na PUC de São Paulo o doutorado de Ciências Sociais foi descredenciado, assim como o mestrado de Gerontologia e o doutorado de Administração.

Para o presidente da Capes, Abílio Baeta Neves, o fechamento dos programas em universidades com histórico de bom desempenho reflete, de modo geral, o envelhecimento dos cursos. “A maioria deles tem problemas em renovar o corpo docente e as linhas de pesquisa, e ficam antiquados, perdem a capacidade de se reformular e produzir inovação. Em contrapartida as mesmas universidades abrem novas programas de pós-graduação, reformulando suas linhas de pesquisa e áreas de atuação. ”

Do total de cursos da Avaliação Quadrienal, 33% receberam nota 3 e 35% nota 4. O fato de mais da metade dos programas estarem na linha média de qualificação não significa, no entanto, mau desempenho.

Todos os cursos iniciam com nota 3, e mantém as notas iniciais por dois ou três anos, tempo em que os programas produzem as qualificações necessárias para galgar nas categorias de desempenho. A região Norte do país apresenta proporcionalmente o maior número de cursos com avaliação 3 (50%) e 4 (32%). O dado mostra, então, o caráter não consolidado desses mestrados e doutorados.

Os cursos que recebem as nota 5 atingiram o nível de excelência nacional, e correspondem a 14% de todos os programas em andamento. A região Sudeste é onde os cursos mais antigos do país tiveram início, no final dos anos de 1960 e começo da década de 1970. É também a região com maior concentração de programas de excelência (16%). Mas é também a região que teve o maior número de cursos com notas diminuídas (14%), em comparação com a última Avaliação Quadrienal, feita em 2013.

Mais programas

De 2013 para cá a oferta de mestrados aumentou 17%, o de doutorado 23%, e a de mestrado profissional cresceu consideráveis 77%. Isso em todo o país. Os mestrados profissionais são aqueles projetados a partir das necessidades de conhecimento do mercado; um fenômeno educacional nascido na década de 1990. Nos últimos anos, a universidades públicas estão dando mais atenção aos programas profissionais, e a procura só cresce. Para Neves, o motivo é a busca por melhores oportunidades de emprego, acentuada pela alta taxa de desocupação dos últimos anos.

Os cursos que recebem as notas 6 e 7 atingiram o nível de excelência internacional correspondem a 16% de todos os programas em andamento. Os cursos que recebem a nota 7, a mais alta, atendem a padrões internacionais de classificação.

Para a presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos, Tamara Naiz, o critério é ruim porque condecora a produção de conhecimento que não está atenta às necessidades do Brasil, priorizando, por exemplo, a publicação de artigo em revistas internacionais de alto impacto. “Muitas vezes esses artigos são encomendados por agências internacionais que não estão interessadas em questões relevantes para nós. Por que não levamos em conta a produção de conhecimento para diminuir a desigualdade social como critério de avaliação, por exemplo, e o impacto da pesquisa naquela comunidade onde está a instituição de ensino?”, questiona Naiz.

A produção intelectual cresceu com intensidade em comparação com a avaliação de 2013: 89% no número de artigos em periódicos, 80% na produção de livros e capítulos de livros e 82% na produção técnica.

Tamara reforça ainda que o material produzido pela Capes mostra o crescimento qualificada da oferta de pós-graduação no país, mas é subutilizado, porque ele também identifica assimetrias entre os estados e regiões, mas não é usado para corrigi-las. “Usamos os mesmos critérios para regiões com questões sociais e econômicas completamente distintas. A avaliação da Capes serve para orientar os financiamentos públicos, e existem desigualdades profundas entre os estados. Esses dados devem servir para reorientar as políticas, do contrário elas irão produzir mais desigualdade.”
Carta Educação - 2018-01-18 / 10:00:48 - ID: 23

Governo da Dinamarca oferece bolsas de estudo para brasileiros



∇Pensando em estudar na Europa? O governo dinamarquês oferece bolsas de estudo para brasileiros por meio do programa Danish Government Scholarships. Estudantes de mestrado e PhD podem participar!

Para se candidatar, é preciso estar matriculado em uma instituição de ensino superior brasileira e desenvolver um projeto de mestrado ou doutorado. O período de intercâmbio é de 5 e 12 meses na Dinamarca. Além disso, há vagas para alunos de graduação que estudem língua e cultura do país nórdico, com duração mínima de dois anos.

Bolsas de estudo na Dinamarca

Os candidatos devem encaminhar os documentos solicitados para a Agência Dinamarquesa de Ciência e Educação Superior pelo e-mail kulturaftaler@ufm.dk. Cartas de recomendação, diplomas, histórico acadêmico e certificado de proficiência em inglês (TOEFL e IELTS), são alguns dos documentos.

O aluno também precisa definir as universidades dinamarquesas de seu interesse e submeter um statement of interest, documento que descreve os aspectos positivos do período de intercâmbio na Dinamarca.

As inscrições seguem abertas até 1 de março de 2018. Para mais informações, confira o site oficial da Danish Government Scholarships.
Catraca Livre - 2018-01-15 / 15:34:28 - ID: 22

UFABC abre vagas exclusivas para trans e travestis na Escola Preparatória



∇A Universidade Federal do ABC lançou nesta segunda-feira 8 edital que destina 627 vagas para a Escola Preparatória, curso presencial que aborda conteúdos do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Pela primeira vez, além de vagas exclusivas para negros, pardos e indígenas, a universidade destinou 6 vagas para pessoas transexuais e travestis e 6 vagas para refugiados.

Após a conquista da regulamentação do direito ao uso do banheiro de acordo com o gênero auto-identificado, o coletivo LGBT – Prisma UFABC, iniciou uma campanha para a implementação de cotas destinadas a pessoas trans para a graduação e pós-graduação, visando garantir o acesso desta população que é marginalizada em todas as esferas da sociedade.

As inscrições para o curso poderão ser feitas a partir do dia 29 de janeiro até o dia 2 de fevereiro no campus de Santo André. Mais informações podem ser encontradas no site da Pró-reitoria de Extensão e Cultura.

A Escola Preparatória da UFABC (EPUFABC) começou suas atividades em 2010 como um projeto de extensão idealizado por alunos de graduação da universidade.

A ideia do projeto é promover o acesso das comunidades populares da região do ABC ao ensino superior de qualidade, oferecendo um cursinho gratuito preparatório para Enem.
Carta Educação - 2018-01-15 / 15:30:02 - ID: 21
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